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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A crise no PSD, vista por alguém que não é do PSD; nem pouco mais ou menos

por josé simões, em 03.08.07

Não há cavaquistas de primeira e de segunda” disse Luís Filipe Menezes, tentando desvalorizar os apoios recebidos por Marques Mendes para as directas de Setembro. “No PSD somos todos cavaquistas, eu próprio fui membro do Governo do professor Cavaco Silva” acrescentou. Pois. Sem saber (?) Menezes colocou o dedo na ferida, porque é de uma ferida que se trata. É o grande problema do PSD: à espera de um qualquer Cavaco vindo do nevoeiro. Até na mitologia lusa o PSD consegue ser o maior partido português. A época Cavaco primeiro-ministro tem um efeito negativo no PSD, inversamente proporcional ao que de positivo foi feito, também à época, no país. Enquanto o PSD não perceber isto, e enquanto não conseguir encontrar dentro de si a cura para sarar a ferida, continuará a ser terreno fértil – era para usar o termo “pasto” – de personagens como Durão Barroso, Santana Lopes ou Menezes. Sim, porque Menezes não é mais que uma remake de Santana. A outra face da moeda, só que desta feita a Norte.

 

Como já foi referido no título – não sou do PSD, nem pouco mais ou menos –; se fosse militante ou simpatizante, e se fosse crente diria: “Deus tenha piedade do PSD!