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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| No país da “ética republicana”

por josé simões, em 13.12.10

 

 

 

 

 

Hoje as aberturas dos telejornais  tinham sido com pedidos de demissão.

 

(Imagem Banana Boats by Jacob Dahlstrups)

 

 

 

 

 

 

 

 

|| CCleaner

por josé simões, em 13.12.10

 

 

 

 

 

A instalar com urgência (até ver e enquanto se aguardam os loops dos editoriais nos jornais e dos posts nos blogues sobre "traição" e "irresponsabilidade" do senhor australiano ) no BCP e no Ministério dos Negócios Estrangeiros. (Download gratuito).

 

(Em stereo)

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 12.07.10

 

 

 

Ontem:

«Para o grupo liderado por Carlos Santos Ferreira, o teor das mensagens não só não tem qualquer fundamento, como é mesmo fraudulento.»

 

Hoje:

«Banco de Portugal garante que está a monitorizar situação no BCP»

 

 

 

 

|| Um país de brincar

por josé simões, em 08.06.10

 

 

 

O senhor, caso raro em todo o mundo, recebe de reforma 3 vezes mais do que o que recebia quando estava no activo e ainda apresenta as facturas da Via Verde, do carro novo, da segurança pessoal e (um graaaaande) etc. à ex-entidade empregadora. A reforma auferida pelo senhor dava para pagar o salário mensal de 17 – dezassete – 17 Presidentes da República. O senhor foi inibido pelo Banco de Portugal de exercer qualquer tipo de actividade bancária durante 9 anos. O senhor foi convidado, e marcou presença, na tomada de posse de Carlos Tavares, o novo Governador do Banco de Portugal. Este país é para levar a sério?

 

(Imagem Tacky Raccoons)

 

 

|| As dores de Berardo

por josé simões, em 12.04.10

 

 

 

 

Também não sou amigo de Armando Vara, nem sequer tenho por ele especial simpatia e também pertenço ao clube dos que acham bastante nebuloso o seu percurso profissional desde empregado bancário na CGD de Mogadouro a vice-presidente do BCP, mas ouvir o amigo de Pik Botha dizer “nunca fui da política”…

 

Joe Berardo que uma vez disse a Mário Crespo na SIC N que devia poder despedir como e quando quisesse sem haver lugar a indemnizações e que os despedidos deviam era sair agradecidos por lhes ter dado emprego durante xis tempo. Ao senhor Comendador dói pagar a quem quer que seja. Para mim ponto final.

 

(Imagem “Day of Ashur” de Don McCullin)

 

 

|| O Banqueiro Milionário (*)

por josé simões, em 02.01.10

 

 

 

«"Viva a Monarquia"», «acção "patusca"», «"um banqueiro milionário"», «período do colapso da liderança do BCP»; qual foi a(s) parte(s) que causou/causaram incómodo ao banqueiro ex-discípulo de Monsenhor Escrivà?

 

Cada vez mais me apetece fazer um rewind até à “situação explosiva” de  1977.

 

(*)

 

 

 

|| O cordeiro de Deus

por josé simões, em 03.11.09

 

Do ponto de vista de um optimista - eu -  era necessário um Agnus Dei para imolar na ara da ética republicana em resgate pelo pecado original e para que tudo continue na mesma. Armando Vara parece ter o peso e a medida indicada para o solene sacrifício acto.

 

Assim como assim também só há eleições daqui por 4 anos…

 

(Na imagem A Adoração do Cordeiro Místico por Jan van Eyck)

 

 

 

|| Opinião Pública vs. Opinião Privada

por josé simões, em 17.08.09

 

 

 

Até podemos dar de barato «que as pessoas que estão no Ministério Público (…) são influenciáveis» e que o Ministério Público possa ser «muito condicionado e muito dirigido pela opinião pública». Mas depois, o que a história nos mostra, é que por erros processuais, ou por investigações deficientemente conduzidas, ou por excesso de garantismo da Lei, ou por haver a eterna discriminação “natural” entre ricos e pobres no acesso a advogados do sistema que se movem bem no sistema, a Justiça decide sempre em favor, chamemos-lhe assim, da opinião privada.

 

(Imagem de Andre Gailani fanada no The Times)

 

 

Soldado Arvorado

por josé simões, em 12.01.09

 

 

Nos meus tempos de militar na 1.ª Brigada Mista Independente, um fulano quando passava “à peluda” era graduado no posto imediatamente a seguir. Por exemplo, um Aspirante saía como Alferes; um Furriel saía como 2.º Sargento.

