Porque hoje é sábado
Mrs Tandy cleaning her backyard, Sheffield, 1969
Nick Hedges
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Mrs Tandy cleaning her backyard, Sheffield, 1969
Nick Hedges
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Depois de quatro anos e meio ministra no Governo da direita radical a cortar pensões, reformas e pensões de viuvez a pagamento, a pôr fim ao complemento solidário para idosos, a eliminar comparticipações e isenções diversas e consequente aumento de taxas:
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De manhã foi no Opinião Pública, o Twitter dos netexcluídos na televisão do militante n.º 1 – SIC Notícias, uma senhora deputada anónima do PSD, de que não vai rezar a História, que o PSD não tinha nada a ver com a lei das apresentações periódicas para desempregados, frisando que foi tudo invenção e criação do PS, mas que agora o Bloco e o PS acabam com um mecanismo, o termo de identidade e residência, que servia para aproximar os cidadãos da administração pública. Quase 5 anos de Governo da direita radical a destruir a administração pública em nome da poupança gordurenta do Estado, a fechar repartições e departamentos, a reformar freguesias, a encerrar postos de saúde e tribunais, a litoralizar ainda mais o país, para afinal termos de encarar o desemprego como uma oportunidade para nos aproximarmos da administração pública. Podia ter terminado com um "por acaso foi ideia minha" mas a pivot passou para os telefonemas dos telespectadores.
À noitinha foi no telejornal que já foi do Mário da t-shirt, o Crespo, também na televisão do militante n.º 1, o ideólogo do pantomineiro do pin – Miguel Morgado, a fazer o pino em directo e a cores para desvalorizar a ida de Durão Barroso para a Goldman Sachs com a crítica de Hollande à ida do mordomo da Goldman Sachs para a Goldman Sachs ter sido manobra de agit-prop para desviar a atenção do eleitor francês do seu cabeleireiro ganhar 11 mil por mês.
Grau zero.
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E se fosse um homem a ocupar o n.º 10 era motivo de comentário e de nota de rodapé a acompanhar o curriculum o facto de não ter filhos? A sonsice numa primeira página manhosa, e nem sequer é o Sun ou o Mail ou o Mirror.
Já nem digo machista, é preciso ser estúpido para fazer publicidade deste nível depois da participação portuguesa no Europeu de Atletismo. E ficamos só por este Europeu para não encalacrar ainda mais o "criativo", ok?
Já nem digo estúpido, é preciso ser um perfeito imbecil para comprar o produto motivado pela publicidade.
[A imagem é minha]
Ambos (Portugal e a Irlanda) puseram em prática grandes esforços, estão a cumprir o que é pedido pelos programas de ajuda e estão no bom caminho.
Wolfgang Schauble, 18 de Abril de 2013
Quando na Alemanha abordamos as políticas de combate à chamada crise europeia falamos sempre da história de sucesso de Portugal. Estamos muito confiantes e não há nenhum problema.
Wolfgang Schauble, 22 de Maio de 2013
Portugal está no bom caminho.
Wolfgang Schauble, 22 de novembro de 2013
Os países-membros que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão.
Wolfgang Schauble, 25 de Janeiro de 2014
Portanto tem razão Maria Luís Albuquerque quando, sentada ao lado de Wolfgang Schauble para grego ver, diz que fosse ela ministra das Finanças e nada disto acontecia, com as metas sempre ajustadas de modo a que a realidade encaixasse na teoria. Na realidade são bombardeamentos preventivos, com o alvo aferido para não sair do caminho definido pelos representantes das Goldman Sachs na União Europeia, não com tanta intensidade como na Grécia porque, afinal de contas, o Partido Socialista é o campeão da Europa e da integração europeia e não uns syrizos-trotskistas quaisquer, ainda que os trotskistas estejam hoje exactamente no mesmo sítio onde estavam os partidos ditos do socialismo democrático na Europa dos anos 50/ 60 do século XX, tal foi a viragem à direita e a perda de identidade.
