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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 29.01.17

 

 

 

E depois temos pessoas que, desde sempre, defenderam o desinvestimento na escola pública em favor do ensino privado, quer através do cheque-ensino, quer através do financiamento a colégios privados por via do Orçamento do Estado com verbas desviadas da escola pública, e que, durante os quatro anos do Governo da direita radical - PSD/ CDS, aplaudiram o radicalismo e a cegueira ideológica de Nuno Crato, hoje muuuuuito preocupadas por chover dentro de uma escola pública, a sofrer as consequências do deinvestimento de quatro anos que tanto aplaudiram.

 

[Imagem do filme de Jean-Luc Godard em 1964 "Band à Part"]

 

 

 

 

 

 

Crato contra Crato

por josé simões, em 19.12.16

 

 

 

Enquanto o Crato de 2016 elenca todos os progressos feitos nos últimos 20 anos, o Crato de 2011 acusa os seus antecessores de não perceberem a ponta de um corno.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.12.16

 

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Quando era já dado adquirido que a exigência e o rigor de Nuno Crato tinham estado por detrás de "O Grande Salto Em Frente" na disciplina de Matemática entre os anos de 2011 e 2015 e que o laxismo dos "sabotadores contra-revolucionários, inimigos do Povo" a soldo da Fenprof tinha sido a causa da queda a pique a Ciências no mesmo período temporal, um trambolhão da 19.ª para a 32.ª posição, descobrimos que estávamos todos enganados e que afinal, também por mérito de Nuno Crato, "na ciência, os alunos portugueses tiveram desempenhos acima de países como Noruega, EUA, Austria, França, Suécia, Espanha, Rep Checa, Itália", explicou o Álvaro, doutor, e ficamos todos mais descansados.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma faca de dois legumes

por josé simões, em 29.11.16

 

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A exigência e o rigor de Nuno Crato estiveram por detrás de "O Grande Salto Em Frente" na disciplina de Matemática entre os anos de 2011 e 2015 mas a exigência e o rigor de Nuno Crato não tiveram a mesma sorte na disciplina de Ciências no mesmo período temporal quiçá por causa do laxismo dos "sabotadores contra-revolucionários, inimigos do Povo" a soldo da Fenprof. A argumentação da direita radical é uma faca de dois legumes, para não dizer ridícula.


[Imagem]

 

 

 

 

Mais circo

por josé simões, em 14.09.16

 

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Depois do circo "Abertura do Ano Judicial" vem a a parolice da propaganda mais básica que dá pelo nome de "assinalar a abertura do ano escolar", todos os anos, desde que me lembro, com o primeiro-ministro e o ministro da Educação numa escola qualquer, com uma trupe de emplastros atrás, este ano com um Governo de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, a fazer exactamente o mesmo número de agit-prop dos governos da direita e dos governos da marcha do balão do "arco da governação" em anos passados, sem perceber que as pessoas querem é os problemas do dia-a-dia resolvidos e não arraiais montados para as televisões, sem perceber que as pessoas sabem perfeitamente se a escola abriu a tempo e horas e com os profs todos, faça o Governo a propaganda que fizer, faça a oposição o barulho que fizer, façam as televisões o que muito bem entenderem fazer consoante a agenda de quem lhes paga.


Podia também o Governo, de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, assinalar o início do campeonato nacional de futebol, com o secretário de Estado do Desporto num estádio qualquer da primeira divisão, o início da faina da sardinha, com o ministro do Mar a bordo de uma traineira, ou o início da campanha do trigo, com o ministro da Agricultura em cima duma ceifeira-debulhadora numa herdade qualquer no Alentejo, para ficarmos todos de barriguinha cheia que circo é espectáculo a que o comum dos cidadãos só acede por alturas do Natal, ou então podia o Governo, de esquerda, suportado no Parlamento pela esquerda, toda, pura e simplesmente acabar com isto e optar pela sobriedade e pela governação e pouparem-se ambos, primeiro-ministro e ministro da Educação, a espectáculos tristes. Podia mas não era a mesma coisa.


