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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Back to the basics

por josé simões, em 14.03.16

 

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De regresso aos blogues, ao Facebook e ao Twitter, ao glorioso ano de 2011, o ano da criação de emprego entre as hostes da direita, os escudeiros do sector privado debaixo do chapéu de chuva e de sol do Estado, às custas do dinheiro dos contribuintes, às custas daqueles que conseguiram manter o emprego depois do glorioso ajustamento da economia e das grandes reformas estruturais para 1 000 anos. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.


"Depois da substituição das cúpulas, é a vez de cerca de uma centena de chefias dos centros de emprego de Norte a Sul do país serem afastadas."


[Imagem]

 

 

 

 

||| Uma máxima que vale para sempre, desde sempre e em todas as ocasiões

por josé simões, em 07.03.16

 

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É o escudo, inatacável pelo senso comum, atrás do qual se escondem os patrões e os accionistas sem escrúpulos, que o exército de desempregados, mão-de-obra barata e força de pressão sobre quem trabalho e tem emprego razoavelmente remunerado, se dispõe a aceitar como dogma e que serve para manter largas franjas da[s] população[ções] no limiar da pobreza e da sujeição, porque a barriga vazia, a sua e a dos seus, vale o que vale e vale muito. Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós e perguntem também o que já ouviam dizer aos pais deles e aos avós dos pais e assim sucessivamente, desde sempre, desde tempos imemoriais e em todas as ocasiões, perguntem.

 

 

 

 

||| Da série "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 11.01.16

 

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Com dinheiros públicos criar e subsidiar um Estado privado, paralelo ao Estado, que engorda com o comércio da miséria alheia e dos descontos sobre as remunerações da carreira contributiva de quem, um dia, pode ter a pouca sorte de cair nas malhas do "sector privado de emprego" e da "economia social". Não há respeito, não dignidade, nem respeito pela dignidade.


"Há 24 agências privadas à espera do concurso para gerir desempregados"


[Imagem]


"Aliviar o peso do Estado na economia"

 

 

 

 

||| Confuso

por josé simões, em 08.01.16

 

 

 

No tempo do Governo de direita, PSD/ CDS, a isto chamava-se descapitalização da Segurança Social, emprego subsidiado, o trabalhador colaborador a cobrir a mais-valia do patrão empresário, salário mínimo subvencionado, a Concertação Social como uma espécie de Câmara Alta do Parlamento. Agora não sei...

 

 

 

 

||| "Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar durante estes quatro anos”

por josé simões, em 04.01.16

 

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«Quase metade dos funcionários públicos portugueses considera que o salário auferido "não é suficiente para viver com dignidade


"Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar durante estes quatro anos", baixar os custos do trabalho.


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||| Argumentos contra um Governo de esquerda

por josé simões, em 19.10.15

 

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«Hoje em dia, só tem trabalhadores não declarados quem quer. Patrões sem escrúpulos têm nos seus locais de trabalho pessoas não declaradas meses a fio, à espera de uma visita inspectiva. Quando ela chega dizem que os trabalhadores começaram naquele dia e vão ter 24 horas para os inscrever. E, se o fizerem, a coima é leve.»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Notícias do "milagre económico"

por josé simões, em 06.10.15

 

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Agora que a campanha eleitoral já lá vai e que o pagode já pôs a cruzinha no quadradinho, notícias do "milagre económico" [*]:


«Um país a crescer pouco, onde o número de pessoas tende a encolher, mas com demasiados desempregados. O novo Governo vai herdar uma economia mais pequena do quem 2011, mas com mais dívida pública.»


«O futuro Executivo recebe uma economia mais pequena, com menos pessoas, mas mais endividado do que em 2011.»


[Imagem]


[*] Milagre económico

 

 

 

 

||| "Por que é que nascem tão poucas crianças? O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?"

por josé simões, em 23.08.15

 

Stanley Kubrick’s Chicago, 1949-Bodybuilder-Gene

 

 

«Um quinto dos trabalhadores em Portugal é precário»


«Um em cada cinco trabalhadores recebe o salário mínimo»


«Famílias gastam em média 528 euros com arranque do ano lectivo»


[Imagem Stanley Kubrick’s Chicago, 1949, Bodybuilder Gene Jantzen with is wife Pat and eleven month old son Kent]


"Eu não acredito que tenha desaparecido nos portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao Mundo"

 

 

 

 

||| "Não, o Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o País", Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

por josé simões, em 17.08.15

 

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Da qualidade da mentira já todos estamos fartos, de barriga cheia.


«A economia portuguesa está mais competitiva desde a chegada da troika, mas em grande parte à custa da desvalorização salarial. Hoje, um em cada cinco trabalhadores (19,6%) ganha o salário mínimo nacional de 505 euros por mês.»


E depois há a filha da putice que, cada vez mais, parece dominar todos os aspectos da vida e todos os sectores de actividade em Portugal.


"Houve empresas que para não despedirem trabalhadores baixaram os salários", confirma António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), [...]  do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho remunerado com o salário mínimo do que o desemprego".


Quando o que ele quer dizer é que do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho mal remunerado do que diminuir a mais-valia ao patrão e/ ou ao accionista.


«Para os sindicatos, no entanto, a realidade é mais negra: "Assistimos a uma substituição de trabalhadores bem pagos por pessoas mais jovens e mal pagas." E sem aumento de produtividade, admite Sérgio Monte, da UGT.»


Como se fossemos todos muito burros e nunca tivessemos assistido pela televisão ao homenzinho responsável João Proença, de gravata e prenhe de sentido de Estado, ao lado do patrão a celebrar mais um acordo para a competitividade e o crescimento da economia e a salvaguarda do emprego.


