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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A "conjuntura"

por josé simões, em 14.11.16

 

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As pessoas, qualquer que seja a idade que tenham, que façam um exercício de memória e tentem lembrar-se qual a vez em que foi preciso arrancar, a ferros, um aumento salarial, um aumento do salário mínimo, um aumento do subsídio de refeição, um migalha que tenha sido, que não tenham levado como resposta-argumento-justificação um "a conjuntura...", "isto está mau...", "a crise..." e, mais recentemente, em período do economês sem mestre dos tempos modernos, com a "produtividade indexada" e as "contrapartidas do Estado", a chico-espertice de pôr o próprio trabalhador que vai receber a esmola a subsidiar o patrão que a vai dar, a contragosto.


Pensem numa data, só uma, qualquer que tenha sido.


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Válvula de escape

por josé simões, em 14.11.16

 

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Enquanto a tropa de choque da biqueira de aço, com as provocações avulsas e os raides cirurgicamente seleccionados, vai tomando o pulso ao fedback da rua e à reacção e capacidade de resposta do Estado pelas polícias, os engravatados e de cara lavada servem como válvula de escape à direita responsável do "sentido de Estado" e do "arco da governação" com o que insinua dizer e com o que não pode dizer aos ouvidos da opinião pública mas vai deixando escapar embrulhado em papel discurso de economês e competitividade.


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