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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Mais do mesmo

por josé simões, em 09.05.16

 

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Corria o Ano da Graça de 2007 e íamos votar o referendo à interrupção voluntária da gravidez quando o padre Vieira, directo do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada em Setúbal, com dois infantários a seu cargo subsidiados pelos impostos dos contribuintes, resolveu mandar funcionárias e educadores colocarem, a grande maioria contra sua vontade, uma carta dentro da mochila de crianças que nem ler sabiam. [A carta].


Corre o Ano da Graça de 2016 e os colégios privados com contrato de associação, subsidiados com o dinheiro dos impostos dos contribuintes, na sua grande maioria com ligação à Igreja Católica [ou a "insinuação" feita por mim "da ligação do ensino particular à religião católica apostólica romana", como deixaram na caixa de comentários] coagem os alunos a escreverem cartas ao primeiro-ministro e ao Presidente da República. Mais do mesmo, o mesmo modus operandi do vale tudo.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Muito barulho

por josé simões, em 09.05.16

 

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É o grande erro da esquerda, toda [e que continua a não se dar ao respeito e a ter pela direita, do respeitinho, o respeito que esta não tem por ela], neste processo de restabelecimento da "normalidade democrática" na educação, com a recuperação da aposta na escola pública, laica e inclusiva, ao mesmo tempo que se procede a uma racionalização dos custos para o contibuinte: embarcar em discusões espúrias com a direita ao invés de centrar esforços num esclarecimento às populações sobre o que se pretende e sobre o que realmente está em causa. Muito barulho, quanto mais barulho melhor, só favorece a falta de argumentação da direita radical, das negociatas à sombra do erário público, e da Igreja Católica, disfarçada de colégio privado ou de IPSS, em ambos os casos pagos pelo contribuinte.


[Imagem]