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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.05.16

 

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E chegámos aqui: juro que ouvi Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, dizer no programas Prós e Contras na RTP 1 que "o Estado cometeu a ilegalidade" [sic] de construir escolas públicas onde já havia colégios privados. E, quando aqui chegamos, já não há mais nada para discutir ou debater.


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||| Erro na forma

por josé simões, em 13.05.16

 

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Costa devia ter sublinhado que há pessoas que, na sua credulidade e boa-fé, continuam a deixar-se enganar por Passos. «Financiamento a colégios: Costa acusa Passos de "enganar as pessoas"»


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||| Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 11.05.16

 

 

 

Nuno Magalhães, líder da bancada parlamentar do CDS, o partido do Governo que, em coligação com o PSD, durante quatro anos rasgou e fez tábua rasa de todos os contratos estabelecidos entre o Estado e os cidadãos - pensões, reformas, salários, contratos de trabalho, dias de férias, dias feriados, impostos e taxas, preocupado com a idoneidade do Estado a propósito da mentira inventada pela direita que é os contratos de associação para rasgar.


Não ter a puta da vergonha na cara nem é isto que isto é a raça deles, como sói dizer-se, não ter a puta da vergonha na cara é, numa sala repleta de jornalistas nenhum ter confrontado o preocupado, idóneo e cumpridor contratual Nuno Magalhães com o passado recente do seu partido, o CDS, em coligação com o PSD.

 

 

 

 

||| Um espelho, sff

por josé simões, em 11.05.16

 

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O que continua a ser "fascinante" em Pedro Passos Coelho é a facilidade, diria mesmo a naturalidade, com que aponta e acusa os outros daquilo que na realidade o move e, aparentemente, sem se dar conta da evidente contradição: o fanatismo ideológico aplicado à governação, que favoreceu as negociatas à sombra do Estado, a partir mesmo de dentro do próprio Governo, e que nos colocou numa posição de subserviência a interesses corporativos e a interesses de outros Estados, alguns onde a democracia e o Estado de direito são "conversa de Miss Mundo", com prejuízo para o interesse público e comum.


"as famílias e os estudantes não têm a culpa que o Governo tome decisões não a pensar nesses estudantes e nessas famílias, mas sim a pensar noutro tipo de interesses corporativos e ideológicos"


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||| Realidade paralela

por josé simões, em 10.05.16

 

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Ah e tal, nada de mal-entendidos, quem tem cu tem medo, nada de segundas intenções à roda de negócios e negociatas, que isso é com os contratos de associação do bloco central de interesses, era de Mário Nogueira e dos comunistas da Fenprof que se falava. Desconhecendo, na realidade paralela onde habitam, que quatro anos de Nuno Crato fizeram mais pela reabilitação do Comissário Nogueira aos olhos da opinião pública, das famílias, dos pais e encarregados de educação, dos professores, não necessariamente por esta ordem, que o tempo que tudo cura e o depois de mim virá quem de mim bom fará.

 

 

 

 

||| Mais do mesmo

por josé simões, em 09.05.16

 

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Corria o Ano da Graça de 2007 e íamos votar o referendo à interrupção voluntária da gravidez quando o padre Vieira, directo do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada em Setúbal, com dois infantários a seu cargo subsidiados pelos impostos dos contribuintes, resolveu mandar funcionárias e educadores colocarem, a grande maioria contra sua vontade, uma carta dentro da mochila de crianças que nem ler sabiam. [A carta].


