Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| É uma questão de cultura, política. Ou de pequenino é que se torce o destino

por josé simões, em 22.11.15

 

today.jpg

 

 

"Eu não estive na Fonte Luminosa, mas estiveram os meus pais por mim. Não tinha idade suficiente para compreender o que estava em causa".


Eu sempre estive em todo o lado, e os meus pais comigo, porque sempre tive "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E a minha filha também sempre esteve em todo o lado comigo, a começar logo aos 6 anos nas manifs por Timor, porque também sempre teve "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E uns anos mais tarde o meu filho, nas descidas da Avenida no dia 25 de Abril ou, ainda em carrinho de bebé, na primeira gay pride que houve em Lisboa, quando só quem ia eram os paneleiros e as fufas, a maioria de cara tapada, porque também sempre teve "idade suficiente para começar a compreender o que estava em causa". E a "idade para suficiente para compreender o que está em causa" é como a idade suficiente para começar a andar ou a falar. É a diferença entre a cultura política de esquerda e a cultura política de direita. Depois admiram-se.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Vamos continuar a arredondar discursos

por josé simões, em 12.11.15

 

Max Papeschi.png

 

 

Entre esganiçamentos e falta de substância, feminina e masculina, maquilhada com discursos redondos e palavrosos, muitas palavras, quantas mais melhor, prenhes de responsabilidade respeitosa, nas bancadas parlamentares que esboçam sorrisos cúmplices ao marialvismo Restaurador Olex do senhor, focamos antes a mira no proto-nazismo, que vai plantando ódio aqui e ali como quem não quer a coisa, com a capa do politicamente correcto.


Eu não sou racista, eu não sou xenófobo, eu não sou machista, eu não sou homofóbico, eu não sou anti-semita e quem disser o contrário é porque é anti-liberal e anti-democrata e não reconhece o “direito de ser” aos outros, delito de opinião.


Vamos continuar a arredondar discursos nestes tempos de intolerância que se avizinham, nos dias do ódio de um direita que, em menos de um fósforo, perdeu a máscara laboriosamente construída atrás de 40 anos de 25 de Novembro, e mostra finalmente o seu verdadeiro eu anti-democrata. "Não rapes a barba, não cortes o cabelo que o Jaime Neves dá-te cabo do pelo", como na versão Blue Suede Shoes na ressaca do PREC.


[Imagem de Max Papeschi]

 

 

 

 

||| 15 dias

por josé simões, em 30.10.15

 

Paul McMahon, “Have a Nice Day,” 1977, printed

 

 

O que estes 15 dias nos mostraram não foi a esquerda radical a entrar na marcha do arco e balão da governação 40 anos depois do 25 Novembro de 1975. O que estes 15 dias nos revelaram foi a verdadeira face, a face anti-democrática da direita radical, escondida em 40 anos a contar do 25 de Novembro.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Tão simples quanto isto

por josé simões, em 21.09.15

 

pencil.jpg

«Lembro-me de um proeminente político social-democrata que tinha orgulho em saber de cor todas as regras do Tratado Europeu. Ninguém questionou se as regras faziam sentido.»


[Imagem]

 

 

 

 

||| A direita tem um, mais um, jornal

por josé simões, em 10.09.15

 

obsevador.jpg

 

 

[Print screen às 19:00 horas]


Quem ganhou o debate?

 

 

 

 

||| “Porque é que todos os humoristas da rádio e da televisão são de esquerda?” [*]

por josé simões, em 05.05.15

 

 

 

«Passos conta que Portas se demitiu por sms na crise de 2013»


«[...] os centristas parecem não querer estragar o ambiente da coligação, formalizada há dez dias»


"Eu só escreverei as minhas memórias após março de 2016!"


«Sociais-democratas vão levar esta quarta-feira à comissão de Orçamento e Finanças uma proposta para que o documento dos economistas do PS possa ser avaliado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental»


«Preocupado com a imagem de Portugal» Rui Machete comenta a greve na TAP no... Brasil.


[*] Vamos reformular a pergunta?