[Imagem]

 

 

 

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Viva o Estado de direito, viva! Pim!

por josé simões, em 02.08.16

 

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Vira o disco e toca o mesmo

por josé simões, em 20.07.16

 

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Com os livros aprende-se muito e não por acaso o 'bücherverbrennung' - a queima dos livros, nas praças das principais cidades alemãs depois da chegada dos nazis ao poder, no culminar de um percurso que passou pelas purgas na classe dos professores, dos professores universitários, dos juízes, dos intelectuais, da administração do Estado, tudo no cumprimento meticuloso das exigências legais, assente num sistema jurídico elaborado por um pequeno grupo, subserviente e inepto, mas suficientemente capaz para elaborar um código legal que suportasse as acções do regime.


Não há livros para queimar, há internet para cortar e pessoas que ensinam a escrever livros, a ler livros, a interpretar livros para purgar, pessoas que zelam pelo Estado de direito para perseguir, e o resto é tudo déjà vu e déjà écrit, bastas vezes, mas ainda assim não tantas quantas as necessárias para que a história não se repita uma vez e outra e vez e sempre.


[Imagem]

 

 

 

 

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Quiz

por josé simões, em 28.06.16

 

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[Primeira página do jornal i]


- Porque os alunos dos colégios privados são mais inteligentes que os alunos das escolas públicas;


- Porque os professores dos colégios privados são melhores professores e mais exigentes que os professores das escolas públicas;


- Porque os colégios privados martelam as notas finais dos alunos de tal forma que seria mais honesto o acesso ao ensino superior ser decidido por sorteio com uma quota proporcional para o público e o privado;


- Porque quanto mais altas forem as notas, mais aproveitamento os alunos tiverem e menor for a taxa de retenção, mais o colégio sobe no ranking das escolas e mais cativa futuros financiamentos públicos e matrículas de novos alunos.

 

 

 

 

Jornalismo engagé

por josé simões, em 18.06.16

 

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No dia 29 de Maio os colégios paralelos conseguiram meter 40 mil protestantes no quadrado vermelho na imagem, mais coisa menos coisa [atrás, de onde a foto foi tirada, há uma parede de casas], "segundo os números do movimento Defesa da Escola Ponto – que a PSP não desmente", já que uma das funções da polícia é tomar partido, mentir e desmentir, algo que não faz nem nos acidentes de viação, por exemplo.


No dia 18 de Junho a famosa organização e mobilização do PCP, que dá jeito invocar quando dá jeito desclassificar qualquer iniciativa, já que a Fenprof é do PCP e a CGTP é do PCP, como toda a gente aprende desde o dia em que nasceu, só consegue meter "alguns milhares" entre o Marquês e o Rossio em defesa da escola pública, apesar da ajuda dos esquerdalhos radicais do Bloco e dos radicais esquerdalhos que tomaram o PS por dentro – a Geringonça.

 

Jornalismo engagé é isto.

 

 

 

 

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Todas as cores, escola para todos!

por josé simões, em 16.06.16

 

 

 

 

 

 

Escolas independentes

por josé simões, em 06.06.16

 

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"Homosexual, adjective: having unnatural sexual feelings towards one of the same sex… Homosexual activity is another of man’s corruptions of God’s plan."


"The Bible records that God destroyed the cities of Sodom and Gomorrah because of homosexual activity. Some people mistakenly believe that an individual is born a homosexual and his attraction to those of the same sex is normal."


"God has given both the husband and the wife certain areas of responsibility in the home. The husband is to be the leader of the home, loving his wife even as Christ loved the church… The wife is to obey, respect and submit to the leadership of her husband, serving as a helper to him… She is available all times day or night."


"God desires for me to submit to my husband, train up my children, see that my house is properly supplied, pray without ceasing, teach other women to love their husbands and children, and be discreet, pure and a keeper of my home."


As "escolas independentes", já no Guião que Paulo Portas escreveu para a Reforma do Estado.

 

 

 

 

Restabelecida a normalidade democrática

por josé simões, em 05.06.16

 

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É por isso que temos um ministro que tem a coragem de enfrentar os lobbies e dizer que o dinheiro tem de ser bem gerido e deve ser aplicado onde é necessário.