Corre o Ano da Graça de 2016 e os colégios privados com contrato de associação, subsidiados com o dinheiro dos impostos dos contribuintes, na sua grande maioria com ligação à Igreja Católica [ou a "insinuação" feita por mim "da ligação do ensino particular à religião católica apostólica romana", como deixaram na caixa de comentários] coagem os alunos a escreverem cartas ao primeiro-ministro e ao Presidente da República. Mais do mesmo, o mesmo modus operandi do vale tudo.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Muito barulho

por josé simões, em 09.05.16

 

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É o grande erro da esquerda, toda [e que continua a não se dar ao respeito e a ter pela direita, do respeitinho, o respeito que esta não tem por ela], neste processo de restabelecimento da "normalidade democrática" na educação, com a recuperação da aposta na escola pública, laica e inclusiva, ao mesmo tempo que se procede a uma racionalização dos custos para o contibuinte: embarcar em discusões espúrias com a direita ao invés de centrar esforços num esclarecimento às populações sobre o que se pretende e sobre o que realmente está em causa. Muito barulho, quanto mais barulho melhor, só favorece a falta de argumentação da direita radical, das negociatas à sombra do erário público, e da Igreja Católica, disfarçada de colégio privado ou de IPSS, em ambos os casos pagos pelo contribuinte.


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||| Uma visão de futuro para a educação

por josé simões, em 07.05.16

 

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Passos Coelho teve uma ideia, um desejo, e lançou a bisca a ver se pega – "É muito possível que estas instituições coloquem o Estado em Tribunal, porque este não está a honrar os seus próprios compromissos.", independentemente de ser uma ideia parva, independentemente de ser uma guerra perdida, porque até um leigo em negócios de leis e de direito sabe que o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, inventado pelo Governo de Passos Coelho e publicado por decreto-lei, uma das famosas "reformas estruturais para mil anos" do seu Governo, não se poder sobrepor, nem anular, a Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo que lhe é anterior. Mas isso não interessa nada, são pormenores, como pormenor era a Constituição nos quatro anos que levou como primeiro-ministro, que ele quer é confusão, barulho, quanto mais barulho melhor, e só lhe faltou ofererecer-se para fazer uma vaquinha para ajudar os colégios privados com as custas judiciais como com os lesados do BES.


Passos Coelho além de ter tido uma ideia e de ter lançado a bisca a ver se pega também tem uma visão, futurista, para o ensino em Portugal, na Europa, no Mundo. Nada que compactue com laicidade e escola pública inclusiva, visão retrógada que não dá às escolas a possibilidade de serem elas a escolherem os alunos que querem das famílias que desejam, não. Visão de futuro é colocar o ensino dos infantes e das infantas onde ele estava no dia 4 de Outubro de 1910, a cargo da Igreja Católica, agora pago pelo Estado, quase laico.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Ricochete

por josé simões, em 06.05.16

 

 

 

A direita, pantomineira, introduziu no discurso político o "a expensas do contribuinte" e o "viver acima das possibilidades" como forma de justificar tudo o que era/ foi corte nas funções sociais do Estado, subitamente "gorduras" e "má despesa". Agora, e no caso concreto do ensino privado, leva por tabela por o contribuinte, farto de pagar por tudo e por nada e por 5 anos de empobrecimento e de resgate a bancos, privados, que parece que nunca mais acaba por estar sempre a aparecer outro e outro de debaixo do tapete do Banco de Portugal, se recusa a aceitar dar mais um tostão que seja para acudir aos negócios dos outros. Diz agora, a direita, que é ideologia aquilo que é uma questão de racionalidade e de cumprimento da Lei e da Constituição, o que antes não era ideologia, a duplicação da oferta em prejuízo da escola pública e do bolso do contribuinte. Temos pena, estudassem.

 

 

 

 

||| Por falar em pôr o contribuinte a financiar o ensino privado

por josé simões, em 06.05.16

 

 

"O fetiche da Direita portuguesa não é apenas com homossexuais. Simplesmente, não consegue respeitar as liberdades individuais quando se trata de assuntos que afectam a sua moral social.


Um destes dias, uma amiga comentava no seu Facebook que a direita portuguesa não perde uma oportunidade para mostrar que não é liberal. Liberal no sentido de respeitar as liberdades individuais, entenda-se. Não lhe perguntei a que situação em concreto se referia porque os exemplos são tantos que quase dispensam especificação.


