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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Memórias ainda podemos ter. Não podem é incluir pretos

por josé simões, em 06.02.09

 

 

Escrevia ontem Nuno Pacheco no Público, sob o título «Crime ainda vá, xenófobo é que não», a propósito dos três trogloditas italianos que pegaram fogo a um imigrante indiano que dormia numa estação de comboios depois de previamente o terem regado com gasolina, e que assino por baixo, como sói dizer-se:

 

«Hospitalizado o homem, com ferimentos graves, as autoridades apressaram-se a dizer que "não parecem ter agido por xenofobia". Sem dúvida. Basta ler esta frase, transcrita na imprensa: "Regámo-lo com gasolina só para nos divertirmos. Queríamos saber quanto tempo durava e era-nos indiferente se ele era negro ou romeno". Podiam ter acrescentado: ou italiano. Mas faltou-lhes imaginação para disfarçar o ódio.»

 

Vem isto a propósito de outros racismos, apesar de aparentemente vestirem uma pele branca de anti-racismo. O politicamente correcto aqui, e aqui e também aqui. É caso para se dizer: Memórias ainda podemos ter. Não podem é incluir pretos.

 

Que dizer então do meu amigo A., mais escuro que o Obama e que perante a minha aversão ao Kuduro me atira constantemente à cara com um “és mesmo branco!”. O mesmo A., benfiquista ferrenho, que numa discussão mais acalorada diz: Antes queria ser preto que sportinguista!”?

 

Não há pachorra!