"Rigidez laboral" dizem eles
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Lembro-me de o meu pai ter uma semana de férias por ano, não retribuídas e quando o patrão achasse que as devia ter, e um dia de folga semanal. Era Portugal um país livre da rigidez laboral e Marcelo presidente, do Conselho. O Luís a trabalhar faz anunciar que os portugueses trabalhadores colaboradores podem ter mais que os 22 dias consagrados em lei, e que não são os 3 fanados no tempo da troika, quando o Luís fazia figura de ponto a Passos Coelho no Parlamento, e que o PS se recusou devolver, são férias compradas a expensas do trabalhador colaborador, que mexer na mais-valia do accionista e do patrão é assunto tabu, e se calhar o dinheiro recebido pelas férias compradas até vai ser reinvestido na economia para criar mais riqueza para o país e para o trabalhador colaborador e mais emprego, como aconteceu com a baixa do IRC pelo Luís quando começava a trabalhar, com o apoio do PS do esquerdista Pedro, e tudo. Imaginem o Luís a trabalhar no tempo em que se começou a lutar por um horário de trabalho que não fosse de sol-a-sol, que não podia ser, por causa da economia, do crescimento económico, da criação de riqueza e o caralho, queres horário de trabalho compras as horas até ao nascer e ao pôr do sol, e depois com os dois dias de folga e as férias pagas, e por aí. Diz o Luís a trabalhar que é para aliviar a rigidez da legislação laboral e para ser feito em concertação social, o que significa que isto já está mais que aprovado, como mostra desde 1978 o sindicalismo homenzinho e responsável empenhado em aliviar a rigidez laboral em prol da rigidez patronal, com mais ou menos cálices de Porto à mistura.
[Na imagem o alegado sindicalista, homenzinho e responsável, Torres Couto de cálice de Porto na mão brinda com Cavaco Silva o início do amaciamento da rigidez laboral, em troca dos amanhãs que cantavam para os trabalhadores antes de serem colaboradores]