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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| E no entanto ele não se move

por josé simões, em 21.03.16

 

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Dois – 2 – Dois meses foi exactamente o tempo que levou até Pedro Passos Coelho fazer standby à "social-democracia, sempre!" e regressar ao sítio de onde nunca tinha saído: o liberalismo acéfalo do "aliviar o peso do Estado da economia" desde que o Estado seja o português, fazendo o precurso exactamente contrário aos liberais de pacotilha que, ao sentirem a s barbas a arder, atribuiram uma Pátria à cor do dinheiro.


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||| «Haja pudor e decência»

por josé simões, em 15.03.16

 

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Do Estado de direito e da separação de poderes ou a Rui Machete School of Politics and International Relations:


«O Jornal de Angola elogiou a postura de Paulo Portas que este fim de semana, no seu último discurso como lider do CDS-PP, alertou para o perigo da judicialização das relações entre Portugal e Angola, que apontou como um "caminho sem retorno"»


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Haja pudor e decência», pediu Portas, criticando os que, este domingo, vão receber o presidente de Angola como se fosse um democrata, [...] e não dirigisse um país onde os dirigentes gozam de opulência, luxo e riqueza enquanto o povo está entregue à fome e à miséria»"

 

 

 

 

||| O caso do procurador detido é um escândalo de proporções incalculáveis

por josé simões, em 26.02.16

 

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"O caso reveste-se ainda de contornos mais preocupantes quando se sabe que em 2012 a actual procuradora-geral, Joana Marques Vidal, impediu, com um voto contra, que o Conselho Superior do Ministério Público inquirisse o procurador Orlando Figueira sobre a entidade para quem estava a trabalhar. Não se sabe porque razão a procuradora-geral impediu que o procurador Figueira fosse inquirido."


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||| Mudança de paradigma

por josé simões, em 25.02.16

 

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O ministro dos negócios Estrangeiros não apresentou um pedido público de desculpas...


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||| Neocolonialismo

por josé simões, em 26.10.15

 

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Neocolonialismo: Quando o herói da luta contra a opressão colonial e pela independência se torna ele próprio no algoz dos seus compatriotas de forma ainda mais violenta e cruel que a ex-potência colonial que invoca para justificar a opressão que exerce sobre o seu próprio povo.


"Eles acham que Angola até hoje é escravo, que nós somos escravos de Portugal (...) não podemos ser ouvidos e que Portugal é que manda, que Portugal é que diz e que Portugal é que faz. Os portugueses têm que saber que Angola é um Estado soberano"


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||| Um canalha. Um sabujo

por josé simões, em 20.10.15

 

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Eu sou pela liberdade de expressão, mas...
Eu sou pela liberdade de manifestação, mas...
Eu sou pela liberdade de reunião, mas...

Eu sou pela liberdade de associação, mas...
Eu sou pelos direitos humanos, mas...
Eu até sofro pelos que sofrem por causa dos actos irresponsáveis e irreflectidos dos outros.


Mas, mas, mas. Um canalha. Um Sabujo.


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||| Luaty Beirão, Angola 2015

por josé simões, em 19.10.15

 

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Não, Angola prisão não é no Louisiana.


[Imagens de André Carrilho]

 

 

 

 

 

||| "Haja pudor e decência"

por josé simões, em 13.10.15

 

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«Haja pudor e decência», pediu Portas, criticando os que, este domingo, vão receber o presidente de Angola como se fosse um democrata, [...] e não dirigisse um país onde os dirigentes gozam de opulência, luxo e riqueza enquanto o povo está entregue à fome e à miséria».


«O líder do CDS-PP frisou ainda que Portugal deve estar na Europa de uma forma moderada, [...] e quanto a África isenção e trabalho pela paz e, nunca por nunca, subserviência seja a quem for».

 

 


[Concentração de apoio a luso-angolano detido agendado para quarta-feira]

 

 

 

 

||| Momento Britcom

por josé simões, em 25.06.15

 

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O Governador do Banco de Portugal que regulou o Banco Espírito Santo tão bem reguladinho que até o homenzinho responsável e cheio de sentido de Estado que era António José Seguro saiu lá descansadinho da silva e a cantar o Solid As Rock de Ashford & Simpson com a robustez do sistema bancário, em particular do BES, afiançada por Carlos Costa na primeira pessoa do singular, está muuuuito preocupado com a regulação e supervisão bancária em Angola.


[Imagem e significado]

 

 

 

 

||| Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 27.03.15

 

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Ao dar de caras com a lista dos deputados do partido unipessoal do vice-primeiro-ministro que dá pelo nome de CDS-PauloPortas e que hoje na casa da democracia votaram contra «o voto de protesto apresentado pelos deputados do Bloco de Esquerda pela perseguição de que é alvo o jornalista Rafael Marques em Angola, alvo de 24 processos de difamação caluniosa pelo seu livro "Diamantes de Sangue - Corrupção e Tortura em Angola", onde denuncia flagrantes violações de direitos humanos na região do Cuango, onde as populações são mantidas em condições de quase escravatura, sendo alegadamente torturadas, assassinadas, roubadas e impedidas de manter quaisquer actividades de auto-subsistência» não posso deixar de recordar o então amigo do coração do carniceiro-genocída, ex-colaborador da polícia política do colonialismo salazarista e aliado da África do Sul do apartheid, Jonas Savimbi, em 24 de Fevereiro do ano da graça de 2002: «Haja pudor e decência», pediu Portas, criticando os que, este domingo, vão receber o presidente de Angola como se fosse um democrata, e como se não fosse o mandante de um crime e não dirigisse um país onde os dirigentes gozam de opulência, luxo e riqueza enquanto o povo está entregue à fome e à miséria».


