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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Todos inocentes...

por josé simões, em 17.10.14

 

don corleone.jpg

 

 

O Sol¹ publica hoje excertos da gravação de uma reunião do conselho superior da família Espírito Santo. A peça arranca assim: «O aumento de capital do BES decorria e aparentemente tudo corria bem. Mas a holding do grupo estava em falência técnica há muito — mais de seis mil milhões de passivo — e os investidores queriam ser reembolsados. A família tenta tudo para arranjar capital.»


Durante a reunião, os presentes tomam conhecimento de que a Procuradoria-Geral da República do Luxemburgo tinha acabado de anunciar que três sociedades do Grupo Espírito Santo com sede no grão-ducado estavam sob investigação. A reacção de Ricardo Salgado dá uma ideia do ambiente que se gerou na sala: «Isto agora vai piar mais fino, temos aqui um problema sério. Pode ser dramático para o BES. Vai ser muito difícil segurar o grupo nestas circunstâncias».


Impunha-se uma actuação mais célere. André Mosqueira do Amaral defende a necessidade de uma linha de crédito extraordinária, que só poderia vir de um auxílio público. Sugere para tanto que uma comitiva do clã faça «um pedido de ajuda às autoridades», numa «narrativa de humildade».


Mas a situação de emergência obriga a saltar formalidades. Decide-se que Ricardo Salgado telefone ao governador do Banco de Portugal para que este convença a Caixa Geral de Depósitos a abrir os cordões à bolsa. Carlos Costa não aceita apoiar a iniciativa, com justificação de que era preciso evitar o contágio do sistema financeiro.


É então que José Manuel Espírito Santo sugere baterem a outra porta: «O Moedas, o Moedas! Eu punha já o Moedas a funcionar». Salgado liga-lhe no mesmo minuto: «Carlos, está bom?» Pressuroso, o então secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro pôs-se mesmo a funcionar: diz a Salgado que não só se predispõe a falar com o presidente da CGD como vai tentar pô-lo em contacto com o ministro da Justiça do Luxemburgo, de quem é «amicíssimo». O telefonema acaba com Ricardo Salgado a agradecer ao Moedinhas: «Obrigado, Carlos, um abraço».

 

Acontece que a ordem de trabalhos da reunião do conselho superior da família Espírito Santo continha um outro ponto explosivo: a sucessão de Ricardo Salgado. Na abertura dos trabalhos, o então presidente do BES leu uma carta que havia enviado, a 31 de Março, ao governador do Banco de Portugal. Nessa carta, que, segundo o Sol, estava escrita «num tom claro de chantagem», alertava-se para «os riscos sistémicos» que o banco e a banca portuguesa enfrentariam se a família fosse afastada da governação do BES antes do aumento de capital — que só terminaria a 9 de Junho.


Foi então que Ricardo Salgado fez questão de recordar aos presentes que «tem acesso a uma rede de contactos políticos conceituados». «Essa carta li depois ao presidente da República, ao primeiro-ministro, à ministra das Finanças e ao José Manuel Durão Barroso».


A reunião do conselho superior da família Espírito Santo decorreu no dia 2 de Junho de 2014.


À luz deste relato da reunião, como é que o Presidente da República, o alegado primeiro-ministro, a ministra das Finanças, «o José Manuel Durão Barroso», «o Moedas» e o governador do Banco de Portugal puderam depois continuar a sustentar que o BES estava sólido? E como é que Cavaco Silva pôde afirmar e reafirmar que apenas teve acesso a informação através de Passos Coelho?


[Miguel Abrantes, Câmara Corporativa]


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¹ A Newshold de Álvaro Madaleno Sobrinho controla o i e o Sol, que estão a sobreviver à custa do caso BES.

 

 

 

 

||| Mérito, competência e transparência

por josé simões, em 13.08.14

 

 

 

«A história começa com a abertura de um concurso para o cargo de director do departamento de estudos económicos - uma vaga aberta desde o Verão. O processo de seleção foi entregue a um júri independente, e acabou por dar um resultado que Carlos Costa considerou inaceitável.

