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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os Insurgentes

por josé simões, em 23.02.08

 

Via Atlântico tomei conhecimento de que o O Insurgente foi tomado de assalto. Vamos lá por partes. Como “puta batida” desconfio da coisa. Cheira-me mais a manobra de propaganda. Aquilo não é conversa de esquerdalho nem de okupa. Aquilo é parlapiêt de direita; como a direita pensa que a esquerda raciocina e escreve.   Mas, partindo do princípio que é mesmo verdade, sou eu próprio tomado de assalto por um sentimento ambíguo.
 
O primeiro sentimento. É um enorme sentimento de alegria e satisfação. Sim, sim, não escondo o meu passado de insurgente, no outro lado da barricada. Aliás, não tenho problemas nenhuns com isso. Para mim o O Insurgente é assim como uma espécie de PC ao contrário. As duas faces da mesma moeda. É rara a visita em que não venha de lá “que nem uma barata”. Os gajos são mesmos reaccionários. O PC do avesso. O Jerónimo de fato Armani.
 
O segundo sentimento. Isto é mau. Muito mau. Putos; façam como eu; refinem a subversão e deixem-se de golpes baixos. Eu sei que estão a curtir à brava, mas não sejam Okupas por muito mais tempo. Deixem passar o terceiro aniversário da espelunca, e libertem a casa. Afinal todos temos direito a dizer o que nos vai na alma. É uma das regras do jogo democrático. Mesmo que sejam das maiores barbaridades reaccionárias, como é o caso no O Insurgente.
 
E agora que já escrevi O Insurgente mais vezes do que alguma vez possa ter imaginado, dou por finda a prédica com um: Abaixo o Hayerk! Abaixo o Ron Paul! Abaixo o O Insurgente!
 
(Vou guardar religiosamente o manifesto Okupa, mas, continuo desconfiado de que tudo isto não é mais do que uma manobra dos insurgentes…)
 
 

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