[Imagem The Wretches [Os Miseráveis] by Peter Ferguson]

 

 

 

 

||| «A Europa precisa de uma Primavera Europeia de renovação económica e política»

por josé simões, em 06.08.15

 

 

 

«Os salários caíram. A pobreza aumentou. O desemprego continua altíssimo. Muitos portugueses emigraram. Ajustando para a população activa que não tem trabalho e o subemprego, o FMI calcula uma redução do mercado de trabalho de 20%. O FMI também diz que as reformas portuguesas foram inadequadas e que ainda têm de produzir benefícios. Portugal é um país europeu relativamente pobre. Devia estar a aproximar-se dos mais ricos através de mais investimento e aumentando a produtividade. Em vez disso, está a posicionar-se para ser ultrapassado pela Polónia e outros. É trágico.»


[...]


«O programa falhado foi projectado pela troika dentro das limitações políticas definidas pela Alemanha. E foi entusiasticamente implementado pelo governo português, que tentou ser "mais alemão do que os alemães". Mas as consequências foram desastrosas: uma longa e desnecessária depressão da qual o país ainda não recuperou e que perversamente causou uma dívida pública tão alta que ultrapassa o produto interno bruto.»


[...]


«A narrativa alemã de que a crise é culpa de toda a Europa do Sul é falsa. A Europa está numa confusão por muitas razões. Empréstimos excessivos feitos por um sector financeiro mal regulado a mutuários insensatos. As políticas mercantilistas da Alemanha - baixar salários para subsidiar as exportações e acumular enormes superavits externos - que alimentaram maus empréstimos dos bancos alemães nos anos pré--crise e que agora exportam deflação. O poder dos interesses instalados em todos os países que reprimem as oportunidades e roubam o valor criado por outros. Decisões políticas catastróficas tomadas pelos decisores da zona euro, especialmente Angela Merkel.»

 

 

 

 

||| A propaganda já não é o que era

por josé simões, em 05.08.15

 

Study our heros and put that learning into action.

 

 

Metem os sobreviventes, os que escaparam ao apelo da emigração e os que desistiram de procurar o que quer que seja, em acções de formação pagas pelos fundos comunitários ou em empregos precários em empresas do zector privado, que são quem cria emprego e riqueza blah-blah-blah, subsidiados pelo Estado, que é um heterónimo bonito para dinheiro do contribuinte e, depois, ficam ofendidos com o pagode que não engole a patranha porque já não vai em cantigas.


A propaganda já não é o que era e o homem novo, criação do neoliberalismo, nos amanhãs que cantam, liberto da opressão do Estado, afinal só existe subsidiado e financiado pelo Estado.


[Cartaz chinês de propaganda na imagem]

 

 

 

 

||| Vergonha alheia [Capítulo II]

por josé simões, em 05.08.15

 

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[Via]


Capítulo I

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.07.15

 

Chaplin as Calvero in the 1952 film Limelight.jpg

 

 

As empresas querem governos que, numa Parceria Público-Privado, limpem as listas do Instituto do Emprego e Formação Profissional de desempregados, através de estágios, formação profissional e emprego em empresas privadas, subsidiado pelo dinheiro do contribuinte, não emprego no Estado, mas emprego pago pelo Estado. É o mui famoso "aliviar o peso do Estado na economia". Para esses todos [os desempregados] desesperados, é um emprego, qualquer que seja, que interessa, já que é sempre o Estado quem cria emprego e riqueza, ainda que por interposta pessoa.


"Para esses todos [os desempregados] não é o emprego do Estado que conta, é o das empresas, porque são essas criam que riqueza, que criam emprego e essas não vão atrás das obras públicas, essas vão atrás dos governos que sabem o que querem, e que não fazem batota na economia, dando iguais condições a todos para os que têm o mesmo mérito possam competir em igualdade de circunstâncias e com lealdade"


[Imagem]

 

 

 

 

||| Pobres e mal agradecidos, é o que é

por josé simões, em 09.07.15

 

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Se, e segundo a agit-prop do Governo, Portugal é o país da União Europeia que mais cresce, se há mais empresas a abrir do que a fechar, o que não quer necessariamente dizer, e recorrendo a uma expressão cara a este Governo, empresas "a bombar", já que não nos é dito por quanto tempo é que as empresas abrem antes de tornarem a fechar e, como as empresas não podem falir ad eternum, tem de haver um ponto em que as empresas deixam de falir por já não haver mais "em stock" e portanto, a partir daqui, o saldo entre o deve e o haver só pode ser positivo, como e porque é que nos anseios do pagode para a nova legislatura surge, à cabeça, a criação de emprego pelo próximo executivo? Ou são pobres e mal agradecidos ou querem todos ter dois empregos para se empanturrarem em dinheiro, é o que é e só por si choca com a teoria vigente dos malandros do sul que não querem trabalhar.


[Imagem de Zuerichs Strassen]

 

 

 

 

||| Voltaram os "cursos da CEE"

por josé simões, em 17.06.15

 

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Agora em versão 2. 0, direita sabida, em véspera de eleições e apostada em manter o poder custe o que custar. Mistura-se uma pitada, q.b. , de "activos empregados", para dar gostinho à boca e compor o prato , pespega-se com os desempregados nas empresas, como gente grande a fazer o trabalho de gente empregada – formação em movimento, ainda se paga ao patrão para os ter lá e, no fim do dia, os números do desemprego baixaram, tipo uma ladeira com inclinação de 10%, toda a minha gente ganha dinheiro e vai para casa satisfeita e os partidos do Governo fazem um brilharete na campanha eleitoral. Siga a marcha.