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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| As coisas que a gente aprende com as reuniões do Conselho de Estado

por josé simões, em 22.09.12

 

 

 

Horas antes do final da reunião do Conselho de Estado o Expresso conseguiu fechar a edição com… as conclusões da reunião do Conselho de Estado. É fazer as contas, que é como quem diz, encaixar as pessoas nos seus lugares. Comparado com isto, as fugas de informação em segredo de justiça para as primeiras páginas do Correio da Manhã, é limpar o cu a meninos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| E durou mais meia hora do que o previsto para dar o exemplo ao país

por josé simões, em 26.10.11

 

 

 

Seis longas horas para produzir um comunicado que podia ter sido lido por qualquer Presidente desde 1910 até hoje, em qualquer data solene ou comemoração, desde o 5 de Outubro ao 25 de Abril passando pelo Natal ou pelo feriado do Corpo de Deus.

 

E durou mais meia hora do que o previsto para dar o exemplo ao país. Who gives a fuck?

 

 

 

 

 

 

|| Para memória futura

por josé simões, em 26.06.11

 

 

|| Chibo

por josé simões, em 06.04.11

 

 

 

 

 

Em sentido coloquial também significa delator, bufo, denunciante.

 

Aquele tipo que ali está prestando atenção à conversa deve ser um chibo. Vai meter tudo no bico à secreta.

 

 

 

 

 

 

 

|| Stand-up comedy

por josé simões, em 06.12.10

 

 

 

 

 

«Fernando Nobre quer criar Conselho de Estado informal composto por  jovens»

 

(Na imagem Sicilian Community In England, Mimi Mollica)

 

 

 

 

 

 

 

|| Mas… já estamos no Natal outra vez?!

por josé simões, em 03.02.10

 

 

 

«“O Conselho de Estado reunido hoje faz votos para que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e de diálogo paciente e frutuoso (…)»

 

(Negrito meu)

 

(Na imagem Christmas 1953, Audrey Hepburn meets Santa, autor desconhecido)

 

 

 

|| Perguntar não ofende

por josé simões, em 22.07.09

 

 

 

Este tal de Vítor Bento, nomeado Conselheiro de Estado pelo Presidente da República, é o mesmo Vítor Bento que foi promovido por mérito no Banco de Portugal, apesar de estar há 8 – oito – 8 anos com licença sem vencimento, o que ainda assim não o inibiu de advogar a «redução dos salários reais» daqueles que efectivamente, e sem promoções e licenças, trabalham? Bem me queria parecer…

 

(Na imagem Speakeasy Type Peephole In Steel Door via Chicago Tribune)

 

 

 

É tudo boa gente, e cá vamos cantando e rindo

por josé simões, em 15.02.09

 

Nunca tive nem grande vocação nem grande jeito para pitonisa.

Já quando vou ao teatro, ao cinema, a uma exposição, or ever, faz-me sempre grande confusão aqueles grupos de iluminados que se juntam no hall ao intervalo ou à saída e vai de interpretar o que o autor quis ou pretendeu dizer. E não é só nas artes que esta minha falta de jeito se manifesta; também na política. Sou muito terra-a-terra. O que parece, é; o que é, é.

 

Isto para mim tem uma explicação muuuuuito simples. Dia Loureiro não sofre de Alzheimer, nem de amnésia selectiva e sabe muito bem o que fez. E o Conselho de estado é um guarda-chuva quase guarda-granizo. E Cavaco Silva é o amigo de Dias Loureiro que não quer deixar cair o amigo. O princípio muuuuuito português do “amigo do seu amigo”. E já que um não “coiso e tal” e outro “não sai de cima”, vamos andar por aqui a moer-nos ad eternum, tão certo como o Carnaval ser a um Domingo.

 

O que me faz muuuuita confusão são os outros; os que se sentam ao “lado do pai” no Conselho de Estado; referências da Democracia e essas coisas todas. Continuam por lá muito bem sentadinhos. E sentem-se bem no papel que lhes cabe.

 

Não sei se foi pela educação recebida, mas defeito não é, é feitio; eu já me tinha vindo embora. Não consigo ter a bombordo nem a estibordo personagens de determinado calibre. Calibre Xtra Large com sorriso S atirar para o carrancudo.

 

(Imagem de Paolo Ventura)

 

 

A Voz do Povo

por josé simões, em 26.11.08

 

 

Quanto é que ganha um Conselheiro de Estado?

(Pedaço de uma conversa entre duas senhoras, ouvida há bocado ao balcão do café)

 

 

 

Não explica tudo, mas ajuda a perceber

por josé simões, em 24.11.08

 

 

Se esta coisa estiver correcta, «Os Conselheiros de Estado gozam de imunidade como sinal de máxima honra do cargo que ocupam. Assim um Conselheiro de Estado apenas pode ser presente a juízo com autorização prévia do Conselho que levante a sua imunidade. Ao contrário da imunidade dos Deputados da Assembleia da República que é obrigatoriamente levantada quando o crime em causa é punível com pena superior a 3 anos de prisão, a decisão do Conselho de Estado quanto ao levantamento da imunidade de um dos seus membros é livre; em caso de recusa o membro suspeito apenas responde em Tribunal quando deixar de ser Conselheiro de Estado.»

 

Desde o Presidente aos "outros", toda a minha gente se descarta. Fico é com a estranha sensação - será problema meu? - de ser apenas meio-descarte. Descartam-se do acessório.

 

 

 

 

Vergonha

por josé simões, em 11.11.08

 

Vergonha não é ser membro do Conselho de Estado, ver o nome embrulhado e atolado numa trapalhada siciliana e, sem um pingo de vergonha na cara (como dizia a minha avó), não se demitir, porque, dali, já não há muito – diria mesmo nada – a esperar.

Vergonha são os outros, os que se sentam a seu lado - e estou a lembrar-me, por exemplo, de Mário Soares, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, Manuel Alegre - aceitarem continuar a sentar-se, como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido. Estou daqui a vê-los imaginá-los à chegada: Meu caro, como vai? Como tem passado? Senhor Doutor; então e a família? E o Presidente, que o nomeou, à porta, com um sorriso de orelha a orelha, a recebê-los feito mestre-de-cerimónias.

Foda-se! foi para isto que se fez o 25 de Abril?! Pelos vistos foi.

 

(Foto de Attila Kisbenedek via AFP/ Getty Images)

 

 

 

A Raposa e as Uvas

por josé simões, em 01.11.07

 

Contam que certa raposa,
Andando muito esfaimada,
Viu roxos, maduros cachos
Pendentes de alta latada.
 
De bom grado os trincaria,
Mas sem lhes poder chegar,
Disse: «Estão verdes, não prestam,
Só os cães os podem tragar!»
 
Eis cai uma parra, quando
Prosseguia seu caminho,
E, crendo que era algum bago,
Volta depressa o focinho.
 
A Raposa e as Uvas, fábula de La Fontaine, numa tradução de Bocage.
 
Qualquer semelhança com isto, é obviamente pura coincidência