Porque hoje é sábado
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His Dream, 1964
Fan Ho
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His Dream, 1964
Fan Ho
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António Costa, "o maravilhoso", "o optimista nato", "o fazedor de impossíveis", "o construtor de pontes", "o coise" assombrado pelos mortos de 2017 e com as eleições no horizonte de 2019, optou por um profissional da propaganda para o Ministério da Administração Interna sem perceber que tantos anos depois do 25 de Abril de 1974, quase tantos quantos o que António Costa, "o maravilhoso", "o optimista nato", "o fazedor de impossíveis", "o construtor de pontes", "o coise" leva de vida política, as pessoas não querem ver os cargos ocupados por marabalistas e chutadores para canto profissionais mas por competentes e profissionais que sabem dar a cara e assumir responsabilidades na hora e dizer "pedimos desculpa, metemos os pés pelas mãos, vamos de imediato corrigir e não se torna a repetir nunca mais, pelo menos enquanto eu [ele] ocupar este cargo". Se António Costa não percebe isto não percebe nada. Nem ele nem o ministro da propaganda a ainda viver no pior dos 80's da vida política nacional, só lhe falta um pin na lapela com a bandeira portuguesa. E alguém devia explicar a ambos o velho ditado português "quem brinca com o lume acorda mijado".
[Imagem]
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Um sonso chico-esperto que passou os últimos dois anos a arengar o Governo e a 'Geringonça' e o Governo da 'Geringonça' e a 'Geringonça' cúmplice que apoia o Governo, pela falência dos serviços públicos, porque faltam médicos, porque faltam enfermeiros, porque faltam tarefeiros, e porque faltam administrativos que até para tirar o cartão de cidadão é uma tourada à antiga portuguesa nunca antes vista, propõe-se, caso ganhe as eleições, lagarto lagarto lagarto, truz truz truz, "impor medidas de gestão, eliminar desperdícios, emagrecer a administração pública", o célebre "fazer mais com menos" de Passos Coelho com os resultados conhecidos, e para captar simpatias da opinião pública, farta até à raiz dos cabelos do Comissário Mário Nogueira, lança a bisca, que mais não é que uma casca de banana, "por exemplo, há professores a mais, infelizmente". Engana-se a ele e a quem quiser ser enganado por ele.
[Imagem «Victor Cobo, “I Can Talk to Squirrels” Fort Bragg, CA, 2018, Archival Piezography pigment print; Courtesy of ClampArt, New York City»]
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A primeira página do The Independent.
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Para memória futura a lista da vergonha com os nomes dos deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS, e um pelo PS, que pediram ao ao Tribunal Constitucional a fiscalização de medidas sobre identidade de género no ensino:
Miguel Morgado
Fernando Negrão
Nilza de Sena
Bruno Vitorino
Maria Luís Albuquerque
Leonel Costa
Joel Sá
António Topa
Emília Cerqueira
José Carlos Barros
Carla Barros
Luís Leite Ramos
Hugo Soares
José Matos Rosa
Luís Vales
Filipe Anacoreta Correia
Carlos Silva
Cristóvão Crespo
Emília Santos
Germana Rocha
António Costa da Silva
Conceição Bessa Ruão
Duarte Pacheco
Paulo Neves
Vânia Dias da Silva
Hélder Amaral
Sandra Pereira
João Almeida
Emídio Guerreiro
Helga Correia
Pedro Mota Soares
Inês Domingos
Cristóvão Norte
António Ventura
Susana Lamas
Manuel Frexes
Rui Cruz
Andreia Neto
Ilda Araújo Novo
Isaura Pedro
Luís Marques Guedes
Carlos Abreu Amorim
Carlos Páscoa
Bruno Coimbra
Clara Marques Mendes
Rui Silva
José António Silva
Jorge Paulo Oliveira
Sara Madruga da Costa
Berta Cabral
Ricardo Batista Leite
Amadeu Albergaria
António Carlos Monteiro
Liliana Silva
Fátima Ramos
Isabel Galriça Neto
Pedro Roque
Sérgio Azevedo
Ana Sofia Bettencourt
Ana Oliveira
Patricia Fonseca
Marco António Costa
Ulisses Pereira
Maria das Mercês Borges
Paulo Rios de Oliveira
Ângela Guerra
Regina Bastos
Firmino Pereira
Pedro Pinto
Telmo Correia
Nuno Serra
Maurício Marques
Manuela Tender
Feliciano Barreiras Duarte
