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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Coisas que não batem certo. Ou se calhar até batem

por josé simões, em 28.06.13

 

 

 

O corpo de intervenção da PSP que, na greve geral de Novembro de 2012, suportou, para lá do limite do insuportável, a chuva de pedras frente à Assembleia da República, dito de outra forma, permitiu que a "intifada" começasse e tomasse proporções inimagináveis quando a podia ter "morto" logo à nascença, é o mesmo corpo de intervenção da PSP que enquadra os manifestantes, à moda de Aljubarrota, e os encaminha para um ponto onde, inevitavelmente, o trânsito da auto-estrada seria cortado.

 

Coisas que não batem certo. Ou se calhar até batem:

 

"O que temos aqui é uma coisa muito grave, que é a realização de ficheiros políticos com dados de activistas sociais que vão a manifestações. Algo que está proibido desde o 25 de Abril [de 1974]"

 

O Governo Cavaco Silva/ Passos Coelho/ Paulo Portas já percebeu que não é pelo lado das centrais sindicais [CGTP/ UGT], pelos trabalhadores, sindicalizados ou não, enquadrados em manifestações e eventos organizados pelos sindicatos, que a coisa vai descambar. E também não é pelo lado dos anarkas, anti-sistema, okupas, anti-globalização, outsiders, uma miríade sem apoios ou estruturas de apoio, sem hierarquias institucionalizadas, sem relações de organização entre si [vários grupos]. Fazem mais barulho, mais estrago e ganham mais visibilidade mediática, mas não é por aí. São os idiotas úteis ao Governo PSD/ CDS-PP. Para mostrar serviço, como exemplo e como pressão psicológica sobre os outros, para ganhar a batalha da opinião pública, de pantufas em casa no sofá, ciosa da tranquilidade e da ordem pública.

 

Ninguém inventa nada de novo.

 

[Na imagem o Corpo de Fuzileiros da Marinha ocupa a sede nacional da PIDE/DGS, Rua António Maria Cardoso, Lisboa, 26 de Abril de 1974, Alfredo Cunha]