 

O candidato melhor colocado era o atual director-adjunto do departamento, Mário Centeno, alguém a quem o governador não queria, de todo, entregar o papel de «economista-chefe» do Banco de Portugal (BdP).

 

O concurso foi encerrado no final do mês passado, com o Banco de Portugal a explicar, em comunicado, que «as candidaturas não reuniam todos os requisitos».

 

No mesmo comunicado, o antigo ministro das finanças, Vítor Gaspar, foi apresentado como presidente da comissão que vai redesenhar a estratégia e a missão do departamento de estudos económicos.

 

Carlos Costa vetou escolha para economista-chefe do Banco de Portugal»

 

 

«Luis Durão Barroso, que passou a integrar o Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal, conta com uma licenciatura em Direito na Nova e mestrado e doutoramentos tirados na London School of Economics.

Desde 2012 que é docente na Universidade Católica, sendo que, até aí, profissionalmente, contava apenas com dois estágios de verão nos escritórios de advocacia Linklaters e Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.

 

Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".

 

Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso»

 

 

 

 

 

 

||| Pior que ser burro

por josé simões, em 02.06.14

 

 

 

Pior que ser burro é não querer aprender e a Comissão Europeia mostra que não aprendeu nada que aprendeu muuuuuito com o resultado da últimas eleições europeias, ainda nem duas semanas são passadas.

 

«Barroso espera que Governo apresente alternativas às medidas chumbadas pelo TC no "prazo mais curto possível".»

 

Precisamente no dia em que ficámos a saber que em 2013 o Tribunal de Contas poupou ao Estado 147 milhões de euros e efectuou correcções financeiras na ordem dos 1,5 mil milhões, as verdadeiras "gorduras do Estado", não os salários da administração pública e as reformas e pensões. Mas isso ao Governo e ao ainda camarada presidente da Comissão Europeia não interessa nada quando o objectivo é empobrecer os cidadãos e o país e não mexer com contratos e outsorcings de escritórios de advogados e de empresas amigas para onde, inevitavelmente e invariavelmente, vão saltar os ministros depois das "comissões de serviço" na administração da cousa pública.

 

 

 

 

 

 

||| "Isto é impressionante, mas no mau sentido"

por josé simões, em 27.05.14

 

 

 

"Sentado numa sala a ouvir líderes da União Europeia a reagir às eleições para o Parlamento Europeu parece-me que estão em profunda negação. Durão Barroso declarou que o euro não teve nada a ver com a crise, que foram tudo políticas falhadas ao nível nacional; há uns minutos atrás disse que o problema real da Europa é a falta de uma vontade política."

 

[Imagem de Kelly O’ Connor]

 

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.05.14

 

 

||| 1640 reloaded

por josé simões, em 05.05.14

 

 

 

Miguel de Vasconcelos está a dar corda ao relógio de parede da Duquesa de Mântua:

 

«Tribunal Constitucional é o maior risco para Bruxelas»

 

 

 

 

 

 

 

||| Ó tempo volta para trás

por josé simões, em 12.04.14

 

 

 

