"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Se fosse um qualquer ministro era "a promiscuidade entre o jornalismo e o poder político", como é o presidente do Sporting a passar spin, antigamente conhecido como agit-prop, com o nome de "coluna de opinião", duas páginas de jornal, do jornal até há meses entidade patronal de Nuno Saraiva, actual responsável pela comunicação do clube, e a usar léxico, construção gramatical e semântica até hoje desconhecidas no discurso facebookiano e demais flash interviews trauliteiras de Bruno de Carvalho nos finais dos jogos e entrevistas mal-amanhadas em telejornais – uma revelação que surpreendeu até os mais desligados destas coisas do pontapé-na-bola, está tudo bem e não vem daí grande mal, nem ao mundo nem ao jornalismo, não necessariamente por esta ordem.
Pessoas que apontam o ódio contra a liberdade nascido do fanatismo igualitário inspirado por Rousseau e materializado na mãe de todos os males do mundo moderno - a Revolução Francesa, também nos explicam que antes da dita cuja Revolução Francesa e antes do maldito-seja-o-seu-nome Rousseau tudo corria às mil-maravilhas na Europa, em geral, e em França, no particular; liberdade, igualdade e fraternidade, justiça social, educação e qualidade de vida, carga fiscal justa, tratamento digno para todos os súbditos [cidadãos é modernice revolucionária e adjectivo que se quer substantivo, logo subversivo], a normalidade a que os revolucionários vieram pôr termo, os revolucionários nascidos do nada, de geração espontânea, sem causas, só com efeitos e acima de tudo obstáculo epistemológico à evolução na continuidade.