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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Tempos modernos

por josé simões, em 25.11.16

 

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Quando era puto todos os pantomineiros eram "industriais" e assim que chegávamos ao Alentejo eram "agrários". Agora todos os pantomineiros são "empresários", quer seja no interior ou no litoral industrializado. Com um pormenor não despiciendo: é que dantes, quando os "industriais" e os "agrários" se identificavam, as pessoas sabiam logo o que ali vinha e ficavam de pé atrás, agora os "empresários" são tratados com uma vénia e um salamaleque, quando não por "doutor", têm tempo de antena nos debates e fórum que se preze, na rádio ou televisão, tem duas ou mais chamadas telefónicas de empresários com análises de pasquim, profundas, ao clima económico e à acção governativa, têm associações de classe e até se dão ao luxo de exigir do Governo.


[Imagem]

 

 

 

 

Só, advérbio de exclusão

por josé simões, em 25.11.16

 

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A assinalar só que todos os militantes de grupos e grupelhos esquerdalhos e esquerdistas maoistas-estalinistas com a designação de partido, organização ou movimento, com éme éle entre parêntesis numa bandeira com estrelas, foice e martelos, rodas dentadas e enxadas, e que estiveram mais ou menos, directa ou indirectamente envolvidos no 25 de Novembro de 1975, acabaram todos nos partidos do "arco da governação" e alguns até ministros e secretários de Estado. Só. E "o mais impressionante é como tanta gente se acovarda hoje". Só.


[Jaime Neves na imagem]

 

 

 

 

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