Já nem vou pela 4.ª classe como escolaridade mínima e o saber de cor e salteado as linhas de caminho-de-ferro de Angola e as culturas agrícolas praticadas no Brasil, que era um país independente desde 1822, tudo a toque de reguada na palma da mão ou de cana da Índia nos nós dos dedos; já nem vou pelos índices de analfabetismo, por atacado na população e entre os homens e as mulheres, em separado, assim como o ensino separado para homens e mulheres; já nem vou pelo filho do doutor que havia de ser doutor e pelo filho do médico que havia de ser médico e pelo filho do arquitecto que havia de ser arquitecto e pelo filho do engenheiro que havia de ser engenheiro e pelo filho do cavador que havia de ser cavador e pelo filho do pescador que havia de ser pescador e pelo filho do carpinteiro que havia de ser carpinteiro e o do pedreiro e o do padeiro e de todas as artes e ofícios conhecidas à face de Portugal, do Minho a Timor; já nem vou pelo pão-nosso de cada dia que era o assinar com o dedo molhado num frasco de tinta para carimbo, marca Cisne; já nem vou pelos liceus para os filhos dos doutores e pelas escolas industriais e comerciais para os filhos da ralé, abertas contra vontade de Salazar, condicionado pela sua política do condicionamento industrial e porque eram precisos técnicos com mais do que a 4.ª classe e a saber mais do que contar até 100 e assinar o nome num papel selado e fazer trocos de tostões nas mercearias e tabernas, para trabalhar com as máquinas nas fábricas dos Alfredos da Silva e dos Mellos, com dois eles; já nem vou pelos cursos de lavores e de cozinha para mulheres, nas escolas industriais e comerciais para os homens que haviam de ir para as fábricas, higienicamente separadas dos machos por um muro ou por uma rede. Não. Este é o homem que no dia a seguir ao 25 de Abril andou a espalhar a revolução maoista pela universidade, a agredir adversários políticos, a praticar a caça ao bufo e a sanear os professores que até esse dia praticavam "a cultura de excelência" que tantas saudades lhe deixa:

 

«Durão Barroso elogia «cultura de excelência» nas escolas antes do 25 de Abril»

 

 

 

 

 

 

||| Isto não são 3 prefácios, isto é um livro inteiro escrito em papel Bíblia

por josé simões, em 11.04.14

 

 

 

«Dias Loureiro "garantiu-me solenemente que não cometeu qualquer irregularidade nas funções que desempenhou" em empresas ligadas ao grupo Banco Português de Negócios. "Não tenho qualquer razão para duvidar da sua palavra".»

 

"O primeiro-ministro deu-me a garantia absoluta de que sobre a doutora Maria Luís Albuquerque não pesa qualquer coisa menos correcta. Foi uma garantia absoluta que recebi do senhor primeiro-ministro"

 

"Posso testemunhar, como poucos, a atenção que o doutor Durão Barroso sempre prestou aos problemas do país e a valiosa contribuição que deu para encontrar soluções, minorar custos, facilitar apoios e abrir oportunidades de desenvolvimento. Portugal e os Portugueses, […], muito lhe devem."

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

||| Da importância de ter um português como presidente da Comissão Europeia

por josé simões, em 08.04.14

 

 

 

Ou um europeu do Sul da Europa, o que na altura estava longe de servir como arma de arremesso. Imaginar Durão Barroso a trautear Sting, "whoa, i'm an alien, i'm a legal alien, i'm an finnish tourist  in Brussels".

 

"Em vez de se manter à margem, escolheu estrategicamente alinhar-se com a Alemanha"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Durão Barroso rima com o quê? [II]

por josé simões, em 04.04.14

 

 

 

Manuel Joaquim Dias Loureiro era suficientemente mafioso para não continuar à solta no BPN e, ao mesmo tempo, suficientemente honesto para presidir à Mesa do Congresso do PSD?

 

O PSD era/ é uma associação de bandidos e Durão Barroso, o seu presidente, o refém que se viu obrigado a pactuar com agentes menos escrupulosos, a bem da Nação e imbuído do espírito salvífico para “o país de tanga”?

 

O PSD era/ é uma associação de bandidos e Durão Barroso, o seu presidente, abdicou dos princípios e pactuou com agentes menos escrupulosos de forma a tratar da vidinha?

 

Durão Barroso sofria/ sofre do Síndrome de Estocolmo?

 

Durão Barroso, tal como o chefe, acredita piamente na palavra de Manuel Joaquim Dias Loureiro?

 

Durão Barroso acredita piamente na palavra de Manuel Joaquim Dias Loureiro porque o chefe diz que sim?

 

Durão Barroso até é um gajo porreiro [pá!] e, lá no fundo, bem no fundo, tencionou denunciar os camaradas de partido a Vítor Constâncio mas a camaradagem e a lealdade partidária e a lealdade ao chefe e a vidinha para tratar impediram-no de o fazer?