Duarte Marques
Pedro do Ó Ramos
Luís Pedro Pimentel
Joana Barata Lopes
João Rebelo
João Gonçalves Pereira
Carlos Peixoto
José de Matos Correia
Pedro Pimpão
Álvaro Castelo-Branco
Miranda Calha
[Imagem "Federico Fellini on the set of Satyricon" phorographed by Mary Ellen Mark, 1969]
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Dizia na televisão um habitante do concelho de Mação que o fogo deste ano seguiu exactamente o mesmo trajecto seguido pelo fogo de 2017. Não é muito difícil prever qual vai ser o sentido do fogo no ano de 2021. E é assim de há vinte e tal anos a esta parte, desde que inventaram o "petróleo verde", que ia tirar as pessoas da miséria, sem nunca ninguém ter informado as pessoas que as pessoas que sairiam da miséria eram outras pessoas e que davam pelo nome de accionistas e proprietários das celuloses, enquanto o dinheiro dos nossos impostos anda em bolandas todos os verões para resgatar pessoas e bens vítimas do petróleo verde já que a bio-diversidade e o ambiente caminham irreversivelmente para a desertificação, a seguir à desertificação humana às mãos das más escolhas políticas.
Daí o interessante da sondagem saída hoje no Jornal de Notícias, um dia depois depois do presidente da Câmara de Mação ter vindo apontar o dedo ao Estado, ler "o Governo", pelo incêndio, o tal que faz exactamente o mesmo trajecto todos os anos em que há incêndios, e no dia em que o presidente da Câmara de Vila de Rei aparece a repetir o mesmo missal, o falhanço do Estado, ler "do Governo".É que daqui até às eleições de Outubro ainda há muito Verão pela frente e muita campanha suja para fazer com préstimo impagável das televisões, todas no terreno sedentas de sangue e de miséria alheia.
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Os sais de fruto ENO ofereciam um foguete em plástico, tamanho de um dedo indicador. Uma base-recipiente tripé em encarnado, que vermelhos eram os comunistas, e uma cápsula-foguete branca, oca. Na base colocava-se um cadinho de sal de fruto com água, punha-se em cima a cápsula e a efervescência disparava a Apolo 11 em direcção da Lua no candeeiro do tecto. Weeeee! Lá ia ela com o Armstrong, o Neil e o Buzz a bordo. Não havia sal de fruto que durasse lá em casa até a mãe ter dado sumiço ao foguetão. Nunca lhe perdoei o atentado. No tempo em que o mundo era uma coisa simples e havia bandos de putos a brincar na rua e pouca gente tinha televisão. Passávamos na porta das tabernas, cafés era noutro bairro, todas apinhadas de casacos de pescadores de pescoço no ar e pontas de três vintes e definitivos e kentuques castanhos no canto da boca a olhar para o ecrã, vá-se lá saber porquê, sempre em cima duma prateleira a dois metros e meio do solo, uma imagem rançosa a tremer a preto-e-branco e ainda tremia mais quando passavam os escapes das zundappes e das casais na rua, carregados bairro acima com tudo o que se pudesse carregar. Tintos traçados e dominó na mesa de tampo de mármore branco na terra e o homem na Lua. É mentira, é treta dos amaricanos, pode lá ser?! E depois aquela sala de controlo cheia de homens com o cabelo cortado à homenzinho, por cima da orelha, todos muito bem penteadinhos e barbeadinhos, de camisa branca e gravata muito alinhadinha, sempre a olharem para uma televisão, à sua frente num painel cheio de botões. Cada um tinha a sua, amaricanices, não era como na taberna do João Bicho, uma televisão para todos. Anos mais tarde quando veio a invasão dos Helders a fazerem perguntas escondidas atrás da palavra do Joseph Smith ainda houve alguns que lançaram "olha os amaricanos da NASA!".
[Imagem]
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Este fim-de-semana foi assim.
Man On The Moon ~ R. E. M.
[7" vinyl]
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Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade
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[Douglas Coupland na capa de Agosto da Wallpaper]
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Circles, 1957
Fan Ho
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A capa do Der Spiegel.