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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

30 anos a ressacar

por josé simões, em 18.01.09

 

Vinha ali a fugir do Fórum Montijo onde cada um que foi às compras levou a mulher, os filhos, e mais os pais e os avós e os amigos e os amigos dos amigos. Não sei se estão bem a ver a coisa. E vinha na auto-estrada a ouvir a Radar e o inenarrável Zé Pedro dos Xutos & Pontapés com o seu Zé Pedro Rock & Roll. Que desde o ano passado que não aparecia e que tinha muitas saudades (já o mesmo não podemos dizer nós; enfim…) e mais o coiso e tal. E como não veio por acaso, e como desde há duas semanas a esta parte somos bombardeados em tudo que é sítio com o novo disco que aí vem, e já que o homem até tem um programa na rádio, quem é que leva a mal que acrescente mais uns minutos à gigantesca operação de marketing montada à roda do lançamento do disco? Coisas do amiguismo.

 

O que me faz confusão neste 30 anos de vida da banda mais pimba do rock português não é o facto de nunca terem aprendido a tocar guitarra, porque, ao fim e ao cabo, para quem se reclama da herança do punk saber tocar guitarra ou outro instrumento qualquer é o que menos importa; nem é o facto de nunca terem aprendido a cantar; o que me faz mesmo confusão, mas mesmo muita, é nunca terem aprendido a escrever nem a falar. Foda-se que 30 anos é mais que tempo! Ou são burros ou não querem aprender. Estou mais inclinado para a primeira, mas isso agora também não interessa nada e além disso sou eu a falar sozinho.

 

Outra coisa que eu também nunca consegui perceber foi se gostam mais dos Clash ou dos Trust. Mas depois de 30 anos também já pouco me importa. E já me dou por satisfeito se a meio do percurso não apanhar com o tal de Zé Pedro. Ou pior ainda: com ele e com o resto da banda.

 

 

 

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