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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Coisas Verdadeiramente Estúpidas

por josé simões, em 27.08.14

 

 

 

Acabamos com os brasões na Praça do Império, limpamos o passado, purificamos a nossa história e não se fala mais nisso. O colonialismo nunca existiu e a prova disso é que nem há brasões das ex-colónias na Praça do Império. A seguir a câmara de Lisboa muda o nome da Praça do Império para "Praça do Futuro Radioso No País Sem Passado" porque "Praça dos PALOP", apesar de ser muito bonito e muito in, é um topónimo à partida excluído pelos engulhos que a Guiné-Equatorial causa à "esquerda" revisionista moderna e prá frentex, que pactuou com Hosni Mubarak e Ben Ali na Internacional Socialista, e que ainda tem muito trabalhinho pela frente, a começar logo por ali - Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos,  na [re]construção de um país inócuo, incolor e indolor, expurgado de todas as memórias que não cabem nos cânones do homem novo no país novo. Não se vê, não se lê, não se fala nisso, não existiu.

 

É uma chatice a cleptocracia angolana vir às compras a Lisboa, com os kuanzas esbulhados ao seu próprio povo, e dar de caras com os brasões das ex-colónias numa Praça de um Império. Não vamos chatear a máfia de José Eduardo e Isabel dos Santos com minudências da História de Portugal que o dinheirinho faz falta ao comércio da Avenida da Liberdade, sem a calçada portuguesa por causa dos stilettos heel das damas, e ainda há a Sonangol e os editoriais do Jornal de Angola e o MPLA na Internacional Socialista.

 

“Respondeu-me que os brasões são sinais do colonialismo e que não contasse com ele para tratar daquilo”

 

"Câmara de Lisboa vai acabar com brasões das ex-colónias no jardim da Praça do Império"

 

A câmara de Lagos, no Algarve, é que já derrubava de vez o Mercado dos Escravos. E aquela estátua do Infante D. Henrique também não está ali a fazer nada.

 

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||| E depois?

por josé simões, em 26.08.14

 

 

 

É por haver pena de morte nalguns estados dos Estados Unidos da América, ou por haver a Lei de Talião em algumas zonas do globo, ou a Charia nalgumas sociedades islâmicas que o assassino pensa duas vezes antes de premir o gatilho ou de espetar a faca? À direita no poder, do respeitinho pela autoridade, dava muito trabalho perceber e tentar corrigir as causas e as circunstâncias que levam a que alguém, em desespero de causa e de cabeça perdida, descarregue a sua raiva e frustração sobre o primeiro representante "deles" que lhe aparece pela frente quando, na maior parte das vezes, é o fruto de uma vida de trabalho, de sofrimento e privações, que vê esfumar-se na frente do nariz, vítima das circunstâncias, por causas que lhe são estranhas, e onde o único papel que lhe cabe é o de dano colateral das políticas da direita, do respeitinho pela autoridade, no poder.

 

«Agressões a agentes que executam penhoras passam a ser punidas com mais anos de prisão»

 

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||| Estimular a exclusão e a desigualdade

por josé simões, em 26.08.14

 

 

 

Nuno Crato, o éme-éle do fascismo e do social-fascismo e da burguesia a abater e do "materialismo dialéctico" como instrumento de trabalho para compreender e interpretar a sociedade, deu nisto, no estímulo à "elite burguesa" e no fomento da exclusão e das desigualdades sociais.

 

"Um terço das escolas superam-se e recebem "prémio" de Crato

 

Escolas mais eficazes e com maior redução de abandono escolar recebem crédito horário para gerirem como entendem"

 

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||| O pelourinho

por josé simões, em 26.08.14

 

 

 

"She kills our children"

 

[Na imagem o pelourinho de Setúbal]

 

 

 

 

 

 

||| Notícias do despesismo socialista

por josé simões, em 25.08.14

 

 

 

O buraco nas contas do Estado é, até julho, de 5800 milhões de euros.

 

Nas autarquias há um saldo orçamental positivo de 191 milhões de euros.

 

Nas regiões autónomas o défice ronda os 300 milhões, que é todo madeirense.

 

O prejuízo na Madeira passou para o dobro, comparado com ano passado.

 

Já nos primeiros sete meses do ano os Açores tiveram um lucro de quase um milhão de euros.