Não ter a puta da vergonha na cara é isto.


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||| CSI São Caetano à Lapa

por josé simões, em 22.10.14

 

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Nos episódios CSI a isto chama-se "cena do crime processada":


«Ministério do Emprego não encontra processos da ONG de Passos Coelho


Projecto para Angola que nunca saiu do papel está desaparecido. O fisco analisou em 2004 um pedido de isenção de IRC relacionado com o financiamento do CPPC. O autor deverá ter sido a Tecnoforma de que Passos era administrador.»

 

 

 

 

||| Who gives a shit?

por josé simões, em 30.03.14

 

 

 

O senhor, pai do senhor primeiro-ministro, não se revê no Portugal «onde a falta de educação é encarada com normalidade e se insultam ministros e presidentes». Se calhar como reacção aos insultos de que são vítimas, diariamente, os cidadãos por parte do senhor primeiro-ministro de quem o senhor é pai e do senhor seu tutor, o Presidente da República de uma parte cada vez mais pequena dos portugueses. «Vejo tudo isto com muita preocupação». Ele e nós.

 

 

O senhor, pai do senhor primeiro-ministro, ficou desolado com o Portugal «sujo e imundo», deixado por Salazar e por quase 50 anos de ditadura fascista, no seu regresso de São Paulo da Assunção de Loanda, logo após a independência duma Angola, «florida e limpa», entre a residência e o local de trabalho, pela marginal duma baía povoada por portugueses de primeira e portugueses de segunda e ainda os "calcinhas", chapéu na mão e espinha dobrada, sim patrão sim patrão, 50 angolares, e o musseque higienicamente para lá do cordão sanitário.

 

O senhor, pai do senhor primeiro-ministro, ainda teve tempo para se admirar «com o desleixo das pessoas, mal vestidas e de barba por fazer, e a alegria que não parecia natural», por contrataste com os fatos de corte colonial e os pés descalços, ou com chanatos de sola de pneu de automóvel do branco, calções feitos de calças velhas, aproveitadas do patrão, e a alegria natural da chibata de quem mandava numa Angola que era nossa. A ordem natural das coisas.

 

Who gives a shit para o que o senhor pai do senhor primeiro-ministro pensa?

 

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||| "Portugal Não É Um País Pequeno"

por josé simões, em 11.12.13

 

 

 

"Devíamos ter feito uma confederação com Angola"



Para esta direita, herdeira e descendente directa do Estado Novo e que fez a transição da ditadura para a democracia, da União Nacional para o PSD à pala do "pensamento político de Sá Carneiro", o que quer que isso possa significar, é sempre conveniente assacar culpas ao regime democrático e à revolução de 25 de Abril de 1974 pelos males do Portugal moderno do que ao fascismo, pela descolonização que não quis fazer, e a Marcelo Caetano pelo que não soube, não quis e ignorou.

 

 

 

 

 

 

||| Lembra-me aquela canção do Zeca

por josé simões, em 29.11.13

 

 

 

«No comboio descendente, Vinha tudo à gargalhada, Uns por verem rir os outros, E os outros sem ser por nada»

 

Uns porque é o partido irmão, E os outros porque são irmãos do partido, la-la-la.

 

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||| Afinal ainda podia soar pior

por josé simões, em 15.11.13

 

 

 

Parece que não foi só a mim a quem isto soou mal. E parece que ainda podia soar pior, muito pior:

 

«A circunstância objetiva do requerente ser vice-Presidente da República de Angola constitui uma desigualdade, uma diferença, relativamente a outros cidadãos que, como é manifesto, justifica e fundamenta, por um critério de justiça e bom senso, atenta a prossecução do interesse nacional português a que a Justiça não deve ser alheia, um tratamento distinto»

 

Face às "circunstâncias objectivas" e face a "um tratamento distinto", e também face à imagem que passa da justiça a espreitar por debaixo da venda, todas as dúvidas e interrogações são legítimas. Substituir "vice-Presidente da República de Angola" por primeiro-ministro ou ministro de um Governo Português? Substituir "vice-Presidente da República de Angola" por presidente de um banco português? Substituir "vice-Presidente da República de Angola" por presidente, em exercício, de um grande clube português? Substituir "vice-Presidente da República de Angola" por dono de um escritório de advogados? Substituir "vice-Presidente da República de Angola" por _________________________________.

 

Resta saber se o resultado do inquérito disciplinar não vai acabar como acabam todos os inquéritos, disciplinares ou não, abertos pela Procuradoria-Geral da República: Carimbo "Arquivar" na capa.

 

[Imagem de Marta Grossi]