O "combate à tirania"
Dois bandidos, a contas com a justiça dentro de portas, resolvem bombardear um país terceiro.
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Dois bandidos, a contas com a justiça dentro de portas, resolvem bombardear um país terceiro.
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Untitled, 1970
William Eggleston
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"Do alterne para o Conselho de Segurança da ONU", não é o Imprensa Falsa mas dava uma série Netflix e peras. Mas Hillary Clinton foi chamada a depor sobre ligações a Epstein.
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Que Passos Coelho tenha ambições políticas e que um regresso esteja no seu horizonte mais ou menos próximo é legitimo porque vivemos numa democracia, coise e tal, rebéubéu, e outras banalidades assim que é costume dizer-se. A questão nem é essa, apesar de ser sempre "analisada" cof, cof, nas televisões por esse prisma. A questão é que em 51 anos de democracia e 56 depois da morte do homem que governou Portugal durante 36 anos, o país não se ter libertado da figura do homem providencial, parco de palavras, vida sóbria, sem gastos supérfluos, que vai pôr ordem nisto tudo e isto tudo na ordem, fazer reformas, coise e tal, rebéubéu, e outras banalidades assim que é costume dizer-se, mesmo que não tenha feito reforma nenhuma e que a única reforma que tenha feito tenh sido cortar, cortar, cortar, transferir do trabalho para o capital. Um salazarinho.
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Agora imaginem isto com outro governo, um governo PS, por exemplo, pagar a putos para andarem no comboio a distribuir folhetos onde as pessoas são aconselhadas a saírem a meio da viagem de uma composição cheia, esperarem 10 minutos na plataforma, para apanharem outra, também à pinha, que vem atrás supostamente mais vazia. O frenesim nas redes, o caos nas televisões, painéis de debate, os comentadeiros das cheias, dos incêndios, da criminalidade urbana, especialistas em caminho-de-ferro. Palavras para quê, é um artista este Miguel Pinto Luz. Ah e coise, o investimento público, a mobilidade urbana, a aposta na ferrovia, a descarbonização, e o caralho.
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Luís Montenegro, quando fala normalmente, quando fala do que sabe, não diz "com ue", "vou ue", "estou ue", "oi je" etc, só o faz quando começa a enrolar conversa, a inventar, para não dizer a mentir. Isso e o discurso carregado de adjectivos, muito adjectivo para pouco substantivo, usar três paginas A4 para dizer o que pode ser dito num parágrafo. Assim se explica o caudal do Mondego em articulação com Espanha e aqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida. Vale o que vale mas no universo dos pantomineiros há coisas que nem a melhor agência de comunicação consegue corrigir ou evitar.
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Passos Coelho acredita que a nomeação do até agora director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna abre um "precedente grave". Laborinho Lúcio, Daniel Sanches, Fernando Negrão, António Borges, mas nesta altura a política do D. Sebastião da direita era outra. O problema nem é o pantomineiro do pin insistir em não ir morrer longe, o problema são as viúvas e os órfãos desta política de conversa enrolada com voz colocada, vazia, sem substância, um senhor doutor, como diz o povo.
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Mesmo sem acordo com os sindicatos, ler a UGT, o pacote laboral é para levar até ao Parlamento, "porque este governo é reformista", Maria do Rosário Palma Ramalho, alegada ministra do Trabalho. Luís Montenegro, que levou duas semanas para perceber o que lhe tinha acontecido nas presidenciais e nomeou Luís Neves, afinal só percebeu metade.
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Fulano é preso por desfalcar um lar da terceira idade, uma colectividade, assaltar uma farmácia; sicrano é detido por tráfico de droga, por lenocínio, exploração de mão de obra escrava; beltrano é preso por violência doméstica, abuso sexual de menores, um crime qualquer, não interessa, chegamos ao Xis, antigo Twitter, e metemos "Mais um bandido. Vai-se ver e é daquele partido que a gente sabe", sem nunca nomear o partido e, automaticamente, a vara anónima do taberneiro sai dos bueiros em acção concertada. E isto é absolutamente maravilhoso, são feios, porcos e maus, e não só sabem que são feios, porcos e maus como o assumem à partida, e à chegada, sem sequer serem nomeados.
[Nas imagens alguns exemplos tirados à sorte]
Quem não se sente não é filho de má gente, é o mundo ao contrário.
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Diz que "Governo gasta 11 mil euros em maquilhagem e cabeleireiro", os mesmos que andaram meses nas redes a martelar a tecla "Luís, achas que fica bem assim? Ou fica melhor assim?". A filha da putice fica-vos tão bem...
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Foram precisas duas derrotas consecutivas em três semanas, o apoio a Marques Mendes na primeira volta e a sonsice de não tomar partido na segunda, para Luís Montenegro perceber que o chão lhe estava a fugir debaixo dos pés, mais vale tarde que nunca, que na narrativa do "tacho", da "corrupção", da "bandidagem", do "imigrante", do imigrante associado à bandidagem, os fiéis do taberneiro são como a canção dos GNR, "sinto-me uma fotocópia prefiro o original". O "efeito Seguro" obriga a mudança de rumo, ainda antes de Seguro tomar posse, para ver se consegue estancar a sangria no PSD, e até já há ministros, como o inefável Leitão Amaro, em operação de contorcionismo como se nós não nos lembrássemos todos do que era dito até há poucas semanas. José Luís Carneiro que se cuide.
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A reacção da vara chegana, concertados nas redes em ataque cerrado ao futuro ministro, mostra o receio do que Luís Neves possa fazer para limpar e meter ordem na coutada do partido da taberna nas redes, é que o homem lida com factos e com números, não embarca em percepções.
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Sign O' The Times, Capítulo CCCXXIX