 

 

 

 

||| Conversa da treta

por josé simões, em 08.12.14

 

Monet.jpg

 

 

Se "as grandes vitórias se geram no centro político" porque é que o CDS aparece sempre inflitrado na marcha popular do arquinho e balão da governação? Por ter "centro" no rótulo da denominação de origem controlada? Só pode, porque na pratica aparece quase colado à extrema. Assim como também só pode ser pelo [cada vez menos] engodo no eleitorado de dizer uma coisa em campanha e fazer o seu contrário depois de alçados ao poder, como o prova a eleição da trupe de Pedro Passos Coelho no PSD mais à direita de sempre.


O que ganhava eleições ao centro era o discurso da mentira da direita, ao centro, a arrastar a esquerda, que por querer fugir da sua extrema, aos olhos do eleitorado, acabava por se juntar no centro à direita do discurso. O resto é conversa da treta de quem vê a direita morrer sozinha, escondida com o rabo de fora disfarçada no centro. Já ninguém tem medo do comunismo e do extremismo de esquerda, por mérito da direita que gerava "grandes vitórias no centro político".


[Imagem]

 

 

 

 

||| A quem é que a gente vai contar isto?

por josé simões, em 04.12.14

 

Eat-Shit-Cake_small.jpg

 

 

Como se já não bastasse dois partidos de direita para um universo de pouco mais de 9 milhões de habitantes, ainda temos os dois partidos de direita mais os comentadores todos, todos de direita como os dois partidos e quase todos saídos dos dois partidos, nas televisões todas, todas do pensamento único, todos muito preocupados com a fuga do PS do abraço da direita a viragem do PS à esquerda e, pasme-se, todos muito preocupados com o futuro próximo do PS por virar à esquerda. A quem é que a gente vai contar isto?


[Imagem]

 

 

 

 

||| Extremismos é só "lá fora"

por josé simões, em 01.12.14

 

podemos.jpg

 

 

Todos os comentadores e analistas a borrifar-se para o diagnóstico mas unânimes na análise, ou a fazer coro com Francisco Assis, como quiserem, de que este PS virado à esquerda não é o PS, que não há acordos políticos fora do centrão, que mais cedo ou mais tarde o PS vai pagar caro por este reposicionamento ideológico e que mais cedo do que tarde vai voltar à casa de partida, quiçá com um Assis ou o Assis himself.


Mas isso foi só ouvir uma parte do discurso de António Costa no encerramento do congresso do PS, a parte que lhes interessou ouvir, por coincidência a parte que interessou também ouvir ao PSD e ao CDS que reagiram, amuados e com maus modos, logo logo logo assim que se cantou o hino, e pela boca de duas das personagens que personificam o que de mais repugnante e abjecto o centrão do arquinho e balão da governação de que António Costa, pelo menos em palavras, foge.


A parte que os comentadores, analistas, e Francisco Assis não ouviram, ou fingiram não ouvir, foi a parte dos extremismos que o centrão, subjugado à agenda liberal, está a alimentar por toda a Europa e que, mais cedo do que tarde, vai chegar também a Portugal e, entre ser secretário-geral de um PASOK ou absorver o eleitorado de um Podemos, António Costa fez escolhas e optou.

 

 

Eu, se fosse de direita, também ficava muuuuuito chateado por ver a esquerda fugir do "abraço do urso". Olá, se ficava.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Um bom candidato

por josé simões, em 31.08.14

 

 

 

Quando personagens [não confundir com personalidades] da direita, a dois anos das eleições presidenciais, nos entram todos os dias casa dentro, pela televisão, com fulano de tal que dava um bom candidato da esquerda a Presidente da República e que sicrano, aqueloutro, também é um excelente candidato, também pela esquerda, querem dizer exactamente o quê? Estão a pôr-se na pele de um da esquerda na escolha de um candidato presidencial que tenha uma agenda de esquerda e que preze valores de esquerda e políticas de esquerda ou estão a querer, com dois anos de antecedência, condicionar a esquerda na escolha de um candidato que, sendo aparentemente de esquerda, é, do ponto de vista da direita, um mal menor para que parecendo que alguma coisa mude tudo continue na mesma?

