Da série "Grandes Primeiras Páginas"
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A primeira página North by Northwest de Alfred Hitchcock do francês L' Express.
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A primeira página North by Northwest de Alfred Hitchcock do francês L' Express.
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Não há maior legitimidade em democracia do que a das populações decidirem, directamente ou por interposta pessoa - o poder autárquico eleito, o que é do seu interesse e bater o pé ao poder do Estado central, se for caso disso, e no caso da prepotência de um Estado que decide primeiro e pergunta depois ao invés de encontrar alternativas e negociar soluções. O que é que António Costa vai fazer a seguir, obrigar as populações a trabalhar na construção do aeroporto e depois deportá-las para [re]povoar as Beiras ou o interior de Trás-os-Montes?
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Uma primeira página que nunca existiu.
Dos estudiantes crean una campaña que recuerda que el machismo mata más que el coronavirus en España
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O célebre "temos de fazer mais com menos" com que Pedro Passos Coelho nos brindou durante os quase cinco anos de Governo da troika explicado com um desenho.
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Em 1970 Walid Ebeid pintou The Immigrant, uma cena que viria a ser banal 50 anos depois nas praias do sul da Europa.
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Thousands of Migrants Attempt to Cross Into Europe From Turkey
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Donald Trump "revelou que Mike Pence, vice-presidente, ficará directamente responsável por gerir a resposta norte-americana ao surto de coronavírus". Naquela linguagem básica, imagem de marca, de fazer envergonhar uma criança da escola primária disse que o país está "muito, muito pronto" para qualquer eventualidade relacionada com o COVID-19. E Mike Pence não perdeu tempo, meteu mãos à obra e reuniu um "coronavirus emergency team". Vai tudo correr bem, estamos conversados.
[Na imagem "Mike Pence and his coronavirus emergency team praying for a solution"]
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Já estamos todos habituados à pobreza de léxico e ao discurso infantil, capaz de envergonhar uma criança da escola primária, de Donald Trump, o oito a seguir ao oitenta Barack Obama. Custou mas foi, não há nada a que o ser humano não se habitue.
Já estamos todos habituados à boçalidade de Bolsonaro e à burrice de Abraham Weintraub, o ministro da Educação do Brasil que escreve "imprecionante", "suspenção" e que confunde Franz Kafka com kafta, um prato árabe.
Agora vamos habituar-nos à ignorância, aos erros ortográficos, aos erros de concordância, à confusão de conceitos do líder do Chaga [não é gralha]. "Bertol Brecth", "Dostoywesky", "massiço", "chisato", "solarengo", "despoletar", "há dez anos atrás", "buçal", replicados pelos aios e escudeiros, gente que não sabe a diferença entre um acento grave em "à" e um acento agudo em "ás" e que se calhar até pensa que é assento, que escreve República sem acento agudo no u, que confunde Presidência com Previdência, ou talvez não, nas mãos do líder Ventas seria "Previdência e Abono de Família". Gente que nos idos de quem têm saudades apanhavam 25 reguadas em cada mão e iam para o canto da sala com umas orelhas de burro enfiadas cornos abaixo.
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Muitos milhares de mortos depois, Donald Trump, com um discurso tão elaborado e sofisticado que é capaz de envergonhar uma criança na escola primária, informa as famílias dos soldados e dos civis mortos debaixo da Stars and Stripes que vai fumar o cachimbo da paz com os inimigos dos Estados Unidos, inventados pelos amaricanos para combater os soviéticos nos idos da Guerra Fria, por detrás do pesadelo nine eleven e de todas as atrocidades que se lhe seguiram, do desrespeito aos direitos humanos e à convenção de Genebra, escudados no Patriot Act e na opacidade de Guantánamo, no trânsito pelas prisões secretas da CIA um pouco por todo o mundo, agora com a nobre missão de matar terroristas que já não são, quiça elevados à categoria de "combatentes da liberdade. "Vão matar pessoas muito más", os do ISIS, inventados pelos amaricanos quando foram inventar uma guerra onde ela não existia, e no yankee "maldómetro" [inventei agora, o aparelho que mede a maldade] mais maus que os ex-maus talibans. Quantos metros, quilos ou litros mede a maldade na ambição imperial americana?
[Imagem]
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Este fim-de-semana foi assim.
Lullaby ~ The Cure
[7" vinyl]