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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| A estupidez de Miguel Relvas não tem limites

por josé simões, em 18.02.13

 

 

 

O pai e a mãe gostavam de fado ou de música ligeira, os filhos de rock e/ ou jazz; o pai e a mãe vestiam clássico com ceroulas e camisa interior, os filhos jeans e a camisa interior do pai passou a t-shirt. Já nem falo nos cabelos. O choque de gerações esbateu-se com o cinema e a rádio, depois com a televisão, até as barreiras e os muros desaparecerem de vez por via da internet e da globalização. Morreu. É preciso, portanto, deitar mão a algo mais violento de modo ressuscitar o "morto" de modo a atiçar e assolar a chusma, dividindo, para reinar, a população entre novos e velhos, deserdados do sistema e privilegiados. Só que o argumentário, de tão estúpido que é, morre logo à nascença por via dos 40% de jovens desempregados estar a viver a expensas dos instalados do sistema, os pais, e os mais não sei quantos por cento de pais que vivem neste momento a expensas de outros privilegiados, os avós e as suas reformas, que depois de velhos e de uma vida inteira de trabalho voltam a ser outra vez pais que sustentam os filhos e os netos. Suponhamos, e seguindo o "raciocínio" do ministro da Propaganda, que os "instalados" e "privilegiados" deixavam de "travar todas as ambições" e davam o lugar aos novos, o que é que acontecia, os filhos, com os salários incomparavelmente mais baixos que os progenitores por causa do aumento das mais-valias da competitividade e emprego, a sustentar os pais e os avós e ainda mais os seus filhos?

 

A estupidez de Miguel Relvas não tem limites, assim como o seu argumentário maldoso e rancoroso.

 

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