|| Rewind/ Fast Forward buttons [Senhor Primeiro Ministro: Ponha a mão na consciência; perceba o mal que está a fazer ao país e tenha um gesto de humildade: saia!]
«[…] restaurámos a credibilidade do Estado Português!
Um ano depois, Portugal tem o maior endividamento da Europa; a maior carga fiscal de sempre; a maior despesa pública de sempre; o maior desemprego de sempre.
Um ano depois, Portugal é uma Nação em que a esperança é cada vez mais rara; e em que os vexames internacionais são cada vez mais frequentes.
A forma como o Primeiro-Ministro conduziu o país, conduziu o País até aqui. […] é apenas um expressivo exemplo de como o sr. é um PM de quem hoje se pode dizer que tem contactos curtos e intermitentes com a realidade.
Senhor Primeiro-Ministro: alguém tem de lhe dizer que o senhor é o homem errado para esta hora difícil.
Os Portugueses sabem que qualquer semelhança entre o que o PM disse, antes das eleições, e o que o PM fez, depois das eleições, é uma mera coincidência.
Como sabe, há quem diga que é possível enganar muita gente, pouco tempo; ou pouca gente, muito tempo; o sr. foi mais longe e quis enganar toda a gente ao mesmo tempo. É por isso que hoje, em Portugal, os satisfeitos são poucos e os desiludidos são imensos.
São:
os jovens, cada vez mais desamparados para encontrar um emprego; os casais desempregados, a quem aceitou dar e logo retirou um apoio melhor; os idosos, a quem penalizou na pensão e vai penalizar nos remédios; as PME’S, sufocadas entre o crédito que já não há e os impostos e contribuições que vêm aí; os professores, a quem nenhum outro político destruiu tanto o brio e a motivação;
Blah, blah, blah, continua, continua, com ar sério, responsável e prenhe de "sentido de Estado", e acaba assim:
Perante o declínio económico de Portugal;
- Perante o impasse político que descrevi, é minha obrigação dizer aqui o que em consciência penso e também o que o meu patriotismo reclama: