Porque hoje é sábado
Untitled, 1962
Antanas Sutkus
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
Untitled, 1962
Antanas Sutkus
O Passos Coelho que entre 1999 e 2004 não efectuou qualquer contribuição para a Segurança Social sobre os rendimentos do seu trabalho porque julgava que o pagamento de contribuições à Segurança Social não era obrigatório, "estava convencido de que, na época, era opção", é o mesmo Passos Coelho que em 2016 aparece preocupado, quando não apreensivo, com a sustentabilidade da Segurança Social, empenhado na sua reforma, "a desafiar os restantes partidos, em particular o PS, para uma Reforma da Segurança Social, assumindo a aposta de uma comissão eventual no Parlamento que discuta a questão nos próximos seis meses [...], com linhas vermelhas: não há cortes nas pensões, não se muda o sistema de solidariedade geracional e deixa cair o plafonamento das pensões".
Lá mais para frente saberemos "qual é a parte que cabe aos privados".
[Imagem]
Dieselboom, presidente de uma instituição que legalmente, oficialmente, o que quiserem, não existe na União Europeia – o Eurogrupo, avisa o presidente da União Europeia, uma instituição que serve para fazer o que o Eurogrupo quer e que decidiu que deve ser feito, para ter mais atenção à sua credibilidade.
[Imagem]
A passagem de Paulo Portas pela Assenbleia da República resumida numa imagem na primeira página do Diário de Notícias: ele dizia umas coisas e a gente ria-se muito.

Depois da câmara de televisão, estrategicamente colocada na Portela de Sacavém para ver passar El Chapo Sócras, algemado dentro do carro da 'judite' – o jornalista ia a passar por ali e desconfiou que qualquer coisa estava prestes a acontecer; depois das manchetes, todos os dias no Correio da Manha [sem til] e no i, com pormenores detalhados da investigação, condensados ao fim-de-semana no Sol e ditos de viva-voz pela Cabrita na TVI, Ventinhas, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, sem se rir, ou a rir-se por dentro a gozar com todos os portugueses e com o Estado de direito, que
insinuando com o manhoso do Proença de Carvalho, que já foi advogado do bandido El Chapo Sócras, e que agora é presidente do conselho de administração de um grupo de comunicação social, que deve ser precisamente o proprietário do jornal que falta falta fazer primeiras páginas com os pormenores da investigação a El Chapo Sócras que, por qualquer razão, os outros se esqueceram de publicar. Ventinhas que em Dezembro de 2015 já tinha julgado e condenado José Sócrates à porta fechada, e sem possibilidade de defesa.
Se isto fosse com um ministro, com um secretário de Estado, com um presidente de Câmara, com um director-geral de qualquer coisa, com um comandante da polícia ou uma patente militar com responsabilidades superiores na cadeia de comando, por exemplo, se depois destas bocarras não pedisse logo de imediato a demissão, haveria, de certeza, alguém hierarquicamente superior que lhe faria ver a necessidade, irrevogável, de o fazer. Assim vamos ter de levar com ele nas ventas, até que a reforma o chame.
A Fundação Social Democrata da Madeira, que escapou a sanha persecutória do governo da direita radical a fritar toucinho, que é como quem diz a derreter as gorduras do Estado, que é como quem diz a exterminar as fundações, o alfa e o ómega da despesismo socialista do Estado, uma fundação boa, portanto, deve, portanto, 6 milhões e meio de euros ao Banif, que Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque esconderam atrás de Carlos Costa, o apêndice que o governo da direita radical tem no Banco de Portugal, para não inviabilizar a saída limpa que só não o foi por culpa do Costa - o Banif escondido, mais os prejuízos da fundação Mário Soares, que recebeu contribuições do Sócras, por interposta pessoa o patrão, de quem o Costa foi ministro e até foi visitar à prisão quando esteve preso.
Razão tem Miguel Albuquerque, liberal e reformista do Estado e social-democrata [sempre!] da Madeira, escudeiro de Pedro Passos Coelho, que não são amigos de Alberto João Jardim que se foi sentar ao lado de Paulo Rangel naquele congresso dos "3 cães a um osso", quando diz que "em Portugal só quem vai preso é a arraia miúda".
Apoio à banca custou 20 mil milhões de euros aos contribuintes
[Imagem]
O "trabalhar até morrer", que por acaso morreu na Europa do pós II Guerra Mundial com o aparecimento do Estado social como resposta à atracção pelo modelo soviético, ressuscitou, por via da falência e pré-falência do Estado social na Europa pós Thatcher, pelas consecutivas cedências a modelos de sociedade onde imperam a desregulação e a desprotecção total – vulgo liberalismo, sempre em nome dos amanhãs que cantam na globalização das marcas e corporações, ao invés de ser a Europa a impor o seu modelo nas negociações que precederam a abertura de mercados e a circulação de bens e mercadorias, agora diz-se "envelhecimento activo". Quando se trata de ir ao bolso e ao bem-estar do cidadão lá vai o liberalismo do CDS pelo cano.
[A Europa abriu-se à foi para a China na mira de um mercado de não-sei-quantos milhões de consumidores e trouxe de volta uma usina com não-sei-quantos milhões de produtores].
[Imagem]
Primeiro em tragédia, depois em comédia.
[Na imagem o sósia]
É assinalável o esforço que a direita radical faz para inventar um líder, idiota útil à direita, e que, num trabalho de formiguinha, ao mesmo tempo vá minando o Partido Socialista por dentro e a base de apoio da nova maioria parlamentar.
Até eu, que em matérias de partidos políticos e de lideranças partidárias sou muito prático, tenho medo. Medo destas nulidades ideológicas e intelectuais.
[Imagem]
Fátima Roque, doutora, in "Pecados Capitais: a história da queda do Banif", Grande Reportagem, SIC, minuto 32:19.
Uma doutora [de Pretória, meu Deus!] em cima do pedestal de Peter onde se colocou. Ou, como diz o povo analfabeto em gerações de saber adquirido de chapadas na cara, murros no estômago e sofrimento no coiro, "presunção e água benta cada qual toma a que quer", "um burro carregado de livros é um doutor", "nas costas dos outros vês as tuas".
"Ninguém pode fazer com que te sintas inferior sem o teu consentimento". Anna Eleanor Roosevelt.