"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Semanas depois do cónego Melo de Nuno Melo do CDS ter reescrito no Jornal de Notícias a enésima crónica onde fala do comunismo e dos direitos humanos e da Venezuela e de Cuba e do Vietname e dos direitos humanos e da União Soviética e do estalinismo e do trotsquismo e dos direitos humanos e do PCP e do Bloco de Esquerda e da ala do Bloco de Esquerda no PS e dos direitos humanos, o partido comandado por Viktor Orbán, amigo de Duarte Marques do PSD, à frente dos destinos da Hungria e camaradas de bancada de Paulo Rangel do PSD e do cónego Melo de Nuno Melo do CDS no Parlamentar Europeu, o Partido Popular Europeu:
Lamento, mas esta notícia da transferência de Cristina Ferreira da TVI para a SIC, onde vai ganhar mais que o presidente do grupo de comunicação proprietário do canal, diz muito mais de nós, enquanto país e enquanto nação, do que propriamente da luta de audiências entre canais de televisão.
Embalada pela vitória na aprovação da Lei da Cópia Privada, que lhe permite extorquir dinheiro aos cidadãos para distribuir pelos associados, a Sociedade Portuguesa de Autores acha-se agora no direito de poder retirar às famílias os cadáveres dos entes queridos, contra a sua vontade e contra a vontade do defunto, porque "representa 26 mil autores de todas as áreas e tem 93 anos de existência".
O site de saúde Healthline, juntamente com a Rede de Educação Gay, Lésbica e Heterossexual (GLSEN) e Advocates for Youth, publicou o Guia LGBTQIA sexo seguro, que expande a atual terminologia sexual.
Estes milhares de fugidos da fome, da miséria e da morte na Venezuela a aguardar atribuição de nacionalidade em Portugal, são pessoas que não lêem o Avante! , caso contrario sabiam que está tudo bem, deixavam-se ficar quietinhos lá no seu sítio e não fugiam, para Portugal ou qualquer outro país, na Europa ou ali à volta do seu.
Não sei o que é mais surpreendente, se o argumentum ad hominem do PSD no Twitter à jornalista Sofia Rodrigues do Público, se a "curtição" da TSF ao ataque do PSD.
Corria o ano de 1979 e o PPD, com Marcelo Rebelo de Sousa como deputado, votava contra a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde que daria lugar à lei 56/79 que criou o Serviço Nacional de Saúde.
Corre o ano de 2018 e o PPD/ PSD de Rui Rio mete Rui Raposo, administrador do Mello Saúde, grupo privado que gere os hospitais CUF, num grupo de trabalho que propõe meter o Estado a pagar ao sector privado a prestação dos cuidados de saúde, a mesma lengalenga da "liberdade de escolha" usada nos idos de Passos Coelho para privatizar a educação.
O PS, todo muito de esquerda e sem se rir, saiu logo a terreiro a condenar e desmascarar a tramóia, depois de ter arrumado o relatório Arnaut/ Semedo para uma nova Lei de Bases da Saúde no fundo da gaveta mais funda e ter metido Maria de Belém Roseira, consultora do grupo privado Luz Saúde, um sucedâneo da Espírito Santo Saúde, e ex consultora da Euromedics e Merck a rever a Lei de Bases da Saúde.
Honestidade e transparência, há coisas que nunca mudam.
A direita radical finge não perceber a diferença entre liberdade de expressão e dar palco, principalmente quando o dar palco permite às "tropas SA", do género Marine Le Pen, dizerem em público aquilo que a direita radical só se atreve a pensar em privado mas que tem o condão de causar o "choque e pavor" nas massas, elas não matam mas moem, e que permite a aceitação de medidas cerceadoras dos direitos e garantias, em nome da segurança e da liberdade, uma vez a direita radical chegada ao poder. Silly season my ass!