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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A ponte é uma passagem, a ponte é uma miragem (II)

por josé simões, em 02.08.07

Como aqui já havia sido referido, a concretizar-se esta notícia, «A terceira travessia do Tejo poderá ser debaixo de água: o estudo encomendado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) sobre o novo aeroporto vai analisar a viabilidade de a terceira travessia se realizar no eixo Beato/Montijo. (…)foi contratado um consultor internacional, cuja identidade não revela, para avaliar se é viável deslocar a terceira travessia do corredor previsto pelo Governo - Chelas/Barreiro - para o corredor Beato/Montijo.» (Ler na íntegra aqui). estamos perante mais um duro golpe nas aspirações a uma boa qualidade de vida, pelas populações da margem sul em geral, e em particular, por aqueles que habitam os concelhos do Barreiro, Almada, Seixal, Setúbal e Palmela, e que, diariamente, sofrem com os constantes engarrafamentos na Ponte 25 de Abril.

 

Fazer depender a construção da ponte Chelas-Barreiro da localização do novo aeroporto ou até da linha ferroviária de alta velocidade não é politicamente honesto. Uma ponte ou um túnel Beato-Montijo não invalida a construção de outra ponte ou de outro túnel no eixo Chelas-Barreiro. São coisas totalmente diferentes; nada têm a haver uma com a outra. Uma vai servir um aeroporto; a outra vai servir a população de um distrito em particular, e de um ponto de vista mais vasto, todo um país.

 

Post-Scriptum: Para a coisa ficar completa, há que acrescentar a necessidade de outra travessia do Tejo – a ligação Trafaria-Oeiras.

Quando é que as Câmaras da margem sul percebem a necessidade de se organizarem, de modo a formar um grupo de pressão sobre o poder político central, para a resolução destes problemas?