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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Comunismo e touradas

por josé simões, em 30.11.08

 

Na tourada portuguesa (com excepção daqueles rituais pagãos em Barrancos e Monsaraz), o touro é farpeado, capeado, leva com os forcados em cima e depois entram as chocas e bye-bye venha outro.

 

Na tourada espanhola o touro vai à Sorte de Varas, pode ou não passar pelo Rejoneador, mas da lide a pé ninguém o livra, assim como da estocada final e de sair de rastos, atado pelos cornos e puxado por duas mulas – às vezes sem as orelhas e o rabo…

Os aficionados dizem que morre “com nobreza”.

 

Quer na tourada portuguesa, quer na tourada espanhola, volta e meia há uma excepção à regra quando touro consegue colher o cavaleiro ou o matador.

Quer na tourada portuguesa, que na tourada espanhola o touro tem sempre o destino traçado. É mais rápido em Espanha e com menos sofrimento. Uma questão de culturas, eles também são mais lestos a fazer as (outras) coisas e nós temos o Fado.

 

Têm o destino traçado? Isto é uma gafe ou um prognóstico?

 

'Onde os touros vêm lutar pela vida, apresentam-se os nossos delegados a lutar pela terra'

 

(Foto roubada no Chicago Tribune (!))