Da música de Pedro Abrunhosa, morte-lenta a embalar os adeptos e o futebol da Selecção, já ninguém se lembra. Nunca ninguém se lembrou. Apesar da insistência com o tema, nos écrans dos estádios em karaoke, antes, depois e em todos os intervalos possíveis dos jogos e com o próprio, em tournée de playback, aos saltos pelo relvado da Luz num amigável de goleada. Isso agora também não interessa nada, os milhares de euros metidos pela Federação Portuguesa de Futebol no bolso do homem que fala sobre músicas já lá estão. "Vamos lá cambada, todos à molhada", isto é business total, a vidinha custa a todos e os últimos discos têm sido um flop de vendas. Ter amigos é isto.
[A imagem é a primeira página do diário i]
Um dos princípios do Estado de direito democrático é do da irretroactividade das leis, já o da punição preventiva, e por antecipação ao que o futuro nos reserva, parece ficar ao critério de quem lhe apetecer e ao sabor das circunstâncias, que até podem riscar, de uma assentada, a máxima da direita radical-liberal que é o aumento dos impostos sobre as empresas ser inimigo da captação de investimento, contrário ao desenvolvimento económico e à criação de riqueza [não interessa para o bolso de quem].
Se isto faz algum sentido, se não andam todos à nora...
[Imagem de autor desconhecido]
Os meus amigos ingleses, por acaso e só por acaso ingleses porque filhos de portugueses casados com netos de espanhóis, uns, ingleses, outros, porque netos de italianos, italianos de barba rija, que vir de Monte Cassino em 1945, a pé por uma Europa destruída pela II Guerra Mundial, até Newcastle, mesmo lá no norte, onde nunca há verão e o frio parte os ossos, não é propriamente fazer o Interrail ou ir de low cost visitar a muralha do Adriano, esses meus amigos ingleses votam pelo Brexit, não com medo das hordas de emigrantes que iriam assolar a costa da ilha, não por simpatia pelo Farage, antes pelo contrário, não pela chulice ao Estado social bife e ao NHS, não pelos subsídios para nada fazer e as reformas para a vida, mas por causa da 'dictatorship' de União Europeia e pelos não eleitos de Bruxelas, 'before it's too late'.
Duas semanas depois do Brexit ficamos a saber que 54% dos eleitores holandeses desejam um referendo sobre a permanência do país na UE e que 48% votariam para sair, exactamente no mesmo dia em que o Ecofin confirma as sanções para Portugal e Espanha pelo fracasso na implementação das políticas definidas pela tal 'dictatorship' de Bruxelas. E já é demasiado tarde..
Tudo bem portanto.
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A demonstrator protesting the shooting death of Alton Sterling is detained by law enforcement near the headquarters of the Baton Rouge Police Department in Baton Rouge, Louisiana, July 9, 2016. Jonathan Bachman/ Reuters.
Podem as primeiras páginas de um jornal explicar um país?
(Post publicado via android)
Bruxelas quer aplicar sanções a Portugal em 2016 por Governo ter aplicado a política de Bruxelas em 2015 e para prevenir que os objectivos que Bruxelas exige cumpridos por Portugal em 2016 sejam atingidos pela implementação de políticas contrárias ao cânone seguido por Bruxelas.
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As reacções corporativas descabeladas de quem se vê desmascarado apanhado em falso, nunca à verdade dos factos mas ao anonimato de quem, com uma ferramenta simples - conta no Twitter e no Facebook, se limita a desmascarar os truques do jornalismo engagé português e a subtileza da informação manipulada pró facção, sem que haja declaração de interesses como acontece noutros países ocidentais, devia servir de ignição à esquerda, aproveitando a conjuntura do Governo PS com maioria parlamentar Bloco de Esquerda/ CDU, para o arranque de um projecto informativo à imagem do que a direita radical faz com o Observador depois do embrião que foi a defunta revista Atlântico. Vamos a isso?
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