 

Confesso que desconheço se a caixa Geral de Depósitos se rege pelo RDM. Mas também pouco me importa que um Brigadeiro saia da instituição como General quando o busílis da questão é a ascensão meteórica de um Soldado Arvorado a Brigadeiro…

 

(Foto via Mary Evans Picture Library)

 

 

 

Os milagres do BCP

por josé simões, em 22.01.08
“Paulo Teixeira Pinto saiu do BCP com dez milhões de euros e 35 mil euros por mês, 14 meses por ano, durante os anos que lhe restarem (e, só tendo 47, esperemos que sejam muitos). É bom saber que o banco não é só generoso para aqueles que lá estão. É também generoso – e muito – para aqueles que se vão embora. Estando até há pouco tempo o seu conselho de administração tão bem representado por membros do Opus Dei, toda esta generosidade é não só natural como biblicamente recomendada. Em verdade, em verdade vos digo: se me dessem tamanho pecúlio para não fazer nada até ao fim dos meus dias muito aumentaria a minha fé em Deus. Haverá ainda por lá alguém que me queira converter?”
 
 João Miguel Tavares no Diário de Notícias
 
 

Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 18.01.08

 

Pego na primeira página do Público.
Paulo Teixeira Pinto saiu do BCP com uma indemnização de 10 – milhões – 10 de euros e uma reforma mensal de 35 – mil – 35 euros vezes 14 meses. Mas como diz a outra, “isso agora não interessa nada!”, já se tornou banal aqui dentro do rectângulo e nem adianta o Presidente da República espernear nos discursos. É assim mesmo “e prontes!
 
O mais interessante está lá dentro; na página 41. Reza assim: “O ex-CEO acabaria por renunciar ao lugar, que ocupava há mais de dois anos, garantindo uma indemnização à cabeça de 10 milhões de euros, o que o impede de voltar a exercer funções em instituições bancárias concorrentes” (negrito meu).
 
O BCP defende-se e preserva-se. Teixeira Pinto sabe muito. Nada de dar trunfos à concorrência.
 
Santos Ferreira passa, directamente e sem passar pela casa da partida, da Caixa, o maior banco nacional, para o concorrente directo, o maior banco privado.
 
Os accionistas que o elegeram não são burros. Miguel Cadilhe ainda não percebeu porque é que levou uma cabazada nas eleições?
 
Ou como diz Scolari : “E o burro sou eu?!
 
(Foto War Veteran de Peter McCollough)
 
 

Do jornal Público; do capitalismo; dos pequenos e grandes accionistas

por josé simões, em 16.01.08

 

“Desde o início que a candidatura de Cadilhe foi vista como uma ousadia quixotesca e o resultado de ontem dá crédito a essa perspectiva. Mas num país onde tratar da vidinha é regra, é bom saber que há quem seja capaz de correr riscos e enfrentar as maiorias. Cadilhe fê-lo. Por isso foi o herói dos pequenos accionistas fartos de manobras de poder.”
Sobe e Desce na última página do Público
 
É censurável “tratar da vidinha”? Não; desde que seja feito dentro das regras da transparência e da legalidade.
 
Uma pergunta inocente: Cadilhe quando foi forçado a demitir-se de ministro das Finanças de Cavaco Silva, foi devido a uma cabala orquestrada pelo Independente, ou foi por andar a "tratar da vidinha"?
 
“O ex-presidente da Caixa foi eleito por um número muito mais reduzido de accionistas, que no entanto, detêm muito capital do BCP. Já Miguel Cadilhe era o “candidato do povo”, dos pequenos accionistas. Cada accionista de Santos Ferreira tinha, em média, 83 vezes o capital de cada accionista de Cadilhe.
As regras são mesmo assim. Em democracia, votam as pessoas. No capitalismo, vota o dinheiro.”
Editorial do Público assinado por Paulo Ferreira
 
Faz algum sentido falar em “candidato do povo”, num banco que teve na génese da sua fundação o renascido capitalismo português nos anos de Cavaco Silva primeiro-ministro, e cujo principal objectivo era mesmo esse, fugir ao espartilho da “banca da ralé”?
 
