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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 22.02.14

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

||| Privatize-se o Vaticano!

por josé simões, em 26.11.13

 

 

 

Dirigido por essa espécie de Mário Soares de batina branca que, brandindo o báculo, incita o Povo de Deus à violência:

 

«O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como "uma nova tirania" e advertiu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão"»

 

Dos paineleiros-comentadeiros, com lugar cativo nos media e agenda governamental para cumprir, não são de esperar milagres argumentativos depois do "t’arrenego!" a Mário Soares. De Paulo Portas, sempre mui pio e temente na primeira fila, logo à frente do ambão e de boca aberta para tomar O Senhor, é esperado mais um milagre contorcionista, ou o milagre com que é, pela Graça de Deus, atendido bastas vezes: o de passar pelos intervalos da chuva.

 

[Imagem de Duncan Phillips]

 

 

 

 

 

 

||| Eppur si muove

por josé simões, em 13.11.13

 

 

|| O capitalismo, como [alguns de] nós o conhecemos, existiu

por josé simões, em 21.08.13

 

 

 

"Foi uma política de baixos salários que nos trouxe até aqui"

 

"[…] tenho a certeza absoluta de que o meu avô prefere muito mais ter uma queda de resultados, mas poder continuar a dar emprego às 3.200 pessoas."

 

 

 

 

 

 

|| O poder das marcas ou o mercado a funcionar

por josé simões, em 12.02.13

 

 

 

Uma multinacional sueca comercializa refeições congeladas, cozinhadas por uma empresa francesa numa fábrica no Luxemburgo, que contratou uma empresa cipriota para comprar a carne que, por sua vez, subcontratou outra na Holanda que fez a encomenda na Roménia.

 

Há quem ache isto normal, é o mercado a funcionar, dizem. Descontando a novidade de acontecer na Europa [costumava ser no Sudoeste Asiático e na América Latina], e descontando a parte do "quem se lixa é o consumidor", nesta cadeia tudo funciona correctamente e na perfeição, desde a desresponsabilização social das empresas, até à inexistência de vínculos contratuais, passando pelo aumento das mais-valias e pelos respectivos baixos salários para horários de trabalho "alargados" e sete dias por semana, mais a ausência de direitos e garantias para quem está no fim da escala da cadeia de produção. Resumindo, uma major, sueca, europeia, da Europa do Estado social, do ramo da alimentação, com lucros fabulosos para distribuir pelos accionistas e que, para todos os efeitos, só tem "meia dúzia" de funcionários nos seus quadros…

 

A Naomi Klein, que explicou tudo isto há muitos anos, sofreu um ataque cerrado dos paladinos do neo-liberalismo e do capitalismo desregulado e foi dada como louca e ignorante.

 

Há quem ache isto normal. Desculpem, mas não acho nada disto normal.

 

 

 

 

 

 

|| A função redistributiva do Capitalismo

por josé simões, em 08.12.12

 

 

 

Gritar a plenos pulmões, com aquela entoação que as peixeiras usam no mercado para apregoar a sua 'pedra' de sardinha [vocês sabem]:

"O meu capitalismo é liiiiindooooo!!!"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 27.10.12

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| Globalização à la carte

por josé simões, em 18.09.12

 

 

 

Liberalizaram os mercados na secreta esperança de encontrar um mercado com não-sei-quantos mil milhões de consumidores, levaram pela cara com um mercado de não-sei-quantos mil milhões de produtores. É a hora do capitalismo das marcas apostar na pacificação e no desenvolvimento de África, é só já o que resta.

 

 

 

 

 

|| Para África em força, e já!

por josé simões, em 27.05.12

 

 

 

O que Christine Lagarde quis dizer foi que África é o último refúgio – e a última bóia de salvação – à face da planeta Terra para o capitalismo das marcas, global e desregulado, da mais-valia absoluta e relativa, da ausência de direitos, liberdades e garantias, e de preocupações e protecções ambientais, e que é necessário apostar e investir numa estabilização política e social, ainda que mínima, do continente, ou está tudo perdido. Não se façam de desentendidos.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Relatório e Contas. Resumo da semana

por josé simões, em 11.02.12

 

 

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Resumindo e concluindo

por josé simões, em 13.01.12

 

 

 

O "capitalismo mundial e desenvolvido", na busca contínua do lucro fácil, mudou-se de armas e bagagens para a China para, aproveitando-se das vítimas da fome e dos famélicos da terra, que é como quem diz dos baixos salários da ausência de direitos, de códigos laborais, de organização sindical, e da inexistência de leis de protecção ambiental, amealhar mais uns milhões e dar a amealhar muitos mais milhões ao Partido Comunista Chinês, à nomenclatura dirigente, e às famílias que giram à volta com ligações ao partido, ficando assim a China com o pior dos dois mundos: o da exploração capitalista totalmente desregulada e sem quaisquer direitos e/ ou garantias, e o da ausência de liberdade e democracia imposto por Mao em 1 de Outubro de 1949 e a que deu o pomposo nome de popular e comunista. É isto, não é?

