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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| O retrato do país

por josé simões, em 11.08.13

 

 

 

Depois de décadas de destruição do litoral, da paisagem, do modo de vida e tradições de populações ancestrais, de destruição da pesca e da agricultura como actividades sustentáveis, com lucros fabulosos para pedreiros graduados em construtores civis e empresários, especuladores imobiliários que, com o patrocínio dos bancos, fomentaram o caos urbanístico e arquitectónico e colocaram uma pressão humana enorme em cima dos ecossistemas, com o beneplácito de autarcas [eleitos] sem escrúpulos, numa relação promíscua e obscura partidos-poder político-poder económico, tudo a coberto da pomposa palavra de ordem "investimento e desnvolvimento do/ no turismo", para chegarmos aqui, sem ter cuidado do obvio e do essencial, e a vender o novo e fantabulástico turismo em folhetos e brochuras nas agências e sítios online onde vivem turistas com a carteira cheia de libras e marcos e coroas para gastar nas férias, com imagens de como o turismo novo e fantabulástico era antes de ser novo e fantabulástico, porque os turistas, esses ingratos com a carteira cheia, não gostam dele assim, novo e fantabulástico.

 

E o que é que ganhámos com isso? Ou se calhar é melhor perguntar de outra maneira, o que é que eles ganharam com isso?

 

[Imagem "Brighton Beach, 1966", Tony Ray Jones]