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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

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por josé simões, em 12.02.16

 

 

 

É possível ser campeão sem ganhar um único jogo aos adversários directos?

 

 

 

||| Um chico-esperto medalhado

por josé simões, em 12.02.16

 

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Um chico-esperto medalhado vem, de má-fé, confundir os incautos com exames como sinónimo de avaliação e larga uma bojarda, daquelas que faz umas gordas de encher o olho em qualquer jornal: "Não é por deixar de haver exames avaliação que os alunos vão saber mais". Não. Não é por haver avaliação exames que os alunos vão passar a saber mais, como o comprova todos os anos o ranking das escolas, com as privadas, especializadas num nicho de mercado que é o trabalhar alunos para exames e provas de aferição avaliações, sempre no Top of The Pops da "excelência" no ensino mas com os alunos chegados ao superior a diluírem-se na banalidade.


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||| "O coração da propriedade privada"

por josé simões, em 12.02.16

 

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Ouvir o CDS Nuno Magalhães invocar "o coração da propriedade privada" – as heranças e as doações, no debate quinzenal no Parlamento, para questionar António Costa a propósito de uma alegada reposição do imposto sucessório, faz-me lembrar a história de Afonso VI de Leão e Castela – O Bravo, que herdou do pai, Fernando I – O Magno, o Reino de Leão, que era tudo propriedade privada, por direito e investidura divina com a bênção papal e que já vinha desde tempos remotos, até ao dia em que um tal Henrique de Borgonha, como recompensa por ter ajudado Afonso a tirar a propriedade privada a outros privados, ter levado a filha Teresa e mais um bocado de propriedade privada como recompensa – o Condado Portucalense. A partir daí é mais História, com o neto de Afonso a bater na mãe e a bater em tudo o que mexia e respirava a sul de Guimarães, a tirar propriedade privada a outros privados e a distribuir propriedade privada por privados amigos, hábito que a sua descendência nunca havia de perder até chegar ao ponto em que a propriedade privada, por razões geográficas e políticas, deixou de poder ser tirada a outros privados e começou a ser transmitida por herança, doação ou cruzamentos sanguíneos, até aos dias de hoje, dias em que "o coração da propriedade privada" vai a debate parlamentar pela mão do partido do coração da propriedade privada, ex partido do ex-combatente, da lavoura, do contribuinte, do idoso do reformado e que me desculpem os que ficaram esquecidos.


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