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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Estado da Nação

por josé simões, em 29.01.07

“Já é tempo, senão mesmo mais do que tempo, para termos uma mulher presidente”.

Hillary Clinton, Des Moines – Iowa

 

Se dúvidas houvessem ficaram ontem completamente desfeitas. Eis a politica à americana no seu melhor.

 

Quais as diferenças entre democratas e republicanos – se é que as há; quais as “fricções” ideológicas; quais as ideias base para a questão iraquiana, duma senadora que votou ao lado de Bush na invasão do Iraque; quais as politicas a adoptar para fazer face ao aquecimento global pelo país que para ele mais contribui? Quais as…?

 

Quem assistiu ao discurso do “Estado da Nação” na passada semana e não soubesse quem era o actor e qual o país onde acontecia, até se podia interrogar se não estávamos num Estado de partido único, tal era a unanimidade nas ovações – algumas até de pé! - ao seu presidente.

 

Uma vez que está lançada a ideia base que vai presidir à campanha de Hillary – a vez das mulheres; aguardamos as declarações de Barack Obama: “Já é tempo, para termos um negro presidente”, ou de Rudolph Giuliani: “Já é tempo, para termos um ítalo-descendente presidente”; ou Mitt Romney: “Já é tempo, para termos um mórmon presidente”.

 

Arrisco mesmo que, o essencial sobre o “Estado da Nação” foi dito ontem, não pelo Presidente, não no Capitólio mas, por uma senadora candidata e numa escola secundária em Des Moines – Iowa.

E o estado da nação não é muito saudável quando as alternativas colocadas em cima da mesa são baseadas no argumento da condição.

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