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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

TRINTA E TRÊS ANOS DEPOIS

por josé simões, em 29.01.08
“Trinta e três anos depois da luta homérica contra a unicidade sindical, com todas as consequências negativas que teve para a divisão sindical e política da Esquerda, o PCP parece não ter aprendido nada, demonstrando agora querer, como o Público de 26 deste mês revela, transformar o líder da CGTP/IN, Manuel Carvalho da Silva, num robot ao seu exclusivo serviço. Pareceria não ser possível depois de tudo o que se passou – e perderam –, mas é verdade! Voltaram à instrumentalização dos sindicatos, como "correia de transmissão" do PCP.

O mundo está em acelerada mudança, como se sente e sabe. Está a despontar um mundo novo, antineoliberal, contra o capitalismo financeiro selvagem e as chamadas economias de casino, que tanto mal têm feito. Ora o que fazem os comunistas portugueses? Em vez de se prepararem para as grandes batalhas que aí vêm, sindicais e políticas, no respeito pelos seus aliados naturais e pelo pluralismo, metem a cabeça na areia, como a avestruz, recusam-se a ver as novas realidades do mundo de hoje, em plena transformação e, em lugar de relerem Marx, com os olhos críticos de hoje e terem em conta a tão valiosa experiência adquirida, desde então, continuam apegados à cartilha stalinista e metem-se no bunker, prontos a morrer na sua, com os olhos vendados ao futuro. É lamentável!”
 
Mário Soares no Diário de Notícias