A morte decretada
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O taberneiro vale neste momento um milhão e trezentos mil votos, menos 100 mil que nas legislativas, e apesar de eleições diferentes a comparação pode ser feita porque ele é o partido e o partido é ele e é candidato a tudo, até a todas as câmaras municipais de Portugal continental e ilhas adjacentes, a avaliar pelos cartazes e outdoors. E a partir das zero horas do dia 19 de Janeiro de 2026 tudo o que vier por acréscimo é dele, por ausência de Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do PSD que o pariu, e por cobardia de Cotrim Figueiredo, que já sabe onde tem a cabeça, sempre soube. E andaram todos, comentadeiros e analistas, nas televisões, rádios e jornais, com análises buéeeee profuuuuundas sobre a morte do PS e vamos agora ver se não foi um avençado, sem perfil para o cargo que exerce, quem assinou por baixo a morte do PSD e com a sua sonsice entregou a liderança da direita a um populista chefe de um bando de genuínos anti-democratas, enquanto o PS recupera da morte decretada.
[Imagem de autor desconhecido]