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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Deus, Pátria, Família

por josé simões, em 18.09.07
“Pode pôr: Deus, Pátria, Família”
Maria José Nogueira Pinto ao Expresso.
 
À parte a senhora ter votado em Salazar nos Grandes Portugueses, à parte a senhora ser ou não ser fascista, e à parte também de esta ser a máxima de Salazar, vamos só ao “Deus, Pátria, Família”, na óptica do conceito.
 
Qual é que é o problema da esquerda com esta trilogia?
 
Deus: acredita quem quer, cada um tem o seu. Eu, graças a Deus sou agnóstico. Ressalvando os fundamentalismos, nunca veio mal ao mundo por se acreditar em Deus.
 
Pátria: é aquele pedaço de terra onde nascemos e possivelmente os nossos avós e os avós dos nossos avós; onde aprendemos a dar os primeiros passos e a dizer as primeiras palavras e que nos faz, por exemplo, ficar com pele de galinha quando vemos a selecção de rugby cantar A Portuguesa, ou quando nos salta a tampa com as declarações iberistas de Saramago ou do ministro Mário Lino.
 
Família: esta é básica e aprende-se na escola. É o núcleo base e central da coesão das estruturas sociais, e antes de o ser, foi ela própria a estrutura que potenciou a evolução do Homem desde os primórdios até à actualidade. Valia-nos uma grande coisa o aumento da massa cerebral e a libertação do polegar se não fossemos um animal social numa estrutura familiar.
 
Só conheço dois tipos de esquerda com problemas em relação ao “Deus, Pátria, Família”: a esquerda da “Religião é o ópio do povo”e do “Internacionalismo Proletário” e que não era mais que o Neo-Colonialismo e Imperialismo Soviético; o papel da família foi sabiamente (?) ocupado pelo o “Partido é a vanguarda da Classe Operária”. A outra é aquela esquerda que fica um bocadinho mais à esquerda, fora do sistema ou o “destrói o sistema” como gostam de grafitar nas paredes. São os Okupas, os novos Eco Terroristas, os militantes Anti-Globalização e outros libertários; incoerentes com os princípios que defendem: as comunas que habitam as casas ocupadas são o quê, e como se organizam e funcionam, se não como uma família?
 
Ramalho Eanes, António Guterres ou Cavaco Silva, são algumas de entre várias personalidades insuspeitas de salazarismos, fascismos ou outros ismos, que acreditam em Deus, na Pátria e na Família – a Mário Soares “falta-lhe” Deus para entrar no clube –, e que ocupam ou ocuparam altos cargos na hierarquia do Estado, eleitos pelo voto popular. Já pensaram que talvez mesmo por isso, por acreditarem no que acreditam?..

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