A Direita mostrou que não é liberal quando se discutiu o casamento homossexual, não sabendo respeitar a liberdade de cada um casar com quem quer. Tornou a mostrar que não é liberal quando em 2012/2013 se fez valer da sua maioria para impedir a adopção por casais do mesmo sexo, tendo, numa primeira fase, graças a alguns deputados do PSD, deixado passar a co-adopção. Lembre-se que no caso da co-adopção estávamos a falar de crianças que já viviam, de facto, em famílias com duas mães ou dois pais. Ou seja, tratava-se apenas de dar cobertura legal a uma realidade que existia. Seria impossível a um liberal rejeitar esta lei. No entanto, a Direita, não respeitando as crianças que viviam em famílias “fora da sua norma”, socorreu-se de um estratagema (proposta de um referendo sobre o assunto) para evitar que a co-adopção se institucionalizasse. Naturalmente, já nesta legislatura, a nova maioria de esquerda, com os votos contra da Direita, trataria de legalizar a adopção plena por casais do mesmo sexo. Há assuntos em que a Direita faz questão de sempre estar no lado errado da história.


Mas o fetiche da Direita portuguesa não é apenas com homossexuais. Simplesmente, não consegue respeitar as liberdades individuais quando se trata de assuntos que afectam a sua moral social. Foi assim no ano passado quando quis obrigar as mulheres que recorrem a um aborto a ter consultas psicológicas obrigatórias. E, pasme-se, nessas consultas obrigatórias, as mulheres podiam ter de enfrentar um médico que fosse objector de consciência relativamente à interrupção de gravidez. Isto com a justificação de que o contrário seria “discriminar os objectores de consciência”!


Este ano, quando se discute a procriação medicamente assistida, mais uma vez a Igreja, perdão a Direita, quer impor a sua moral, impedindo que casais de lésbicas ou mulheres solteiras possam recorrer a ajuda médica para engravidar, impedir o recurso à maternidade de substituição, etc. É-lhes impossível respeitar o livre-arbítrio individual, quando em causa está a sua moral.


Foi Margaret Thatcher, a dama de ferro inglesa, que disse: “there’s no such thing as society; there are individual men and women and there are families”. Traduzo: “isso da sociedade é uma coisa que não existe; há homens e mulheres individuais e há famílias”. Mas, para a nossa Direita, é impossível imaginar uma sociedade em que o indivíduo não seja submetido às amarras da sua moral.


As pessoas de direita que alegam ser liberais, percebendo a óbvia contradição entre o que defendem na teoria e o que defendem na prática, costumam encontrar soluções ad-hoc para as suas posições anti-liberais. Por exemplo, o problema da procriação assistida não é o direito em si mesmo que a mulher tem, mas sim o facto de se transformar esse direito numa “obrigação do Estado”. Ou seja, a obrigação que o Estado tem em mobilizar cuidados de saúde que possam responder a este direito. Depois adicionam uns pozinhos de demagogia, falando em listas de espera ou de doentes de cancro que não são tratados a tempo, como se, no global, o nosso Sistema Nacional de Saúde não passasse com distinção em qualquer estudo comparativo internacional.


Confesso que, para minha surpresa, já vi o mesmo argumento ser dado a respeito da eutanásia, que agora tanto se discute. Não se nega o direito individual ao suicídio. Quem quiser suicidar-se que pegue numa pistola e estoire os miolos. Pedir ajuda ao Estado para uma morte mais suave é que não, nem pensar. É a Direita que temos, no papel, muito respeitadora da liberdade individual. Na prática, o indivíduo submete-se sempre à moral social.


