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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Espionagem com aval (II)

por josé simões, em 28.12.07

 

Sobre as trocas & baldrocas no BCP envolvendo a CGD, já aqui havia escrito que se estava a assistir a uma operação de espionagem industrial com o aval do Governo e do Banco de Portugal. João Duque, Professor Catedrático do ISEG, assina hoje no Público Economia um artigo com o título “Quem defende o interesse a CGD?”:
 
“Calos Santos Ferreira não é um qualquer trabalhador da Caixa. É, simplesmente, o seu Presidente! E das duas umas: ou conhece a CGD, conhece os seus pontos fortes e as suas vulnerabilidades, sabe quem são os seus clientes conhece a sua estrutura de custos, é a sua “cabeça”, o seu líder e o motor de estratégia da Caixa, quem sabe o que quer para a empresa e sabe como o vai conseguir (conquistar quota, aumentar o lucro, etc. à custa de esmagamento de margens, de “cross-selling” agressivo, de campanhas estratégicas, etc.) ou não sabe nada disto e então não se percebe como se mantêm essa incompetência à frente da Caixa.
(…)
Achará o próprio Carlos Santos Ferreira, bem como os promotores da ideia que ele esquecerá tudo o que sabe sobre a Caixa no dia em que dela se demitir?
(…)
Se tomar posse como Presidente do BCP que fará Santos Ferreira na sua guerra contra a Caixa? Imagine-se que Pinto da Costa ia dirigir o Benfica. Quem é que ele iria defender depois de tomar posse?
Ora admitindo-se que Santos Ferreira vai mesmo defender os interesses do BCP os accionistas deste banco aplaudem! Isto é como o Tottenham tentar ir buscar José Mourinho ao Chelsea, coisa que terá tentado! No entanto, o patrão do Chelsea sabe defender os interesses do seu clube e deixou claro na cláusula de rescisão o impedimento deste treinador para conduzir qualquer clube concorrente em Inglaterra nos três anos subsequentes!”
 
(Ler na integra aqui – clicar na imagem para aumentar)
 
Por isso espanta-me que alguns blogues que visito diariamente e que me habituei a considerar e respeitar, conotados à esquerda, por exemplo, este e este, embarquem no lamiré de alguma direita da blogosfera a discutir amendoins, quando o que está em causa não é ser do PS, do PSD, ou outro P qualquer. Não é o PS "OPAr" o BCP. Nem tão pouco uma renacionalização.  Ao que se assiste neste momento é a um ataque maquiavélico concertado ao único banco do Estado, e que disputa palmo a palmo o terreno ao BCP. Quais, ou qual o objectivo, ainda não percebi… Quem sabe uma futura privatização?
No fundo, no fundo, estes aqui e mais estes, até estão a esfregar as mãos de contentamento!
 
 

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