De inimigo a amigo, de verdade a mentira
Aqui há uns anos atrás, privatizou-se o Totta para as “mãos” de Chapalimaud para não “cair” nas mãos dos espanhóis. Depois o mesmo Chapalimaud, imbuído do espírito nacionalista de quem vê um saco cheio de pesetas, vende o Totta aos espanhóis do Santander; o resto pertence à história.
A mesma história que nos conta que na mesma época o Santander era o inimigo público nº 1 do BCP na sua tentativa para ficar com o Totta.
Tal não impediu o BCP, agora que se quer afiambrar ao BPI, ter ido buscar para seu aliado na operação, o ex-inimigo público Santander, prometendo-lhe direitos de preferência na compra dos balcões excedentários caso a operação se concretize, a troco da posição de 6% que estes detêm no BPI.
Ora cerca de 20% do BPI está nas mãos de outro espanhol, La Caixa, que foi autorizado pelo Banco de Portugal a subir a sua participação até aos 33%, inviabilizando com isso as pretensões do BCP e, tornando-se assim, o actual inimigo público espanhol do banco de Paulo Teixeira Pinto.
Confusos?
Na banca, como no futebol, a culpa é do árbitro – segundo fonte do BCP no Expresso de sábado – que para o caso é o Banco de Portugal, na pessoa de Vítor Constâncio, ele próprio ex-quadro do BPI que, na óptica do BCP, com esta arbitragem caseira está a beneficiar a sua ex-equipa.
Continuam confusos?
Não foi Pimenta Machado enquanto presidente do Vitória de Guimarães que disse “as mentiras de hoje são as verdades de amanhã”?
Esperemos então pelo relatório do árbitro e pelas próximas jornadas para ver quais as mentiras que são verdades e vice-versa; quem passa a inimigo de quem.