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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Seringas

por josé simões, em 26.09.06

Por vezes interrogo-me se a nossa classe política dirigente vive mesmo com os pés assentes na terra.

Segundo consta, o governo decidiu avançar com um programa de instalação de máquinas de distribuição de seringas nos estabelecimentos prisionais.

Definitivamente o governo desistiu do combate à droga, e o primeiro round foi perdido logo dentro de instituições à sua guarda e pagas com os impostos de todos nós .

Quando se conclui que há droga a rodos dentro das prisões, não seria mais fácil e mais lógico apostar em desentoxicar e tratar os reclusos enquanto tal?

Os médicos e especialistas defendem que o problema maior na luta que se trava individuo a individuo , e individuo com ele próprio com vista à desentoxicação e recuperação  e posterior integração na sociedade, são as relações e cumplicidades que o toxicodependente criou na rua, ou seja, sai da clinica ou centro de recuperação, não conhece mais ninguém para além do grupo donde saiu e torna ao mesmo,  e á mesma rotina.

Não seria de aproveitar o ambiente fechado que são as prisões para a recuperação?

Adiante...

 

Se há droga dentro das prisões, quem a leva para lá

Se há droga dentro das prisões, como é que ela lá entrou?

Pelos vistos para o governo isto são insignificancias .

 

Como escreve Fernando Madrinha na sua crónica semanal no "Expresso" de passado sábado , "Uma vez que existe droga, mas faltam seringas, o Ministério da Saúde, prestimoso, quer fornecê-las aos toxicodependentes. No dia em que, por absurdo, lhes faltar a droga, o mesmo Ministério, para ser coerente, passará a fornecê-la?"

E agora que virou moda intrepôr providências cautelares por "dá cá aquela palha", pelos vistos há alguém dentro das cadeias que tem, como é uso dizer-se "5 dedos de testa" e resolveu tentar travar a decisão governativa.

Segue-se o próximo episódio, provavelmente o governo a fazer uso da prerrogativa de coisa de utilidade pública, como no caso das maternidades...

O governo demite-se assim de tratar e defender aqueles que tem á sua guarda, independentemente dos motivos porque lá se encontram.

E depois estou mesmo a ver, num espaço/ ambiente fechado como são as prisões, toda a minha gente armada de seringa em punho, presos para presos , presos para guardas.

Melhor só no Brasil, com o famigerado Comando da Capital!

Seguem-se os próximos episódios...

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