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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A filha da putice da televisão do militante número 1 não tem limites?

por josé simões, em 30.05.16

 

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Hoje o tema era o alcoolismo entre os jovens. Um casal de actores representava. Ele, a cair de bêbado, queria levar o carro, ela, um bocadinho menos alcoolizada, opunha-se e até procurava ajuda entre os transeuntes. A ideia era testar a reacção do cidadão anónimo. Tudo entremeado com testemunhos de ex-alcoólicos. A dada altura surge "o consumo de álcool entre alunos de uma escola pública" porque, como é por todos sabido, os alunos das escolas privadas não tocam em pinga, é só light e sumos naturais e os afogados no Meco foram-no por hipnotismo. E assim Conceição Lino, na altura certa e na hora certa, que é a altura e a hora em que o país debate o uso de dinheiros públicos para financiar negócios privados na educação onde já há oferta pública, consegue manchar um serviço público de televisão prestado por um canal privado. E se fosse contigo?


[Imagem "Rue Mouffetard, Paris, 1954", Henri Cartier Bresson]

 

 

 

 

Galdeiragem à parte

por josé simões, em 30.05.16

 

 

 

"Cá não há misturas, é tudo boa gente!", na boca dos infantes na manif do Portugal ultramontano, com o alto patrocínio da Igreja Católica e da direita radical. E toda a gente sabe a significado de "boa gente" na boca de muito boa gente. Cada macaco no seu galho. E toda a gente sabe o significado de "misturas" na boca da boa gente que não se mistura. Galdeiragem à parte. "Não somos escolas para meninos ricos nem para betinhos". Manda quem pode, obedece quem deve. O que eles dizem e o que eles omitem e o que eles fazem. E às vezes descuidam-se. Respeitinho é muito bonito. A merecer ralhete dos mestres, os meninos.


[Vídeo]

 

 

 

 

Aproveita-se isto

por josé simões, em 30.05.16

 

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Em 22 519 caractreres de entrevista aproveita-se isto e é com isto que vamos ter de contar:


Assume desde já que não vai sentir-se derrotado se perder, e que não vê razões para se ir embora se não correr bem. “Fazer pior do que em 2013 em termos de score é muito difícil”, deixa escapar, lembrando as 106 câmaras (20 das quais em coligação com CDS) que os sociais-democratas tiveram nas autárquicas de há três anos, contra as 150 socialistas. É tudo, de resto, uma questão de perceção, e sobretudo de gestão de expectativas.


Não tenho falta de confiança nem tenho medo. Não estou agarrado ao meu lugar. Se o PSD achar que há outro líder melhor do que eu, façam favor, eu não fico zangado.


Escrevia Pacheco Pereira em 2008 a propósito do consulado de Luís Filipe de Menezes no PSD que para o tirar de lá tinha de ser à bomba "dado que em 2009 [ano de eleições] há dezenas de lugares apetecidos para distribuir e para cada lugar há cinco pessoas da 'situação' a quem este foi prometido e dez que acham que lá podem chegar no meio da guerra civil". Parecia então que Luís Filipe de Menezes tinha sido o pior pesadelo da história do PSD. Parecia. Porque agora, além dos lugares para distribuir nun hipotético regresso do PSD ao poder, por via de legislativas antecipadas pelo fracasso da 'Geringonça' e com uma mãozinha da Europa do Partido Popular Europeu, há também um 'predestinado', um homem que tem uma missão a cumprir, um desígnio na passagem pela vida terrena – resgatar Portugal da revolução comunista de Abril de 1974 e reescrever a História. Vai ser terrível.


[Imagem]