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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Uma Casa portuguesa (Do Estado social no Estado Novo)

por josé simões, em 25.10.08

 

Não explica tudo mas ajuda a perceber.

 

Estive esta manhã na esplanada do café à conversa com um senhor de quase 80 anos, que me disse ter votado em Salazar n’Os Grandes Portugueses porque quando era novo e precisou de uma habitação para «constituir família», juntou-se com «mais uns quantos» que trabalhavam «lá na fábrica», pediu um empréstimo à Caixa de Previdência, comprou o terreno, construíram o prédio, e ficaram a pagar 450 escudos (2 euros e vinte e picos cêntimos) por mês durante 25 anos. «Nem mais um tostão; só pagámos o que pedimos». «Não é como estes filhos da puta de agora que dizem que são democratas, e o meu filho, veja lá o senhor, pediu um empréstimo ao banco para pagar em 25 anos e vai pagar 15 casas até a casa ser dele!».

 

E vou para casa a pensar no mercado de arrendamento tão caro à Direita e nos empréstimos bancários e na Euribor e no Fundo Imobiliário e que segunda-feira vou trabalhar outra vez e que é só uma questão de tempo até parecer por aí um Haider qualquer.

 

(Na foto de Américo Ribeiro, uma das habitações do Bairro dos Olhos de Água em Setúbal em 1954)

 

 

 

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