O Estado da Nação
“Já é tempo, senão mesmo mais do que tempo, para termos uma mulher presidente”.
Hillary Clinton, Des Moines – Iowa
Se dúvidas houvessem ficaram ontem completamente desfeitas. Eis a politica à americana no seu melhor.
Quais as diferenças entre democratas e republicanos – se é que as há; quais as “fricções” ideológicas; quais as ideias base para a questão iraquiana, duma senadora que votou ao lado de Bush na invasão do Iraque; quais as politicas a adoptar para fazer face ao aquecimento global pelo país que para ele mais contribui? Quais as…?
Quem assistiu ao discurso do “Estado da Nação” na passada semana e não soubesse quem era o actor e qual o país onde acontecia, até se podia interrogar se não estávamos num Estado de partido único, tal era a unanimidade nas ovações – algumas até de pé! - ao seu presidente.
Uma vez que está lançada a ideia base que vai presidir à campanha de Hillary – a vez das mulheres; aguardamos as declarações de Barack Obama: “Já é tempo, para termos um negro presidente”, ou de Rudolph Giuliani: “Já é tempo, para termos um ítalo-descendente presidente”; ou Mitt Romney: “Já é tempo, para termos um mórmon presidente”.
Arrisco mesmo que, o essencial sobre o “Estado da Nação” foi dito ontem, não pelo Presidente, não no Capitólio mas, por uma senadora candidata e numa escola secundária
E o estado da nação não é muito saudável quando as alternativas colocadas em cima da mesa são baseadas no argumento da condição.