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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Fazer pela vidinha

por josé simões, em 05.05.08

 

Só 6 – seis – 6 mil?! Sinceramente que não vejo motivo para tão grande espanto; até parece que acabaram de inventar a roda ou de descobrir a pólvora!
 
Tomemos um flagrante exemplo de “muitas vezes seis mil”: as IPSS. Nomeadamente no que concerne aos infantários, creches e jardins-de-infância.
 
As mensalidades são pagas consoante os rendimentos da família, cuja prova é feita através do documento comprovativo da entrega do IRS. Até aqui tudo normal.
 
A anormalidade começa quando, numa mesma sala, classe ou turma, encontramos no escalão mínimo de mensalidades, crianças cujos pais são, por exemplo, um casal de advogados. Ou filho de pai arquitecto e mãe médica. Ou de outra qualquer denominada profissão liberal por conta própria. E, nos escalões seguintes, acima da mensalidade mínima, filhos de casais que trabalham, por exemplo, nos serviços; ou em que o pai é empregado da construção civil e a mãe empregada de comércio. Ou simplesmente empregados por conta de outrem.
 
É uma multiplicação de muitas vezes mil, onde os que deveriam ser os principais beneficiados são os mais prejudicados. Duas vezes. Pela mensalidade que pagam; por pagarem para aqueles que auferem rendimentos superiores aos seus. Prevertendo-se assim o próprio conceito de IPSS.
 
Adenda: esta não deixa de ser uma boa pergunta. Apesar de, pessoalmente, preferir os métodos indiciários, ou sinais exteriores de riqueza, à imagem do que acontece, por exemplo, na Grã-Bretanha.
 
(Foto de Richard Alois)