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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Rewind/ Fast Forward buttons [Senhor Primeiro Ministro: Ponha a mão na consciência; perceba o mal que está a fazer ao país e tenha um gesto de humildade: saia!]

por josé simões, em 15.03.13

 

 

 

«[…] restaurámos a credibilidade do Estado Português!

 

Um ano depois, Portugal tem o maior endividamento da Europa; a maior carga fiscal de sempre; a maior despesa pública de sempre; o maior desemprego de sempre.

 

Um ano depois, Portugal é uma Nação em que a esperança é cada vez mais rara; e em que os vexames internacionais são cada vez mais frequentes.

 

A forma como o Primeiro-Ministro conduziu o país, conduziu o País até aqui. […] é apenas um expressivo exemplo de como o sr. é um PM de quem hoje se pode dizer que tem contactos curtos e intermitentes com a realidade.

Senhor Primeiro-Ministro: alguém tem de lhe dizer que o senhor é o homem errado para esta hora difícil.

 

Os Portugueses sabem que qualquer semelhança entre o que o PM disse, antes das eleições, e o que o PM fez, depois das eleições, é uma mera coincidência.

 

Como sabe, há quem diga que é possível enganar muita gente, pouco tempo; ou pouca gente, muito tempo; o sr. foi mais longe e quis enganar toda a gente ao mesmo tempo. É por isso que hoje, em Portugal, os satisfeitos são poucos e os desiludidos são imensos.

 

São:

os jovens, cada vez mais desamparados para encontrar um emprego; os casais desempregados, a quem aceitou dar e logo retirou um apoio melhor; os idosos, a quem penalizou na pensão e vai penalizar nos remédios; as PME’S, sufocadas entre o crédito que já não há e os impostos e contribuições que vêm aí; os professores, a quem nenhum outro político destruiu tanto o brio e a motivação;

 

Blah, blah, blah, continua, continua, com ar sério, responsável e prenhe de "sentido de Estado", e acaba assim:

 

Perante o declínio económico de Portugal;

 

- Perante o impasse político que descrevi, é minha obrigação dizer aqui o que em consciência penso e também o que o meu patriotismo reclama:

 

- Senhor Primeiro Ministro: o Senhor é o passado e já não recupera; os Portugueses não o vêem como solução, vêem-no como problema; acham que quem nos trouxe a esta crise não é capaz de nos tirar desta crise.

 

Ponha a mão na consciência; perceba o mal que está a fazer ao país e tenha um gesto de humildade: saia!»

 

 

 

 

 

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