 

É que se a esquerda tratasse a direita com o mesmo desprezo com que a direita trata a esquerda as coisas estavam infinitamente melhores neste país.

 

[Na imagem Basil Rathbone in 1939's Son of Frankenstein]

 

 

 

 

 

 

||| Estado d' alma

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

Se a esquerda mostrasse pela direita o mesmo desprezo que a direita mostra e sempre mostrou pela esquerda as coisas estavam muito melhor neste país.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| T. P. C. [Trabalho Para Casa]

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

 - Definir "intelectual"

 - Depois de encontrada a definição para "intelectual" incluir João Pereira Coutinho, Henrique Raposo, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Pedro Lomba na categoria.

 

«Os intelectuais de direita estão a sair do armário»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Revista Atlântico Strikes Back

por josé simões, em 19.05.14

 

 

 

Rui Ramos, Manuel Vilaverde Cabral, Helena Matos, Paulo Tunhas e Miguel Tamen, André Azevedo Alves… Com um cartel deste gabarito [e já sem os "arrependidos"] devia chamar-se Revista Atlântico Strikes Back.

 

 

 

 

 

 

||| Cá vamos cantando e rindo

por josé simões, em 20.04.14

 

 

 

Um opinion maker é alguém que, em futebolês, "antecipa a jogada", ou, em linguagem TV Globo, dá um cheirinho nas "cenas dos próximos capítulos", ou um opinion maker é alguém que contra as opiniões mais avisadas e por cegueira ideológica, acriticamente, aposta as fichas todas no mesmo número e depois vem chover no molhado a apontar os erros, quase sempre só erros, ao número no qual apostou as fichas todas contra as opiniões mais avisadas?

 

Na comunicação social portuguesa, por incrível que pareça, são os dois, sem que haja uma diferença entre opinion maker e comentador e paineleiro, de membro de painel. Os jornais ditos de referência – Diário de Notícias, Público, Expresso, as televisões, mais as no cabo do que as em sinal aberto – SIC Notícias, RTP Informação, TVI 24, estão pejadas deles, de quem se curvou até beijar o solo sagrado e cantou hossanas à next big thing da política nacional, Pedro Passos Coelho, que é o que está, aqui e agora, em questão e agora não perde uma oportunidade para malhar no dito cujo e ainda que o Governo não tem visão estratégica nem antecipa cenários, leram bem, não antecipa, sem um pingo de vergonha na cara nem um cadinho de autocrítica na boca pelo desempenho do papel de idiota útil. E são pagos, bem pagos, para isso e ainda linkados na bloga no feice coise e RT’s, muitos, no tuita. Olé!

 

[Imagem fanada no insta coise do Nicholas]

 

 

 

 

 

 

||| Prognósticos só no fim do jogo

por josé simões, em 27.01.14

 

 

 

A ver alguns paineleiros-comentadeiros, na televisão, fazedores de opiniões, nos jornais, homens com agá grande, de direita, daquela direita de que alguma esquerda gosta.

 

Apoiei Passos Coelho mas estou arrependido. Apoiei Cavaco Silva mas estou arrependido. Vou apoiar Marcelo Rebelo de Sousa [e vou-me arrepender depois, a gente já sabe o que a casa gasta]. Não apoiei Soares Carneiro porque não tinha idade para votar [logo não há lugar a arrependimento, apenas uma imensa tristeza por não se ter nascido um ano mais cedo].

 

Apoiar, a priori, para se arrepender, a posteriori, é o "prognósticos só no fim do jogo" da política, o "omo que lava mais branco", a indulgência total pelo mal causado, a remissão dos pecados, concedida por alguma esquerda àquela direita de que gostam.

 

Ah, e aquela direita de que alguma esquerda gosta, e que apoia, a priori, para se arrepender, a posteriori, bem avisou que Barack Obama era um bluff, que François Hollande se ia espalhar ao comprido, e já andam a avisar que o Matteo Renzi vai sem travões direitinho à parede.

 

Tony Blair e Gerhard Schröder, esses sim, eram homens às direitas, err… de esquerda.

 

[Imagem]