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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Como é que é escolhido o director do Diário de Notícias?

por josé simões, em 22.04.15

 

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Escreve hoje André Macedo, director do Diário de Notícias, em editorial que «A dramática herança assumida por Passos Coelho e Paulo Portas é um dos maiores adversários socialistas. Dito de outra maneira: o PS assusta muita gente. António Costa não é, aliás, apenas António Costa - daqui para a frente será conhecido como "António Costa e Isso Quanto Custa?"».


Não sei em que país é que André Macedo tem vivido nestes últimos anos do "ajustamento de sucesso" no país do "milagre económico" mas para mim, cidadão, contribuinte e eleitor – por esta ordem, o que menos me preocupa é o bico-papão PS e o mete-medo-ao-susto António Costa, como o senhor director os pinta, e sendo que "o Diabo não é tão feio quanto o Pintam", o que me preocupa é o estado em que o Pintam – Passos Coelho e Paulo Portas deixou o país, a famosa herança para as gerações futuras, traduzida na desvalorização do trabalho, no empobrecimento da classe média, na transferência de recursos do trabalho para o capital, no aumento das desigualdades , na passagem do desemprego de factor conjuntural para factor estrutural da economia, no desmantelamento do Estado social e na criação de um Estado paralelo nas IPSS, derivados e ilhas adjacentes e pago pelo Orçamento do Estado, no desinvestimento na educação e na saúde e na destruição da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde, na emigração com números dos anos 60 do século passado e um grande et caetera que fez com que daqui para a frente Passos Coelho e Paulo Portas fiquem até ao fim dos tempos conhecidos como “Pedro e Paulo Quanto É Que A Vossa Aventura E Cegueira Ideológica Custou A Portugal E Aos Portugueses?”, mas quanto a isso André Macedo diz nada que a prioridade é largar spin e descredibilizar qualquer proposta que dê a entender que existe um caminho alternativo porque tarda nada estão aí as eleições à porta .


Como é que é escolhido o director do Diário de Notícias, é por um-dó-li-ta, por moeda ou ar ou pelo primeiro que o patrão vê ao entrar na redacção?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Os 150 anos do Diário de Notícias mereciam um melhor director

por josé simões, em 12.01.15

 

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Depois de 3 anos a ouvir dizer todos os dias que "Portugal não é a Grécia", no sentido de que somos muito melhores e muito cumpridores e de que não somos trafulhas e não maquilhamos as contas:


«O mais que podíamos desejar é que estivesse na primeira fila, mas seria, infelizmente, uma desproporção face ao nosso peso diplomático atual - e a verdade é que a nossa falência inevitavelmente nos diminuiu, embora a justificação não seja apenas essa. Se há crítica que deve ser feita a este governo é o seu isolamento. A decisão de arrumar a casa, fazer a faxina, descurando o lado diplomático que poderia até dar-nos mais voz do que matematicamente valemos, nunca esteve realmente na equação. Virados para dentro, sufocando na dívida e nos jogos de poder provincianos e destrutivos, ontem o país deu o passo certo, sem ambiguidades, sem sentimentalismos deslocados, sem masoquismo [...].»


Era capaz de jurar que Antónis Samarás, da Grécia que não somos nós e que não cumpre nem faz cumprir, está ali na primeira linha da manif, de cabeça erguida e de braço dado com Mariano Rajoy, da Espanha que não é a Grécia, de braço dado com David Cameron, da Inglaterra que não é nada com nada, sem o peso diminuído e sem a desproporção equacionada, malgré o segundo resgate e a ameaça do terceiro. Em boa verdade não somos a Grécia, a começar logo pelos valores e pela coluna vertebral na hora de dizer "presente!".


Os 150 anos do Diário de Notícias mereciam um melhor director ou, vá lá, um director mais honesto e menos lambe-botas do poder instituído.

 

 

 

 

||| Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos

por josé simões, em 20.11.14

 

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A especulação imobiliária continuou de vento em popa, os preços não caíram para o seu real valor, antes pelo contrário, "o metro quadrado em Lisboa, mesmo nas zonas mais nobres" manteve o preço ou até subiu, criou empregou que se fartou onde fazia falta - na construção civil, e não nos avençados à comissão sobre as vendas - nas imobiliárias.

 

A gente vai pelos arrabaldes e pelos subúrbios das cidades – não pelos centros, que nos centros está o comércio moribundo no rés do chão e no primeiro andar mora o armazém do comércio moribundo do rés do chão, e vê ruas, praças, avenidas inteiras com prédios inteiros de T dois e T três e T quatros à venda e que foram, que vão ser salvos pelos chineses e pelos russos, que estão mortinhos por comprar habitação na Damaia ou em Santo António dos Cavaleiros ou no Poço Mouro e na Reboreda, em Setúbal, salvando assim muitas famílias que "conseguiram negociar imóveis que, se o preço caísse a abaixo do valor de compra original, ficariam ainda em maiores dificuldades. Assim puderam vender bem e depressa, reajustando as suas vidas à nova realidade", que é como quem diz continuaram a viver dentro das suas possibilidades, agora sem os anéis mas com os rendimentos dos anéis, e continuaram a poder continuar a exortar os da Damaia, de Santo António dos Cavaleiros, da Reboreda e do Poço Mouro a viver dentro das suas e a entregar as casas ao banco.