 

[Na imagem cartaz chinês de propaganda]

 

 

 

 

 

 

 

|| Rewind / Fast Forward buttons

por josé simões, em 12.01.12

 

 

 

«... Nazi forces are not seeking mere modifications in colonial maps or in minor European boundaries. They openly seek the destruction of all elective systems of government on every continent, including our own. They seek to establish systems of government based on the regimentation of all human beings by a handful of individual rulers who seize power by force.


Yes, these men and their hypnotized followers call this a "New Order." It is not new, and it is not order. For order among nations presupposes something enduring, some system of justice under which individuals over a long period of time are willing to live. Humanity will never permanently accept a system imposed by conquest, and based on slavery. These modern tyrants find it necessary to their plans to eliminate all democracies — eliminate them one by one. The nations of Europe, and indeed we, ourselves, did not appreciate that purpose. We do now.»

 

 Franklin D. Roosevelt, 15 de Março de 1941

 

«"Decadência do capitalismo" exige "nova ordem mundial", diz Presidente iraniano»

 

[Na imagem Franklin D. Roosevelt Speech Before Congress on March 15, 1941, autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Revealed – the capitalist network that runs the world

por josé simões, em 24.10.11

 

 

 

«[…] revealed a core of 1318 companies with interlocking ownerships (see image). Each of the 1318 had ties to two or more other companies, and on average they were connected to 20. What's more, although they represented 20 per cent of global operating revenues, the 1318 appeared to collectively own through their shares the majority of the world's large blue chip and manufacturing firms - the "real" economy - representing a further 60 per cent of global revenues.

 

When the team further untangled the web of ownership, it found much of it tracked back to a "super-entity" of 147 even more tightly knit companies - all of their ownership was held by other members of the super-entity - that controlled 40 per cent of the total wealth in the network. "In effect, less than 1 per cent of the companies were able to control 40 per cent of the entire network," says Glattfelder. Most were financial institutions. The top 20 included Barclays Bank, JPMorgan Chase & Co, and The Goldman Sachs Group.»

 

[Mais]

 

 

 

 

 

 

|| #Occupy everything

por josé simões, em 16.10.11

 

 

 

O interessante, diria mesmo muito interessante, no ‘movimento’ [agora global], e que o diferencia de todos os outros até hoje é, com excepção de meia dúzia de radicais infiltrados e saudosistas de um tempo que nunca viveram e do qual falam de cor, a aceitação de jogar o jogo dentro das regras do sistema capitalista, com uma única exigência, uma exigência tamanho do mundo, uma redistribuição justa da riqueza e o repúdio total da financiarização. E isto é algo de completamente novo. The Times They Are A-Changin'.

 

Nada de mais falso quando os paineleiros, comentadores e fazedores de opinião nos jornais e televisões, dizem que é uma massa anónima sem uma proposta concreta. Também eles são de outro tempo, do tempo dos bons e dos maus, do comunismo e do capitalismo, da exploração do homem pelo homem e do controlo operário e, naturalmente, andam completamente à nora com a velocidade vertiginosa do processo e com a ausência de uma liderança com quem dialogar e a quem apontar o dedo. Do it yourself, recuperado dos idos de 1977.

 

Curioso, ou nem por isso, terem sido os comunistas os primeiros a perceber a especificidade e as diferenças do ‘movimento’ e, malgré as participações espontâneas de militantes nas manifs, o PCP se ter oficiosamente demarcado através da convocação de uma manif própria para 3 dias depois. Os comunistas, apesar de integrados no sistema parlamentar, recusam o sistema capitalista e sobretudo as movimentações de massas que lhes escapam ao controlo.

 

[Imagem]

 

Adenda: Quando no dia 2 deste mês escrevi “Occupy the world?” não me deitei a adivinhar, era a única e a derradeira saída possível. Parece que pegou de estaca.

 

 

 

 

 

 

|| Vale tudo desde que seja anti-amAricano

por josé simões, em 20.01.11

 

 

 

 

 

No dia em que a minha mãe me pariu já o capitalismo estava em crise profunda e ia acabar depois de amanhã, era uma questão de (mais ou menos) tempo. E já vinha de trás. De muuuuuito tempo atrás, a crise do capitalismo, e que ia acabar depois de amanhã. E isto foi um ano depois do início da construção do Muro de Berlim, o dia em que a minha mãe me pariu. Depois disso, o dito Muro havia de cair para o lado de cá no dia 9 de Novembro de 1989, e por arrasto o comunismo, e o capitalismo continuava em profunda crise e ia acabar depois de amanhã. Ainda assim depois da queda do comunismo que parece que caiu por culpa do capitalismo. Ou seja por culpa própria. O que deita por terra para o lado de lá a tese segundo a qual o Muro caiu para o lado de cá.

 

Marxista-Leninista e depois Maoísta. Agora Saddamista? Vale tudo desde que seja anti-amAricano?