Em tempos, escrevi aqui que a nossa Direita era peculiar e que, na verdade, mais do que reduzir o peso do Estado, o que pretendia era mesmo substituí-lo pela Igreja. Dei, na altura, o exemplo da Educação e, nestas últimas semanas, temos observado isso mesmo. O Governo veio anunciar o que devia ser óbvio: que onde houvesse uma escola pública não faria sentido o Estado continuar a subsidiar uma escola privada. É, aliás, o que está na lei; o facto de esta durante décadas não ter sido respeitada por sucessivos governos não é desculpa para continuar a não ser. Numa altura em que todas as poupanças que o Estado possa fazer são bem-vindas, a nossa Direita devia aplaudir.


Mas a Direita, que tanto vitupera os subsídio-dependentes, não aceita. Quer que o Estado respeite a escolhas individuais. Neste caso já não faz mal que seja o Estado a pagar. E, como é bom de adivinhar, o problema não está no facto de se cortar o financiamento do ensino privado. O problema está em se cortar o financiamento de escolas católicas. Repare-se nesta passagem de um artigo de João César das Neves publicado na semana passada no Diário de Notícias: “A medida parece genérica, contra as escolas privadas, o que permite o cinismo de o maior ataque dos últimos anos contra a presença da Igreja Católica na sociedade fingir neutralidade.” Na verdade, o problema é sempre o mesmo, todos os cortes de despesa são bem-vindos, excepto os que afectam a Santa Madre Igreja.


Alexandre Homem de Cristo, aqui no Observador, com a inteligência que o caracteriza, apresenta o melhor argumento possível para defender estes subsídios. Para tal recorre ao exemplo de uma escola pública às moscas, em Paços de Brandão, e ao do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, uma escola de propriedade privada, na mesma zona de residência, que tem 74 turmas financiadas pelo Estado. Diz que se os pais preferem a segunda, então deve-se encerrar a primeira e financiar a segunda. O problema é que a primeira não pode encerrar. Como a escolaridade é obrigatória e o nosso Estado é laico, é obrigação do Estado garantir que existe uma escola laica. Um Estado laico não pode
obrigar uma família a inscrever as suas crianças em escolas de inspiração católica. A implicação lógica é simples: onde há escola pública, não se deve financiar escolas privadas. A não ser, claro, que o Estado deixe de ser laico, como grande parte da Direita gostaria."


Luís Aguiar-Conraria, "Onde está a direita liberal em Portugal?"

 

 

 

||| Tudo resumido numa frase

por josé simões, em 03.05.16

 

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"O que nos preocupa é que os alunos estão com exames à porta e mostram-se desorientados com esta situação"


O objectivo último do "rigor" do ensino nos colégios privados – o exame; o modus operandi da "excelência" do ensino nos colégios privados – trabalhar alunos para exames e aparecer no top of the pops no ranking das escolas.


Sacos de vento de conhecimento. Fica toda a gente satisfeita, os pais porque pagaram e vêm "resultados", os colégios porque receberam o pagamento e vêm o seu "mérito" reconhecido. Amanhã é outro dia.


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||| De uma penada vão uma quantidade de teorias liberais pelo cano abaixo

por josé simões, em 20.04.16

 

Queensbridge housing project in Queens, New York.

 

 

Há que aliviar o peso do Estado na economia desde que o Estado não seja o dono ou o accionista maioritário porque desde que o Estado continue a entrar com o dinheiro dos impostos dos contribuintes o peso do Estado não pesa nada na Economia, absolutamente nada.


Há que dar às famílias a opção pela escola e pelos que professores que querem para si e para os seus filhos, pelos currículos que querem que sejam ministrados, desde que o Estado entre com o dinheiro dos impostos dos contribuintes para financiar a livre escolha das famílias, ainda que em zonas onde há escola pública gratuita, e ainda que a livre escolha das famílias não seja mais do que uma selecção efectuada pelas escolas aos filhos de famílias que pretendem nas turmas.


