"a realidade tira o tapete à ideologia", capítulo IV
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"a realidade tira o tapete à ideologia"
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"a realidade tira o tapete à ideologia"
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O David Crisóstomo e o Vargas meteram mãos ao trabalho e fizeram aquilo que nunca ocorreu à Assembleia da República fazer: facilitar a vida e a movimentação aos cidadãos. Hemiciclo. O site, a conta Twitter.
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Aquele senhor que passou quase 5 anos de uma legislatura a tentar meter desempregados contra trabalhadores no activo - os direitos adquiridos, e a meter desempregados, principalmente os jovens, contra reformados e pensionistas - não descontaram para receber o que recebem, alguns deles a suportarem com as magras reformas filhos e netos no desemprego, vítimas do "ajustamento, fala agora em "maior coesão geracional". Não podemos diabolizar os reformados depois do "não podemos diabolizar o FMI" e do "não podemos diabolizar o eucalipto".
Aquele senhor que mais desigualdades e miséria provocou em 5 anos de governação reduzindo o debate à despesa do Estado e às "gorduras do Estado", gerindo o Estado na lógica de quem gere uma família, cortando a eito subsídios e comparticipações numa altura em que as pessoas mais deles precisavam diz agora que "não podemos reduzir o debate à despesa do Estado".
Aquele senhor que publicamente lamentou que durante os quase 5 anos de duração da sua legislatura a única reforma que ficou por fazer foi a da redução dos custos do trabalho lamenta agora que em Portugal só uma percentagem reduzida da população pague IRS.
Aquele senhor que durante quase 5 anos de legislatura reduziu o subsídio de desemprego - nos montantes a pagar e na sua duração temporal, e que quase eliminou o RSI, aparece agora preocupado com a necessidade de definir um "patamar mínimo para a sobrevivência".
Aquele senhor que fez a "reforma da Saúde" cortando salários, aumentando a carga horária dos profissionais, pagando o máximo a empresas de trabalho temporário para contratarem pelo mínimo e atribuindo competências a empresas privadas, Misericórdias e IPSS; aquele senhor que fez a "reforma da Educação" congelando salários e progressões nas carreiras, congelando contratações e aumentando o número de alunos por turma, reduzindo verbas no ensino público enquanto atribuía competências a colégios privados em duplicação de oferta nas áreas cobertas pelo Estado; aquele senhor cujo vice-primeiro-ministro apresentou um "Guião Para A Reforma do Estado" com meia dúzia de generalidades e banalidades em meia dúzia de folhas A4 em Times New Roman tamanho 24 diz que agora "não se discutem reformas".
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"a realidade tira o tapete à ideologia"
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Este fim-de-semana foi assim.
The House of Rising Sun ~ The Animals
[7" vinyl]
Acusar um candidato autárquico de pára-quedismo, de nunca ter posto os pés na terra, de não saber do que fala e de estar ali apenas por oportunismo, político ou outro, é um acto de racismo e xenofobia. Belo serviço que se presta às Le Pens deste mundo com esta desvalorização da xenofobia.
[Imagem de autor desconhecido]
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[Daqui]
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Young fishermen at Fisherman's Wharf, San Francisco
Fred Lyon
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É nos dias que correm o argumento dos argumentos invocado pela direita radical quando não tem argumento: a liberdade de expressão contra a censura e o silêncio.
[Imagem]