[Na imagem cartaz na manif dos colégios paralelos à porta do XXI Congresso do Partido Socialista]

 

 

 

 

Galdeiragem à parte

por josé simões, em 30.05.16

 

 

 

"Cá não há misturas, é tudo boa gente!", na boca dos infantes na manif do Portugal ultramontano, com o alto patrocínio da Igreja Católica e da direita radical. E toda a gente sabe a significado de "boa gente" na boca de muito boa gente. Cada macaco no seu galho. E toda a gente sabe o significado de "misturas" na boca da boa gente que não se mistura. Galdeiragem à parte. "Não somos escolas para meninos ricos nem para betinhos". Manda quem pode, obedece quem deve. O que eles dizem e o que eles omitem e o que eles fazem. E às vezes descuidam-se. Respeitinho é muito bonito. A merecer ralhete dos mestres, os meninos.


[Vídeo]

 

 

 

 

Em nome do meu vírgula

por josé simões, em 29.05.16

 

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O Portugal ultramontano tutelado pela Igreja Católica


- Negócios privados com o alto patrocínio do Estado via impostos dos contribuintes.


- A caridadezinha para acudir aos deserdados da captura do Estado pelos interesses privados.


[A imagem é uma manipulação que circula no Twitter]

 

 

 

 

Um partido de brincadeira

por josé simões, em 27.05.16

 

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Nos idos em que o comissário Nogueira metia 100 mil professores nas ruas [contas do jornal do militante n.º 1], da Avenida da Liberdade à Praça do Comércio, contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, o PSD metia os deputados na rotunda do Marquês do Pombal a aplaudir os profs, a mulher de António Costa lá no meio dos comunas – com honras de primeira página no Correio da Manha [sem til], contra José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, a reestruturação do parque escolar e a avaliação dos professores – não necessariamente por esta ordem, ambos em defesa da escola pública.


Depois José Sócrates foi-se embora, e com ele Maria de Lurdes Rodrigues, e com ambos o comissário Nogueira, que nunca mais ninguém deu pelo camarada em quatro anos de Governo da direita radical, e os profs, que deixaram de ser 100 mil – isso nem o Benfica campeão, quanto mais, foram mandados trabalhar para Angola, Brasil e outros destinos menos exóticos, e o maoísta Nuno Crato pôde levar a cabo, na paz dos anjos, o maior ataque à escola pública de que há memória desde que existe escola pública e sem direito a cartazes, apesar dos crimes de Estaline ao pé dos de Mao serem assim a modos como limpar o rabinho a crianças, mas isso também era exigir demasiado a palermas da jota laranja, atarefados entre universidades de Verão e o sentirem-se homenzinhos ao lado dos homens, no Parlamento onde têm assento por uma quota que cabe à agremiação, e também por nunca terem ouvido falar do chinês carniceiro aos mais velhos, que o partido está pejado de ex leitores do livrinho vermelho e não convém fazer muitas ondas e mexer na merda com uns pauzinhos e também porque agora a hora é de luta contra o estalinista Mário Nogueira – a soldo do PCP e com o Bloco de Esquerda à pendura, em defesa da escola pública, que não tem de ser obrigatoriamente assegurada pelo Estado mas através de um serviço público de escola assegurado pela iniciativa privada, que foi a volta que a direita radical deu para justificar o não haver dinheiro para nada nem para a saúde, as pensões, as reformas, os salários, mas sobrar à brava para colocar o Estado ao serviço de interesses privados através de rendas pagas pelo contribuinte e dar às escolas a possibilidade de escolherem os alunos que querem das famílias que querem.


E é por isso, pelo serviço público de escola e não pelas rendas asseguradas a interesses privados e a educação pública onde ela estava no dia 4 de Outubro de 1910 – nas mãos da Igreja católica, que o PSD vai mandar os deputados para a rua, contra o comissário Nogueira, contra o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, contra António Costa e contra a 'Geringonça' – por esta ordem, e, se calhar com um bocado de sorte, os colégios privados vão meter 100 mil, da 24 de Julho à Assembleia da República, aguardemos para ver o que é que o jornal do militante n.º 1 tem a dizer sobre isso.


[Imagem]