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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

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O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 06.04.16

 

 

 

Se o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais não deu azo a despedimentos na Serviço Nacional de Saúde, em geral, e na classe dos enfermeiros, em particular, porque é que com o regresso às 35 horas semanais vai ser necessário contratar mais 1 500 enfermeiros e 800 auxiliares?


Que o ministro da Saúde diga que a carga horária é excessiva, que as equipas estão desfalcadas e que há um défice de profissionais de enfermagem no Serviço Nacional de Saúde ainda se aceita, por ser verdade e por estar por demais provado e, se calhar, era melhor o excelentíssimo ser assessorado por um profissional de comunicação que lhe ensine como as coisas devem ser ditas e explicadas porque isto assim soa a "mais despesismo socialista pago pelo contribuinte".