 

Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos. A gente promete não se rir.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Physalia physalis [*]

por josé simões, em 11.11.14

 

 

 

A seguir a Cavaco Silva é o político há mais tempo no activo em Portugal, mesmo sem contar com os anos em que, disfarçado de jornalista, fazia política todas as semanas na primeira página de um semanário contra... Cavaco Silva. De cada vez que foi para o Governo foi sempre para fazer exactamente o oposto daquilo que havia prometido em campanha eleitoral. De todas as vezes que saiu do Governo deixou sempre o país sempre pior do que no dia em que entrou. E nunca se cala e nunca se cala e nunca se cala. Não ter cara para não ter a puta da vergonha na cara é isto.


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[*] Physalia physalis

 

 

 

 

||| Imprensa falsa

por josé simões, em 21.12.13

 

 

 

Post-scriptum: Depois do post publicado chamam-me à atenção no tuita de que esta figura, a do “reformado do Estado em part-time”, já existe na figura do Presidente da Republica e da presidente da Assembleia da República.

 

 

 

 

 

 

||| Servidão voluntária

por josé simões, em 03.12.13

 

 

||| Ver mais longe

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

Nas notícias substituir União Europeia por Lebensraum e à frente de Ucrânia abrir parêntesis, Galícia, fechar parêntesis. A "mãe" Rússia está onde sempre esteve, a Europa tem dias, e tanto pode estar hoje dentro do Limes como amanhã já não estar. E a Alemanha também tem o "colo" da Rússia sempre garantido. Ferreira Fernandes tem razão, Viktor Ianukovich está a ver mais longe.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Translate Google/ Google Tradutor

por josé simões, em 30.11.13

 

 

 

O virtuosismo, o génio, a mente brilhante, a excelência, a competência, o mérito de Vítor Gaspar, que é como quem diz, a primeira página do Diário de Notícias explicada aqui.

 

 

 

 

 

 

||| O sentido de humor do Diário de Notícias

por josé simões, em 18.11.13

 

 

 

Em editorial, e a propósito da privatização dos CTT:

 

«o recente exemplo inglês, onde a banca está a ser investigada por causa do negócio do Royal Mail, é um alerta a ter em conta»

 

[Na imagem o jornalista mais famoso do mundo]

 

 

 

 

 

 

||| O camelo que não passa pelo buraco da agulha

por josé simões, em 17.11.13

 

 

 

É o rico que não entra no Reino dos Céus. O título do post é só porque o senhor, que trabalha de segunda a sexta na Universidade Católica, vai à missa aos domingos procurar inspiração para reinterpretar a Bíblia por medida, às segundas, no Diário de Notícias.

 

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|| Proponho que a coluna se passe a chamar "Lucy in the Sky with Diamonds"

por josé simões, em 12.08.13

 

 

 

Curiosamente no dia em que a crónica tem por nome "Pedra de tropeço". Que seja "pedra" então:

 

«Por que razão quereríamos uma Igreja igual à RTP, PSD, UGT ou ONU?»

 

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|| G' anda moca!

por josé simões, em 22.07.13

 

 

 

«Embrulhados em manigâncias capitalistas, os Governos precisavam de fingir progressismo na ideologia familiar. A sociedade assustada adoptou a posição cómoda e irresponsável de tolerar a libertinagem.

 

[…]

 

Portugal tornou-se um paraíso mundial de comportamentos desviantes e perversos.»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Mesmo em cheio no porta-aviões

por josé simões, em 29.03.13

 

|| Vai trabalhar malandro!

por josé simões, em 02.03.13

 

 

 

Ver um economista, professor universitário, ex-vice-governador do Banco de Portugal, ex-secretário de Estado, ex-ministro de Estado e das Finanças, ex-qualquer coisa em tudo o que é e foi banco, ignorante, que não percebe a diferença entre voluntariado - algo que se faz em prol do bem comum, de livre e espontânea vontade, um dever ético e moral, dependendo da formação humana de cada um, e subsídio de desemprego - um direito, adquirido pelo cidadão por via dos descontos sobre um salário, recebido em troca da venda do esforço de trabalho, uma espécie de mealheiro para fazer face a algum percalço ao longo da sua carreira profissional e contributiva, e dar como exemplo o pós-guerra na Europa, um lapso freudiano sobre o que o Governo do seu partido anda a fazer a Portugal e à economia, arrasar e destruir, causar o maior número possível de baixas, mortos e feridos, para depois começar do grau zero e então crescer alarvemente.

 

Desculpem mas não consigo dizer isto de outra maneira: João Maurício, vai trabalhar malandro! Limpar matas, ao invés de, ocioso, largar postas de pescada sobre como deve ser a nova ordem e o homem novo, e, de preferência, a troco do salário mínimo.

 

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|| ¿Por qué no te callas?

por josé simões, em 09.02.13

 

 

 

"Somos um país dominado por interesses fortíssimos" diz o ilustre que recebe do Estado português qualquer coisa como 300 mil euros anuais, "para a equipa inteira, evidentemente", para desmontar, desmantelar e repartir o Estado português por interesses fortíssimos, com o argumento de que o país é dominado por "interesses fortíssimos".

 

E um pouco de respeito pela inteligência dos co-cidadãos?

 

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