Anda tudo esquecido que após a fundação do BCP era impossível ao cidadão comum ter uma conta no banco devido aos plafonds mínimos exigidos, e que essa situação só foi ultrapassada com a criação da Nova Rede e mesmo assim com uma forte campanha de marketing; usando como alavanca o concurso Preço Certo; com a arte de Carlos Cruz?
 
Qual o objectivo do Público ao martelar sempre na mesma tecla dos “pequenos accionistas”, num banco que nunca foi “dos pequenos”, e onde “os pequenos” desempenham o mesmo papel que os não-sei-quantos-mil que correm a maratona de Londres ao lado das vedetas do atletismo mundial; para enfeitar?
 
O que a candidatura de Cadilhe demonstra é que é extremamente fácil fazer o “povo dançar”. Assim se saiba tocar a música que o povo quer ouvir. Ontem Cadilhe e os “pequenos accionistas” trouxeram-me à memória, a assembleia da OPA da Sonae sobre a PT, com Berardo a ser aplaudido pelos sindicatos e pelos “pequenos accionistas”.
 
Já agora: não é só no capitalismo que a uma pessoa não equivale um voto. Também no Benfica, por excelência o “clube do povo”, assim o é.
 
(Foto roubada na Time Magazine)
 
 

Goleada! (uma cabazada "à antiga"!)

por josé simões, em 15.01.08
Se de futebol se tratasse, seria a expressão exacta para classificar os resultados das eleições no BCP. Uma goleada que começou com os verdadeiros auto-golos que foram as declarações de Cadilhe a uma semana das eleições.
 
Goleada porque os accionistas não são burros, nem iriam desprezar uma mais-valia de conhecimentos e informação estratégica, na pessoa de Santos Ferreira, ex-administrador do concorrente directo, a Caixa.
 
Goleada porque talvez ainda haja quem se lembre das razões que levaram à demissão de Cadilhe de ministro das Finanças; à demissão de Cadilhe de administrador do BCP. (Será desta que nos vamos definitivamente ver livre dele?)
 
Adenda: acabo de ver no telejornal da RTP1, Miguel Cadilhe à saída da reunião dizer que, a sua votação foi uma grande vitória (!).
 
Santos Ferreira 97, 7%; Cadilhe 2, 3%. Depois das votações à PCP, as vitórias à PCP”.
 
 

À espera que chova; qualquer coisinha…

por josé simões, em 10.01.08

 

Se dúvidas houvessem que os jobs existem à medida dos boys, aí está a prova que faltava a alguns cépticos (era para escrever anjinhos…).
 
Armando Vara que se prepara para dar o salto (à vara?) da Caixa para o BCP, quer jogar pelo seguro, e, não vá o diabo tecê-las, pediu licença sem vencimento enquanto a situação no “outro lado” não fica completamente esclarecida.
 
Licença sem vencimento; leram bem! Na minha empresa – privada – não há licenças sem vencimento. Por uma razão muito simples: as pessoas estão na empresa, porque a empresa precisa delas para determinada função. A haver licenças sem vencimento, implicava a empresa contratar outra pessoa para ocupar o lugar da que está de licença.
 
Licença sem vencimento, suportada por um banco ou por uma empresa, significa uma coisa, e só uma: estar ou não estar é igual ao mesmo. E a isto chama-se One Job For The Boy.
 
(Foto de Rion Sanders para o The New York Times)
 
 

O peso das coisas

por josé simões, em 03.01.08

 

“O novo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) não vai reconduzir Celeste Cardona na administração do banco público. Segundo apurou o CM apenas transitam da anterior administração Norberto Rosa (ex-secretário de Estado do Orçamento de Manuela Ferreira Leite) e Francisco Bandeira, que ascende à vice-presidência da CGD.”
 
A ser verdade o que aqui se escreve, fica parcialmente explicada a ida de Armando Vara a reboque de Santos Ferreira para a nova administração do BCP. Há que preservar o ganha-pão dos boys. A parte que falta explicar – aguardemos pelo que o futuro nos reserva – é saber da real importância de Vara, o seu “peso” dentro do PS, que justifique esta tipo de benesses.
 
Outra é, se com a exclusão de Celeste Cardona da futura administração da Caixa, o silêncio sobre a situação no BCP se vai manter por estas bandas
 
A ser verdade o que aqui se escreve, sublinho.
 
(Foto roubada no New York Times)