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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Espionagem com aval

por josé simões, em 27.12.07

 

Nestas andanças no BCP, uma coisa há que me faz muuuuuita confusão, a mim – e nunca me canso de repetir isto – que de bancos não percebo nada que vá além de consultar o saldo e os movimentos que o meu banco me envia duas vezes por mês via CTT. E não é a suposta falta de curriculum de Armando Vara; também Cupertino de Miranda não tinha curriculum e não foi por isso que deixou de fazer um banco. Nem tão pouco por ser militante do PS. Pelos vistos e pelas declarações, a alternativa proposta seria um militante do PSD; não vejo a diferença; talvez a cor da gravata…
 
A minha confusão deriva de, para a liderança do BCP, ir Santos Ferreira directamente da CGD, e como no Monopólio, sem passar pela casa da partida. Estamos a falar das duas maiores instituições bancárias portuguesas, e rivais na disputa do mercado.
 
A partir do momento em que cruzar a porta de entrada do BCP o que vai fazer Santos Ferreira; vai fazer um delete a todo o conhecimento que tem da CGD? Como isso não é viável – não estamos propriamente num tribunal americano em que o juiz ordena aos jurados que as declarações proferidas por uma das partes não devem ser consideradas –, como vai Santos Ferreira utilizar esses conhecimentos? Qual das instituições vai sair beneficiada ou prejudicada?
 
A isto chama-se espionagem industrial. Grave, gravíiiiissimo; caso único na história do sistema bancário mundial, e com o aval do Governo e do banco central!