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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Uma visão etnocêntrica; o Porto está doente? (II)

por josé simões, em 17.12.07
Depois de aqui ter abordado o tema, foi com agradável satisfação que li isto. Muito bem, muito bem; um sincero aplauso!
 
Só aqui ficou a faltar uma referência. Tal vez pelo desinteresse mais que uma vez demonstrado pela coisa do futebol, Pacheco Pereira quando escreve:
 
“esse mesmo "meio" está retratado também nas escutas telefónicas do Apito Dourado, nos mil e um incidentes que envolvem a claque do Futebol Clube do Porto (seria bom conhecer os relatórios policiais e do SIS sobre a perigosidade desta claque), nas violências públicas diversas semeadas ao longo dos últimos 20 anos e que só têm em comum permanecerem impunes” (o negrito é meu).
 
deixa passar em claro, não situa estes “últimos 20 anos”.
 
Convinha referir toda a estratégia que há 20 anos começou a ser delineada para atingir a tão propalada supremacia no futebol português; que começa com o célebre Triunvirato dos Pintos, no tempo das então Associações Distritais de Futebol, com Adriano Pinto à frente da Associação do Porto; os célebres cozinhados para o alargamentos de divisões – onde subiam sempre equipas a norte de Aveiro…-, e consequente aumento de poder, através do não menos célebre esquema de votos por clubes representados nas divisões superiores de futebol, e que levou a que a AF do Porto conjuntamente com a e Braga e a de Aveiro escrevessem para o bem, e mais para o mal, todo o futuro do futebol em Portugal.
 
O fomento das claques, com especial destaque para os Super Dragões e todo o rol de vandalismos, barbaridades associadas; as manifestações com “Lisboa a Arder!”; as “manifs. espontâneas” à porta das Antas quando as coisas não corriam de feição, proporcionando depois ao presidente o aparecimento público para debitar mais uma tiradas e justificar determinadas medidas. Sempre com a complacência e o beneplácito da comunicação social, que não raro elogiava o seu humor de fino recorte.
 
A claque surge assim como um de entre vários elementos duma operação estratégica concertada. O monstro foi criado e alimentado com um fim; e quem o criou e alimentou, neste momento, perdeu completamente o controlo sobre o fruto da sua criação. E esse é que é o problema; agora.