 

Durão Barroso não tem Manuel Joaquim Dias Loureiro em grande conta mas como está em dívida para com o chefe e como o chefe está em dívida para com a sociedade que detinha o BPN faz agora o pino por 5 tostões como prova de gratidão?

 

Durão Barroso recalcou no subconsciente não ter denunciado os camaradas de partido a Vítor Constâncio e, desde então, vive dilacerado por uma luta interior entre o bem e o mal e como defesa criou memórias daquilo que nunca fez?

 

Manuel Joaquim Dias Loureiro é uma vítima inocente das tramóias de outro camarada de partido, Oliveira e Costa?

 

Durão Barroso mente com quantos dentes tem na boca para desviar as atenções do partido que pariu uma associação de bandidos sob a designação de um banco?

 

Durão Barroso mente com quantos dentes tem na boca de forma a, em plena campanha eleitoral, criar um fait-divers e desviar as atenções do debate político e do vazio de ideias da coligação PSD/ CDS?

 

Para salvar o partido que pariu uma associação de bandidos sob a designação de banco é necessário haver um culpado e o culpado já ficou decidido que é Vítor Constâncio?

 

Sendo Vítor Constâncio o culpado é ainda possível recuperar, ou pelo menos segurar, Oliveira e Costa e com isso evitar que caia na tentação de meter a boca no trombone e revelar os muitos segredos que guarda?

 

Durão Barroso, Manuel Joaquim Dias Loureiro, Cavaco Silva, vão continuar a andar por aí a avisar que já tinham avisado?

 

Durão Barroso rima com o quê? Para já rima com PSD. E PSD, rima com o quê?

 

[Imagem de Nastya Nudnik]

 

 

 

 

 

 

||| Barroso rima com o quê?

por josé simões, em 04.04.14

 

 

 

"Quando eu era primeiro-ministro chamei três vezes Vítor Constâncio a São Bento para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade". E podia ter citado logo ali e de cor o Novo Testamento, Mateus 26:34, e em verdade vos digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarão.

 

E foi isso o que aconteceu e nem isso era necessário porque uma visita à memória e aos arquivos da história mostram Manuel Joaquim Dias Loureiro como primeiro nome na lista de Durão Barroso ao XXV congresso do PSD, candidato eleito ao cargo de presidente da Mesa do Congresso, em Maio de 2004 [via], um bocado antes de Barroso ter fugido para Bruxelas e um bocado depois de ter chamado "três vezes Vítor Constâncio a São Bento para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade".

 

Ou Manuel Joaquim Dias ou Loureiro é mais uma vítima inocente daquilo "que se dizia do BPN" ou Barroso rima com o quê?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Tudo tão previsível

por josé simões, em 01.04.14

 

 

 

Os mesmos que elogiaram os avisos de Cavaco Silva, O Avisador, esqueceram-se rapidamente dos avisos de Cavaco Silva, O Avisador, de que a «campanha eleitoral deve, pois, decorrer de uma forma esclarecedora, serena e elevada […] para que exista um debate de ideias em vez de uma troca de ataques […] e da necessidade da próxima campanha eleitoral para as eleições europeias compreender a apresentação pelos partidos de soluções para o país e não a crispação e conflitualidade»

 

Ou se calhar lembraram-se rapidamente, e seguiram à risca, os avisos de Cavaco Silva, O Avisador.

 

"Redigi uma pergunta escrita ao BCE, também ao seu vice-governador, doutor Vítor Constâncio, perguntando se confirma ou desmente as declarações do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, o que terá dito em consequência e principalmente se  em consequência o Banco de Portugal também terá decidido alguma coisa"

 

[Imagem Mens Underwear Designer by Nancy Rica Schiff]

 

 

 

 

 

 

||| Câmara Corporativa

por josé simões, em 30.03.14

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 07.03.14

 

 

 

||| Mas…

por josé simões, em 16.02.14

 

 

 

Constituição da República Portuguesa

 

Artigo 7.º
Relações internacionais

 

3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

 

 

«Barroso, a Escocia: "Seguir en la UE será extremadamente difícil, si no imposible"»

 

[Imagem]