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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A alminha na Confraria das Almas e de corpo santificado

por josé simões, em 26.04.14

 

 

 

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, respeita alguns [não sublinhou mas está lá, "alguns"] protagonistas do 25 de Abril de 1974, "mais por aquilo que fizeram" – depois de uma revolução entregar de livre vontade e de mão beijada a poder à sociedade civil, permitindo aos Aguiar-Brancos deste país engordar à custa dos negócios com o Estado e à sombra do Estado, negócios que os Aguiar-Brancos deste país teriam sempre feito sem o 25 de Abril, nas fileiras da União Nacional ou da "ala liberal" da União Nacional, o que quer que isso signifique e que era o percurso natural de ascensão na casta, "do que por aquilo que agora dizem", que é que os Aguiar-Brancos deste país se aproveitaram do 25 de Abril para engordar à custa dos negócios com o Estado e à sombra do Estado, com isso subvertendo o espírito da revolução e, numa acto de contorcionismo digo de uma medalha olímpica, acusar o Estado de despesista e tentacular e ainda passar culpas aos sobreviventes dos tostões contados com a acusação de viverem acima das suas possibilidades..

 

Aguiar-Branco não sei quem o respeita, pelo que fez e faz e pelo que diz. Até pode ser que sim, mas é mais respeitinho do que respeito. O respeitinho por causa das engordas e dos negócios com o Estado e à sombra do Estado.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Jesus died for somebody's sins but not mine

por josé simões, em 26.04.14

 

 

 

«Un joven muere aplastado por una cruz dedicada a Juan Pablo II»

 

[A imagem é daqui e o título do post foi fanado a Gloria]

 

 

 

 

 

 

||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 26.04.14

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

 

||| Porque hoje é sábado

por josé simões, em 26.04.14

 

 

 

John F. Kennedy International Airport, New York, 1968

 

Garry Winogrand

 

 

 

 

 

 

||| "Quando o pão que comes sabe a merda"

por josé simões, em 25.04.14

 

 

 

Um tédio até àquele momento em que o senhor que denunciou o sogro à PIDE, enquanto sublinhava estar perfeitamente integrado no regime, falar em consenso e começar a avisar qualquer coisa para depois escrever no prefácio que avisou qualquer coisa.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| 40 anos depois

por josé simões, em 25.04.14

 

 

 

Das casas e das barracas sem água e sem luz vem um ministro orgulhosamente proclamar, urbi et orbi, as preocupações sociais do Governo pela redução «em 34% o valor da electricidade paga pelos 500 mil agregados familiares que se encontram numa situação económica mais vulnerável» aplicada «aos titulares de um contrato de fornecimento de electricidade que é beneficiário de uma prestação social (complemento solidário para idosos, rendimento social de inserção, subsídio social de desemprego, pensão social de invalidez ou que esteja no primeiro escalão do abono de família. Exactamente os mesmos de há 40 anos ou, se calhar, os filhos e os netos deles.)»."De pé, ó vitimas da fome. De pé, famélicos da terra", como na estrofe. E vai beneficiar «1,5 milhões de portugueses, o que corresponde a cerca de 15% da população do país», os desgraçados do ajustamento que viviam acima das suas possibilidades, viva! mas «representa um custo total de aproximadamente 41 milhões de euros», vejam lá, um custo ao erário público, estes apêndices, nunca um custo aos chineses da três gargantas nem ao senhor Mexia nem ao senhor Catroga, que até perde dinheiro na EDP quando podia estar já reformado. Isto devia envergonhar qualquer um que tivesse um pingo de vergonha na cara, ou que tivesse recebido, em pequenino, educação em casa dos pais. Mas não, é um orgulho imenso, cuidamos dos pobrezinhos e dos desgraçados, os mercados funcionam, os ministros ministram, o Governo governa, os senhores Mexias mexem e o senhores Catrogas perdem dinheiros a trabalhar quando podiam estar reformados. Viva!

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| 25 de Abril de 1974 – 25 de Abril de 2014, 40 anos de sons e palavras [50]

por josé simões, em 25.04.14

 

 

 

Grândola Vila Morena – José Afonso         

 

[7” vinyl]

 

 

 

 

 

 

||| 40 Anos. Parabéns

por josé simões, em 25.04.14

 

 

 

[Imagem fanada no insta coise do Ai Weiwei, que nunca mais vê chegar o "25 de Abril"]

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 24.04.14

 

 

 

«The internet is a CIA project»

 

[Imagem fanada do Stalin Moustache]

 

 

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Títulos"

por josé simões, em 24.04.14

 

 

 

«Banco de Portugal denuncia farsa nas exportações». Não há propaganda que resista...