E sim, é uma questão de benefício e privilégio, é uma questão de falta de respeito pela liberdade de todos, pela democracia e pelo bem comum e por quem, com o esforço do seu trabalho e com o dinheiro dos seus impostos, financia dois sistemas de ensino paralelos e só tem acesso a um, o ensino público que, na "malabarice" dos rankings das escolas, concorre em desvantagem com o ensino privado, financiado pelo dinheiro dos contribuintes, especializado em fabricar alunos para fazerem um figurão em exames e provas várias e nada mais do que isso – sacos de vento do conhecimento.


[Imagem "Queensbridge housing project in Queens, New York" by Arthur Rothstein, June, 1942]

 

 

 

 

||| "damos prioridade à escola pública"

por josé simões, em 13.01.16

 

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Curiosamente o partido que não precisava de programa de Governo porque o programa da troika era O Programa, o que tinha sido essencialmente influenciado pelo partido nas negociações com a troika, Catroga dixit, um rascunho que era mesmo preciso surpreender e ir mais além do acordado, no que tocava a cortes nas funções sociais do Estado, na redução dos custos do trabalho e na retirada de direitos e garantias, naquela parte que tocava ao financiamento do ensino privado «and reducing and rationalising transfers to private schools in association» nunca houve memorando a cumprir por causa da nossa imagem, nunca houve imposição dos credores nem mãos atadas no protectorado, antes pelo contrário.


«Financiamento aos colégios será avaliado para se evitar "redundâncias" na rede escolar»

 

 

 

 

||| Para o infinito e mais além

por josé simões, em 20.08.15

 

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Ir além da troika alegremente chamada e negociada e gravada para a posterioridade em BlackBerry «and reducing and rationalising transfers to private schools in association» mesmo depois da abalada da troika e dos relógios em countdown e outras manobras circenses que o bolso do contribuinte é um poço sem fundo «coligação PSD/CDS defende expansão dos apoios aos colégios» e mesmo que o respeito por ele seja pouco ou nenhum e que poupança é coisa para salários e pensões e que o que é público é de todos e o que é privado é só de um ou de alguns e mesmo que tenham aprendido a ler e a escrever e a serem chamados de dô-tôres na escola pública que só a cegueira ideológica não explica tudo e se calhar há que meter aqui Freud à mistura ou até o princípio do que se pago é para ser bem servido e ver resultados daí os rankings. Martelados.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Na minha terra a isto chama-se uma besta

por josé simões, em 05.02.15

 

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Extra esforço dos pais e das famílias, os contribuintes, por interposta pessoa o Estado, gastam uma pipa de massa todos os anos com a formação de médicos, dos melhores da Europa e do mundo, a maioria para trabalhar naquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde da Europa.


Depois. os partidos que administram temporariamente o Estado – os partidos do Governo, o PSD e o CDS, resolvem "tirar o peso do Estado da economia" e pagar 30€ por dia a uma empresa de trabalho temporário que coloca os médicos nos hospitais a 15€ por dia, embolsando os outros 15€, dinheiro do contribuinte, sem que tivesse mexido uma palha em medicina.


Os médicos, formados na universidade pública, com o esforço dos pais e das famílias e com o dinheiro dos contribuintes, acham, e acham muito bem, que para ganhar o mesmo que qualquer empregada da limpeza ganha a lavar escadas e a limpar escritórios e estabelecimentos comerciais, depois de um porradão de anos a estudar medicina, mais vale ficar pelo consultório ou pela clínica privada ou então emigrar, para Inglaterra, para França, para a Alemanha, onde vão ganhar muito mais que os 15€ + 15€ que ganhariam em Portugal.


Perante a falta de médicos nos centros de saúde e nos hospitais públicos o pantomineiro que chefia o Governo da maioria PSD/ CDS que administra temporariamente o Estado – Pedro Passos Coelho, conclui que o problema reside na falta de resposta das universidades públicas e que a solução passa por abrir a formação de médicos a entidades privadas.


Ou estamos perante a anedota viva da pulga que sem patas não ouve ou na minha terra a isto chama-se uma besta.


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