||| Relatório e Contas. Resumo da Semana
[Daqui]
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
[Daqui]
Grana, Italy, 1963
Clemens Kalischer
[Aqui]
[Imagem]
195 despedidos, a ganhar o salário mínimo, por antecipação ao que crise global iria certamente evidenciar;
1, 2 milhões de euros por ano, bónus e prémios não incluídos, para liquidar 15 mil postos de trabalho;
o salário mínimo que não se aumenta por decreto e as contas bancárias, de quem não aumenta o salário mínimo por decreto, mais recheadas graças ao bom coração, espírito solidário e amor ao próximo daqueles que ganham o salário mínimo;
[Imagem]
Pedro Passos Coelho que, em tempos que já lá vão, havia recusado a demissão irrevogável de Paulo Portas, foi agora incapaz de travar o voto contra do CDS ao último Orçamento Rectificativo da coligação PSD/ CDS, porque o CDS não era parte do Governo que meteu 700 milhões de euros do contribuinte num banco falido, porque o CDS não era parte do Governo que aguentou 8 – oito – 8 planos de reestruturação do banco recusados – 8 – oito – 8 vezes pela Comissão Europeia, porque o CDS não era parte do Governo que escondeu o BANIF dos contribuintes para não sujar a saída limpa e dos eleitores para não manchar a limpeza da campanha eleitoral, porque o CDS não era parte do Governo que viu o BANIF desvalorizar 97% desde que recebeu 700 milhões de euros do dinheiro do contribuinte, porque o CDS não era parte do Governo que reconduziu Carlos Costa como Governador do Banco de Portugal para esconder o BANIF depois de ter feito de biombo ao Banco Espírito Santo. E, enquanto Pedro Passos Coelho, a começar a ficar sem mão no partido, gastava quase metade de uma manhã para assegurar a abstenção do PSD na votação ao Orçamento Rectificativo do Governo PSD/ CDS, Paulo Portas, autor do bestseller "O Contorcionismo Sem Mestre", dois anos e meio depois da demissão irrevogável declarava oficialmente o óbito da coligação aventesma e fazia um upgrade à geringonça, com os voto contra do CDS ao Rectificativo do Governo PSD/ CDS, ao lado das bancadas do PCP e do Bloco de Esquerda.
As notícias sobre a morte do "arco da governação" eram manifestamente exageradas, assim como manifestamente exageradas eram as notícias que davam conta do fim dos partidos de protesto que viram o "arco do reviralho" aumentado com a inclusão do CDS.
[Imagem]
O Presidente da República não está nas suas plenas capacidades e não diz coisa com coisa, ou aproveita as últimas semanas de mandato para limpar a imagem e tentar sair da "Fossa das Marianas" onde os portugueses o colocaram no índice de popularidade, com uma crítica cerrada ao Governo da direita radical, ideologicamente o mais fundamentalista desde a revolução de Abril, que suportou durante quatro longos anos?
Cavaco Silva está artificialmente mantido vivo, como os presidentes da antiga União Soviética, até ao dia da tomada de posse do seu sucessor?
"a tentar encontrar desculpas mas não vai ter desculpas nenhumas porque neste momento as nossas contas são transparentes, claras, auditadas"
"Não foi possível porque a realidade é o que é", Pedro Passos Coelho sobre BANIF em 22 de Dezembro de 2015, recorrendo a uma frase que, na boca dele, basicamente serve para tudo. [Fanado ao Nuno Rebelo no Twitter]
[Imagem de autor desconhecido. [*] One size fits all]
Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque escondidos atrás de Carlos Costa do Banco de Portugal no caso BES, Pedro Passos Coelho escondido atrás de Maria Luís Albuquerque escondida atrás de Carlos Costa do Banco de Portugal no caso BANIF, Paulo Portas o profissional da invisibilidade quando há gaivotas em terra. É o padrão mentira e cobardia.
Adenda: tem razão Maria Luís Albuquerque quando diz que "há um problema de supervisão" pelos sucessivos problemas que têm surgido na banca portuguesa. Só que não é desde a nacionalização do BPN em 2008, é desde a privatização do BES em 1991.
[Imagem]
Guardian photographer of the year 2015: Yannis Behrakis
Não só esconderam dos contribuintes a verdadeira dimensão do problema, com a cumplicidade da Comissão Europeia e por mútuo interesse, adiando uma solução para ontem de modo a apresentarem uma saída limpa do programa de assistência, como depois, surfando a onda da tal da saída limpa, mentiram aos eleitores em campanha eleitoral com quantos dentes tinham na boca ao mesmo tempo que, por fanatismo ideológico do "privatizar até a puta que os pariu", atiravam lama para cima do banco do Estado, para cuja administração e zelo do regular bom-funcionamento tinham sido eleitos pelo voto popular.
[Imagem]
Metade de 12 mil milhões de euros da troika para a reestruturação do sistema bancário e financeiro, um dos pontos do memorando de entendimento, mandados de volta para a casa de partida por falta de uso pelo Governo da saída "êxito-limpo" e bancos escondidos debaixo do tapete, para não atrapalhar a limpeza da propaganda em campanha eleitoral, que o eleitor é cego por natureza e o bolso do contribuinte um poço sem fundo, por natureza também. E se já nem nas ditaduras sanguinárias africanas amigas para negócios amigos se pode confiar para salvar bancos – o BANIF, salvou-se António Costa vírgula primeiro-ministro vírgula corajoso vírgula a dar a cara por um problema que herdou e a não se esconder atrás do delegado do ministério das Finanças que o Governo PSD/ CDS tinha como Governador no Banco de Portugal [que teima em não colocar o lugar à disposição do novo Governo democraticamente suportado por uma maioria de deputados eleitos em eleições livres e democráticas], como fez o seu antecessor Pedro Passos Coelho vírgula primeiro-pantomineiro vírgula cobarde vírgula, agora confortavelmente refastelado na cadeira de deputado como se não fosse nada com ele. Ele, o seu ex-vice vírgula pantomineiro e a sua ex-ministra das Finanças vírgula expert em contratos swap, todos na sombra da garantia da estabilidade do sistema, exigida com cara de pau pelo pai do povo de direita - Cavaco, O Avisador, a António Costa.
[Imagem]