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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não se lembraram disso quando eram Governo

por josé simões, em 19.05.16

 

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Não se lembraram disso quando eram Governo e quando decidiram, contra a lei, estender os contratos de associação a zonas do país com oferta assegurada pela escola pública e de permitir que os colégios fossem captar alunos a outras regiões, com prejuízo evidente para a escola pública, para os cofres do Estado e para o bolso do contribuinte, não se lembraram de pedir ao Conselho Nacional de Educação para elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso relativamente aos impactos financeiros e aos custos associados ao ensino nas escolas públicas estatais e nas escolas públicas que integram a rede do ensino particular e cooperativo". De caminho pode também o Conselho Nacional de Educação elaborar e remeter para o parlamento "um estudo rigoroso" sobre o inflacionamento das notas pelas escolas privadas, que não são "escolas" mas "colégios", com vista ao ingresso do aluno, pagante, na universidade pública, onde vai concorrer em nível de desigualdade com alunos vindos do ensino público, e também um "estudo rigoroso" sobre o ensino ministrado nos colégios privados dirigido especificamente para os boas notas nos exames e consequente direito a figurar no top of the pops do ranking nacional das escolas, apesar dos sacos de vento de conhecimento que produzem.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar"

por josé simões, em 19.05.16

 

Portas-Passos.jpg

 

 

"Família acusada de escravizar homem durante 26 anos numa herdade de Évora"


Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos. [Baixar os custos do trabalho para as empresas]


[Imagem]

 

 

 

 

Querida, mudei o blogue

por josé simões, em 19.05.16

 

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Os gajos do sapo, que são uns gajos porreiros [pá!], resolveram rebocar-me, de reboco, e pintar-me o blogue. Dizem que fica mais funcional para aparecer em tabletes e ai fones e androides e o coise, que eu ainda sou do tempo, e não foi há tanto tempo quanto isso, escusam de ficar já aí "éeeee, o gaije é bué velho!", em que um gajo não precisava do telemóvel para nada e saía de casa na boa e só voltava atrás se tivesse esquecido a carteira e se precisasse de telefonar a alguém ia à cabine ou ao café e telefonava para casa da vizinha desse alguém que o ia chamar depois. E depois apareceram uns telemóveis tamanho dos tijolos que os pretos usavam para ouvir hip-hop e dançar break dance, na altura em que os pretos eram pretos e não afro-amaricanos e ouviam coisas a sério saídas de rádios a sério e não merdas tipo Anselmo Ralph e outras merdas e kizombadas ainda piores saídas de aparelhos tamanho de carteiras de fósforos com qualidade sonora tamanho das cornetas de som nas barracas das feiras. E depois os gajos iam para a praia com a geleira numa mão e um telemóvel tamanho de uma geleira na outra e com autonomia de bateria tamanho duma pilha de volte e meio e aquilo tocava e ficava a praia toda, dentro e fora de água, a olhar para o ilustre a atender o amigo que tinha ido a casa da vizinha pedir, sff, se podia fazer uma chamada. Paneleirices que vieram complicar a vida a um homem. Agora já está, o blogue. Gostam, gostam, não gostam, temos pena.


[Imagem de autor desconhecido]