 

"o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nosotros y a vosotros para compor as coisas", Paulo Portas na Convenção do Partido Popular espanhol em 1 de Fevereiro de 2014

 

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||| "Radical islâmico". Está bem, abelha...

por josé simões, em 25.08.14

 

 

 

A diferença entre um "radical islâmico" e um "islâmico moderado" é que não se vê o islâmico moderado a condenar publicamente as acções do ISIS, nem sequer os ayatollahs e os mullahs, sempre tão lestos com fatwas de cada vez que alguém escreve um livro ou desenha um cartoon, se lembram agora de publicar, urbi et orbi, uma. Notam a diferença?

 

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||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 25.08.14

 

 

 

Os confrontos em Ferguson, Missouri, USA na capa da New Yorker assinada por Eric Drooker.

 

 

 

 

 

 

||| In Memoriam

por josé simões, em 24.08.14

 

 

 

Richard Attenborough

 

1923 – 2014

 

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||| Fim-de-semana

por josé simões, em 24.08.14

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Second That EmotionJapan

 

[7" vinyl]        

 

 

 

 

 

 

||| Sinais

por josé simões, em 24.08.14

 

 

 

Quando uma discoteca elitista, como o Seven em Vila Moura, aparece no pico do Verão com spots televisivos a angariar clientes mainstream numa televisão em canal aberto. Pires 'soldado disciplinado' de Lima explica o "viva a recuperação económica".

 

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||| Uma verdade e uma mentira

por josé simões, em 24.08.14

 

 

 

A  mentira: O Governo não está a estudar coisíssima nenhuma o aumento do IVA porque quando o Governo quer estudar o que quer que seja nomeia uma comissão, composta por técnicos, muitos, e especialistas, outros tantos, não remunerados e que, por "amor à camisola", andam meses, muitos, muito atarefados a estudar e a elaborar pareceres e, no final, as conclusões acabam dentro de uma gaveta, principalmente se forem de modo a aliviar o bolso do contribuinte. O Governo decidiu o aumento do IVA, ponto.

 

A verdade: o que o moço de fretes do Governo diz é que o PSD, o polícia mau, quer aumentar o IVA, e que o polícia bom, o CDS, está contra. E é verdade porque o Governo é o PSD e o CDS é o verbo de encher e a mão de assinar por baixo desde que o que seja assinado permita ao líder, Paulo Portas, a vaidade de aparecer sob os holofotes, andar a saltitar pelo mundo cheio de patriotismo e d “sentido de Estado”, o poder, um cargo, nem que seja o cargo de vice-pantomineiro.

 

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||| Por estes dias lembro-me sempre deste livro

por josé simões, em 23.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 23.08.14

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

 

||| É o que temos

por josé simões, em 23.08.14

 

 

 

Um deputado do PSD, à imagem da bancada parlamentar que integra, resolveu fazer o papel daqueles senhores que no teatro estão dentro duma caixinha na boca do palco, o ponto, a dar as deixas quando os actores têm uma branca ou se baralham todos, só que deste vez o beneficiário do frete, travestido de iniciativa parlamentar para dar respostas às preocupações dos cidadãos, não foi o Governo mas o Governador do Governo da Banca no Banco de Portugal, com uma pergunta "combinada" [entre aspas], de molde a Carlos Costa ter uma saída limpa e airosa do affair "indultados" do BES [pena o senhor deputado não se ter lembrado de inquirir o senhor Governador aquando da aquisição do filho de Durão Barroso para o plantel do banco central. Adiante...].

 

Há bocado Ricardo Costa, do Expresso, na televisão do regime do pensamento único, a SIC/ SIC Notícias, em tom irónico dizia que, com esta iniciativa, o PSD estava a fazer o papel do Bloco de Esquerda. À parte o Bloco não ter feito o papel do Bloco, e que seria encostar Carlos Costa à parede e não fazer um frete a Carlos Costa, este comentário do ainda director do ex "há 40 anos a fazer opinião" actual "liberdade para pensar" e futuro "plantador oficial de spin" mostra bem a dimensão jornalística e cidadã do cidadão e jornalista Ricardo Costa: caladinhos, respeitinho, não fazer ondas nem perguntas incómodas ou complicadas. Governa e decide quem pode, obedece e faz quem deve. E a imprensa à frente do palco dentro da caixinha

 

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||| Porque hoje é sábado

por josé simões, em 23.08.14

 

 

 

Jerusalem, 1962

 

Leonard Freed