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| 25 de Abril de 1974 – 25 de Abril de 2014, 40 anos de sons e palavras [49]

por josé simões, em 24.04.14

 

 

 

e depois do adeus – Paulo

 

[7” vinyl]

 

 

 

 

 

 

||| É muito feio ver um universitário, um académico de currículo recheado, prestar-se a palhaçadas propagandísticas

por josé simões, em 23.04.14

 

 

 

Depois de encerrar escolas, centros de saúde, tribunais e repartições de finanças, o Governo avisa que o «novo QREN poderá ter concursos para beneficiar zonas com menos população». "Poderá" que é diferente de terá.

 

Diz que também está a ponderar a possibilidade de haver igualmente "medidas de discriminação positiva" nos processos de licenciamento de projectos. "Ponderar" que é diferente de adquirido.

 

E também diz que há a hipótese de "majorar positivamente" as zonas com menos população. "Hipóteses" que é diferente de decidido.

 

E que "poderá" e "ponderado" e "hipótese" depois, vai definir "uma taxa de comparticipação maior" para os projectos, de forma a captar investimentos nas regiões desertificadas, como se alguém no seu perfeito juízo fosse investir o que quer que seja numa região desertificada de escolas, de centros de saúde, de tribunais, de repartições de finanças e de gente.

 

[Na imagem estação de metro em Berlim, de autor desconhecido]

 

Adenda: Também diz que se construíram para aí umas estradas e uns equipamentos públicos, faltaram os aeródromos e os aeroportos malgrado a formação dada para futuros controladores [esta parte digo eu], mas que não serviu para nada disso da coesão nacional e territorial. Serviu para as pessoas se pirarem mais rápido, depois da "hipótese" e do "ponderado".

 

 

 

 

 

 

||| Os mestres da propaganda e a propaganda dos mestres

por josé simões, em 23.04.14

 

 

 

«Conselho de Finanças Públicas. Encargos com as PPP subiram mais de 50% em 2013»

 

 

O Mestre:

 

«Passos Coelho afirma que encargos anuais com PPP já baixaram»

 

Os papagaios:

 

«Luís Montenegro […] pediu que fizesse um "ponto de situação" da renegociação das parcerias público-privadas»

 

«Portugal viveu uma perversão da democracia que não podemos deixar repetir. Foram as PPP, as SCUT, os institutos públicos e as fundações, a desorganização sistémica de um executivo que viveu de festa em festa, deixando a factura para outros pagarem»

 

«Aquilo que se espera e de que estamos nós, PSD, convictos, é que o Governo está a tomar as medidas necessárias, nomeadamente também na área das parcerias público-privadas para inverter essa trajectória»

 

O Vice-Mestre:

 

«Quando estou fora de Portugal tenho como principio não comentar assuntos concretos da política interna»

 

Os vice-papagaios:

 

«Quanto aos encargos com as Parcerias Público-Privadas (PPP), João Almeida dirigiu-se ao deputado socialista Pedro Marques para considerar que "não é rigoroso -- para não dizer que não é sério -- dizer que aumenta o pagamento das PPP neste orçamento»

 

«O deputado Hélder Amaral intervém durante a audição do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, na Comissão de Economia e Obras Públicas, sobre a introdução de novas portagens e os planos de redução de encargos com as parcerias público-privadas»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| 25 de Abril de 1974 – 25 de Abril de 2014, 40 anos de sons e palavras [48]

por josé simões, em 23.04.14

 

 

 

A Internacional – GAC, Vozes na Luta

 

[7” vinyl]

 

 

 

 

 

 

||| Mais uma vez Mário Soares tem razão: o senhor é salazarista

por josé simões, em 22.04.14

 

 

 

O homem com mais tempo de vida política activa nos 40 anos que levamos de democracia, toda ela assente numa rede de intrigas [juro que não vou entrar pelas intrigas no backstage para alcançar a liderança do partido, conveniente enfabuladas por uma rodagem do carro como quem não quer a coisa, até à mais recente inventona das escutas a Belém], crispações com as outras forças políticas [a queda do Governo do Bloco Central e depois as mui célebres "forças de bloqueio", "deixem-nos trabalhar"], insultos à inteligência dos seus co-cidadãos e a promoção da destruição da agricultura e pescas do país nos anos de ouro dos fundos comunitários, faz um upgrade da velha máxima salazarenta "a minha política é o trabalho" e truna e mistura deliberadamente o campo das empresas com o campo da política [malgré a história do PPD, primeiro e do PSD, depois, ser toda ela feita de uma promiscuidade entre empresas e política] para passar recados aos políticos, para se pôr de fora, ele que não é político, para apagar o seu passado de político que nunca foi político:

 

«são as empresas "e não as intrigas, as agressividades, as crispações, os insultos entre agentes políticos, que promovem o crescimento económico, a criação de emprego e a conquista de novos mercados.

 

As empresas são tudo isso, crescimento económico, criação de emprego, conquista de novos mercados e também agressividade, muita, crispações, muitas, e insultos, dentro de portas, fora dos holofotes mediáticos. E a política é isso tudo também, e é disso tudo que nascem as diferenças e as alternativas.

 

Salazar não diria melhor.